segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Auxiliar do operador do PT na Petrobras vai devolver R$ 252 milhões. E quanto será que o chefe dele roubou para financiar este governo corrupto desde 2003?


Pedro Barusco, bagrinho de José Dirceu na Petrobras, vai devolver R$ 252 milhões. O tubarão era Renato Duque. 

O braço direito do ex-diretor de serviços da Petrobras, Pedro Barusco, fechou um acordo de delação premiada com procuradores da Operação Lava Jato no qual se comprometeu a devolver US$ 97 milhões, o equivalente a R$ 252 milhões hoje. Pedro Barusco foi gerente-executivo de engenharia da Petrobras e, como o seu chefe, o então diretor de serviços Renato Duque, chegou ao cargo por indicação do então ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu (PT) --o que Dirceu nega. 

Duque foi preso na última sexta-feira (14) e está na carceragem da PF em Curitiba. Barusco escapou por ter feito o acordo para contar o que sabe em troca de uma pena menor. Autoridades suíças bloquearam US$ 20 milhões que ele tem num banco do país. Sem citar nomes, o procurador-geral da República Rodrigo Janot disse à Folha que um funcionário da Petrobras apanhado na Lava Jato se comprometera a devolver US$ 100 milhões.
Duque e Barusco são considerados pelos investigadores da Lava Jato como os principais operadores do PT na Petrobras no período entre 2003 a 2012.  O ex-diretor de abastecimento, Paulo Roberto Costa, disse à Justiça que 3% do valor líquido dos contratos assinados pela diretoria de Duque eram repassados ao PT. A diretoria de serviços cuidava de projetos e licitações de grandes obras, como a refinaria Abreu e Lima e o Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro). O custo dessas obras deve superar os R$ 200 bilhões. 

Dois delatores da Lava Jato, Julio Camargo e Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, da Toyo, disseram ter pago R$ 95 milhões a Duque e a Barusco em nome de empreiteiras para conseguir os contratos de cinco obras. O montante de US$ 97 milhões é o maior valor a ser devolvido nos pactos de delação já assinados na Lava Jato. Se confirmado, também é o maior valor já recuperado pelo governo brasileiro em operações contra a corrupção. No caso de desvios do ex-prefeito Paulo Maluf, por exemplo, o país conseguiu reaver US$ 32 milhões. 

Folha não localizou Barusco. Por meio de sua assessoria, Duque disse que as acusações são decorrentes de falsas delações. Sobre Dirceu, afirma tê-lo conhecido em 2003: participaram de uma reunião institucional e eventos sociais. Dirceu, via assessoria, disse que nunca teve relacionamento com os executivos.(Folha de São Paulo)

Lava Jato: PF suspeita que a roubalheira petista também acontece nas hidrelétricas.


LULA É O PAI E MENTOR DA CORRUPÇÃO E DILMA A SUA RAINHA
Em 2010, Lula visitou Jirau e declarou: “Não podemos mais fazer hidrelétricas como na década de 50, que se prometia um monte de coisa e não se cumpria, tanto o governo quanto os empresários”. Agora dá para entender. Ele estava falando com o sócio do PT na obra.
 
A Polícia Federal investiga se o esquema operado pelo doleiro Alberto Youssef alcança também negócios no setor elétrico. Nas investigações da Operação Lava-Jato, os agentes encontraram na mesa de João Procópio de Almeida Prado, acusado de ser o braço-direito do doleiro, uma planilha identificada como “Demonstrativo de Resultado - Obra Jirau”, com a contabilidade da Camargo Corrêa na obra da hidrelétrica construída no Rio Madeira, em Rondônia, com financiamento de R$ 7,2 bilhões do BNDES.

A empreiteira foi uma das sócias do consórcio que arrematou a concessão até 2012, quando vendeu sua participação. Segundo o Ministério Público Federal, Prado era o elo do esquema de Youssef com a Camargo Corrêa. Ele é concunhado de João Ricardo Auler, presidente do conselho de administração da Construções e Comércio Camargo Corrêa, um dos presos na Lava-Jato.

Youssef disse à Justiça que Auler foi seu principal contato na construtora antes de Eduardo Hermelino Leite, atual vice-presidente da empresa, preso preventivamente. Leite é o único executivo de empreiteira, até agora, acusado pelo doleiro de ficar com parte do dinheiro da propina a ser dividido com os políticos. Procurada, a Camargo Corrêa informou que o Prado “jamais prestou serviços” para a construtora e que desconhece a planilha citada.

Segundo o MPF, Prado era de extrema confiança do doleiro. Operava as contas no exterior, controlava depósitos e pagamentos fora do Brasil, e era também encarregado da abertura de empresas offshore, em nome dele ou de terceiros. Entre os dias 3 e 13 de março passado, Prado, Youssef e Leonardo Meirelles movimentaram € 1,06 milhão de uma conta da Elba Services, na Suíça, para a DGX Import, em Hong Kong.

Youssef afirmou que o primeiro contato que teve com a Camargo Corrêa foi acompanhando o ex-deputado federal José Janene, do PP, um dos flagrados no mensalão e que faleceu em 2010. A reunião foi com João Auler.

A Camargo Corrêa participou de duas grandes obras da Petrobras investigadas na Lava-Jato: a modernização da Repar, refinaria que fica no Paraná, com sobrepreço apontado pelo TCU de R$ 633 milhões e da Unidade de Coqueamento da Refinaria Abreu e Lima, com danos ao erário já identificados de R$ 613,2 milhões. A Camargo Corrêa também fez repasses de R$ 2,875 milhões para a Costa Global, empresa de consultoria do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa. Os depósitos foram feitos cinco meses após a saída de Costa da estatal, mas ele disse à Justiça que os pagamentos eram propinas.

EMPRESAS PAGAM ADVOGADOS

Para o MPF, é estreita a ligação de alguns dos principais executivos de empreiteiras com Youssef. Os mais próximos do doleiro seriam Leite, da Camargo, Ricardo Pessoa, da UTC/Constram, e Mateus Coutinho, da OAS.

Um dos exemplos está no depoimento da contadora do doleiro, Meire Poza. À Justiça, ela disse que em março, quando foi deflagrada a primeira fase da Lava-Jato, ela e Prado ficaram responsáveis por buscar dinheiro na Camargo Corrêa e na UTC para pagar os advogados dos presos ligados ao doleiro. Meire visitou a UTC, que teria se comprometido a dar R$ 500 mil para pagar os advogados de Enivaldo Quadrado e Carlos Alberto da Costa, ligados ao doleiro.

Depois, Meire disse ter se desentendido com os interlocutores. Um dos presos na última sexta-feira, o advogado Carlos Alberto Costa e Silva, segundo ela, acabou sendo acionado para fazer o “meio de campo” com as empreiteiras.

A UTC se tornou sócia de Youssef em empreendimentos na Bahia. A empresa se associou em 2010 à GFD, de Youssef, no hotel Web Salvador Iguatemi e na compra de terreno em Lauro de Freitas, por R$ 5,3 milhões. Para que a sociedade se concretizasse, foi aberta Sociedade em Cota de Participação, tendo a UTC como sócia ostensiva e a GFD como sócia participante. A UTC é uma das contratadas para obras na Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), no Rio Grande do Sul. No total, os negócios da empresa com a Petrobras superam R$ 8 bilhões. 

Ao GLOBO, a UTC informou que é sócia da GFD num empreendimento específico, o Dual Medical&Business, em Lauro de Freitas, e que a Sociedade em Cota de Participação é um instrumento temporário, usado no setor imobiliário, a ser encerrado ao fim do empreendimento (início de 2016). Confirmou que os custos foram divididos e ressaltou que não há nenhum tipo de sociedade entre as duas empresas. De acordo com a nota, UTC e GFD são cotistas no Web Hotel de Salvador ao lado de outros investidores. A empresa informou que detém 30% das cotas e que a GFD tem 37% e que as documentações foram encaminhadas ao MPF. Sobre o pagamento de advogados, confirmou que foi procurada por Meire Poza, mas que a ajuda foi negada. (O Globo)

sábado, 15 de novembro de 2014

Petrolão: ministro da Justiça está sob supeita.


 O porquinho do meio é Cardozo.

Em 2010, a campanha de Dilma Rousseff foi coordenada por "três porquinhos", apelido mais do que adequado para os mesmos: Antônio Palocci, demitido por corrupção. José Eduardo Dutra, ex-presidente da Petrobras quando todo o esquema começou. E José Eduardo Cardozo que, atualmente, exerce o papel de ministro da Justiça e que defende que a Polícia Federal seja investigada, em vez de haver "politização" da Operação Lava Jato. Leia-se como "politização" o fato da Oposição estar exigindo total investigação dos corruptos do PT e do PMDB, envolvidos no maior escândalo de corrupção da história do país.

É bom lembrar que o ministro da Justiça está sob suspeita na Operação Lava Jato. Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras que foi preso e fez delação premiada, acusou Antônio Palocci de ter recebido R$ 2 milhões do Petrolão para a campanha de Dilma Rousseff, em 2010. Ora, José Eduardo Dutra participava da comissão central, tendo inclusive participado de arrecadação de fundos, segundo noticiado pela imprensa. Portanto, sabia destes fatos. Resta saber se atrás da delação virão as provas concretas. Enquanto isso, o ministro da Justiça está sob suspeita. 

Aliás, é estarrecedora a entrevista dada pelo atual ministro da Justiça ao blogueiro Luiz Nassif, logo após o encerramento da campanha. Lá ele finaliza a entrevista com a seguinte pérola: "Imaginar que numa campanha nunca exista dinheiro desviado dos cofres públicos é ser ingênuo " . Ao que tudo indica, uma confissão antecipada de culpa.

Trechos do discurso - Aécio Neves - Ato de agradecimento - (SP) 14/11/14

A Proclamação da República. 125 anos


                        Liberdade! Liberdade!  Abre as asas sobre nós!                     

No dia 15 de novembro de 1889, o Marechal Deodoro da Fonseca, com o apoio dos republicanos, demitiu o Conselho de Ministros e seu presidente. Na noite deste mesmo dia, o marechal assinou o manifesto proclamando a República no Brasil e instalando um governo provisório.
Após 67 anos, a monarquia chegava ao fim. No dia 18 de novembro, D.Pedro II e a família imperial partiam rumo à Europa. Tinha início a República Brasileira com o Marechal Deodoro da Fonseca assumindo provisoriamente o posto de presidente do Brasil. A partir de então, o pais seria governado por um presidente escolhido pelo povo através das eleições. Foi um grande avanço rumo a consolidação da democracia no Brasil.


O comunismo é uma ideologia política e socioeconômica, que pretende promover o estabelecimento de uma sociedade igualitária, sem classes sociais e apátrida, baseada na propriedade comum e no controle dos meios de produção e da propriedade em geral. 

O BRASIL NÃO MERECE ESSE GOVERNO ATUAL, COMPOSTO DE CANALHAS E APÁTRIDAS VERMELHOS! FORA CUPINS DA NAÇÃO!

STJ autoriza acesso a dados do cartão de crédito de Rosemary Noronha, ex-secretária de Lula.


Rosemary Noronha 
(Imagem: Arquivo Google)

* Do Site do STJ


A Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) acolheu o pedido da Infoglobo Comunicação e Participações S/A e do jornalista Thiago Herdy Lana para terem acesso aos gastos efetuados com o cartão corporativo do governo federal utilizado por Rosemary Nóvoa de Noronha, com as discriminações de tipo, data, valor das transações e CNPJ/razão social. Ela foi chefe da representação da Presidência da República em São Paulo. 

A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República havia franqueado o acesso à planilha contendo os gastos efetuados no período de 2003 a 2011, mas sem as discriminações solicitadas. 

Inconformados, a Infoglobo e o jornalista impetraram o mandado de segurança perante o STJ sustentando que o direito de acesso aos documentos administrativos tem status de direito fundamental, consagrado na Constituição Federal e em legislação infraconstitucional. 

Violação 

Para o relator do caso, ministro Napoleão Nunes Maia Filho, o não fornecimento dos documentos e das informações a respeito dos gastos efetuados com o cartão corporativo do governo federal, com o detalhamento solicitado, constitui ilegal violação do direito líquido e certo da empresa e do jornalista de terem acesso à informação de interesse coletivo, assegurado pela Constituição e regulamentado pela Lei 12.527/11 (Lei de Acesso à Informação). 

“Inexiste justificativa para manter em sigilo as informações solicitadas, pois não se evidencia que a publicidade de tais questões atente contra a segurança do presidente e vice-presidente da República ou de suas famílias, e nem isso ficou evidenciado nas informações da Secretaria de Comunicação”, afirmou o ministro. 

Napoleão Nunes Maia Filho destacou que a transparência das ações e das condutas governamentais deve ser um comportamento constante e uniforme. 

“A divulgação dessas informações seguramente contribui para evitar episódios lesivos e prejudicantes; também nessa matéria tem aplicação a parêmia consagrada pela secular sabedoria do povo, segundo a qual é melhor prevenir do que remediar”, concluiu. 

Denúncias 

As movimentações de Rosemary Noronha foram descobertas pela Polícia Federal em 2012, quando foi deflagrada a Operação Porto Seguro, que desmontou uma suposta quadrilha acusada de vender pareceres de órgãos públicos a empresas privadas. 

Na ocasião, agentes da PF fizeram buscas no gabinete da servidora na representação da Presidência da República em São Paulo e apreenderam documentos. 

Diante de denúncias sobre as despesas feitas por Rose, como era conhecida, a Infoglobo e o jornalista solicitaram à Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República o extrato completo do cartão utilizado pela servidora.

Em resposta à solicitação, foi franqueado o acesso à planilha contendo os gastos efetuados, sem as discriminações solicitadas. A empresa e o jornalista entraram então com o mandado de segurança no STJ. 

Cabe recurso da decisão do STJ.

A Venezuela já quebrou...


Venezuela quebrou, Maduro está sem dinheiro para pagar as milícias mercenárias que insubordinaram-se e se juntaram ao povo carente até de papel higiênico... o governo não tem dinheiro, a cadeia produtiva está destruída e o petróleo está sendo negociado por Cuba.
Entram em cena as milícias comunistas (100.000 cubanos tipo "médico") e as milícias de Allah, ambas realmente não gostam do capitalismo imperialista, nem mandam seus filhos para Disney.
Ambas odeiam Jesus Cristo e decapitam não só os cristãos, mas até islâmicos que tiveram um mínimo contato com ocidentais, noticias de que já começou o justiçamento na Venezuela, mas a censura é feroz com know-how cubano.
Como uma favela como Cuba conseguiu quebrar e dominar um país grande e produtor de petróleo?
Roubando tudo em todos os níveis em todos os cantos, exatamente como no Brasil nestes últimos 12 anos, aparelhando tudo, infiltrando comunistas em tudo público, criando milícias localizadas tipo o Conselho Tutelar colocando o Estado acima da família ou a Guarda Municipal, local braço armado dos prefeitos sem formação policial nenhuma.
Agora quem vai sustentar CUBA?
O Brasil?
hahaha, engana-se irmão, o Brasil já quebrou também, mais de 50% dos brasileiros têm dívidas que não conseguirão ser quitadas, tecnicamente estamos "em falência".
Só quem tem um peitinho com dinheiro público ainda está bem na fita, 50bi da Copa, 50bi da Refinaria Abreu e Lima, 10bi da Transposição do Rio São Francisco, 10bi dos caças suecos (Suécia produz avião melhor do que a EMBRAER?), 10bi da Olimpíada, 10bi da Ferrovia, etc. 1bi para o Porto de Cuba, 1bi para o Porto do Uruguai, 1bi para os aeroportos de Cuba, 1bi mensal do Bolsa Família, hidrelétrica na Nicarágua, Nigeria, etc. 1bi é fichinha.
Não tem como nós brasileiros pagarmos estas dívidas, além dos 15.000 médicos-guerrilheiros cubanos já no Brasil, virão mais médicos, já chegam bolivarianos de todos os países sócios nas roubalheiras dos nossos impostos para treinar o MST, MTST, ONGs de todos os tipos e pasmem:
A Síria está concentrando "refugiados islâmicos" no Brasil.
A Síria é o berço do ISIS que adora cortar cabeças de cristãos, qual a projeção para o Brasil da união destes extremistas religiosos que odeiam Jesus Cristo somados com os comunistas que não acreditam em Deus?

PT perdeu a fala. O único que falou sobre a fase atual da Lava Jato tem a língua presa. Não será só a língua, companheiro!

Ao que tudo indica, em breve estarão unidos para sempre por um par de algemas.

O único petista que falou sobre a prisão do operador do PT dentro da Petrobras foi  o deputado Vicentinho, aquele que tem a língua presa. Muito simbólico. O que ele disse? "Não indicamos para cometer crimes." Ai, ai!  Não falou o presidente do partido Rui Falcão, não falou o sempre tão falante senador Humberto Costa, não falou o também sempre mordaz deputado gaúcho Henrique Fontana, nem mesmo a senadora da língua "quente", que defende  a "presidenta" com unhas e "dentes", Gleisi Hoffmann,derrotada ao governo do mesmo Paraná para onde um avião cheio de corruptos está sendo levado pela Polícia Federal. O Jornal Nacional mostrou o delator Paulo Roberto Costa dizendo que o diretor Roberto Duque, que roubou a Petrobras de 2003 a 2012, foi indicado por José Dirceu. A assessoria do corrupto mensaleiro informou que ele nega com veemência a acusação. José Dirceu é o único bandido presidiário ladrão que tem "assessoria". Não duvidem. Deve ser paga com dinheiro do Petrolão. Que o deputado fique esperto. Língua presa é indício de outras prisões. Especialmente para outro petista que sofre do mesmo mal e para a sua "chefa",  a Rainha da Petrobras.

Novos deputados e senadores: com que cara suas excelências vão dizer para os seus eleitores que farão parte da base de um governo corrupto como o do PT?











Houve uma renovação de 43,5% na Câmara dos Deputados. Entre deputados federais que voltam e que foram eleitos pela primeira vez serão 223 parlamentares que não tem um só compromisso que não seja com os seus eleitores. Da mesma forma, o Senado Federal terá uma renovação de 27%, pois apenas 5 senadores obtiveram reeleição e chegarão à Casa 22 novos senadores, alguns que já cumpriram mandatos em legislaturas anteriores. 

Estes novos congressistas assumirão os seus cargos em um momento decisivo para a vida do país. Ao que tudo indica, velhos parlamentares corruptos estarão com os seus mandados em xeque, em função da roubalheira sem limites descoberta na Petrobras, pela Operação Lava Jato. Muitos destes velhos parlamentares, que são quem detém o poder no Congresso, tentarão cooptar os votos dos novos parlamentares.  O farão para abafar, obstruir e construir blindagens para que os seus crimes não sejam punidos. 

Não caiam nesta armadilha, novos parlamentares. Vocês estão chegando ao Congresso Nacional para limpar os seus partidos e a própria política brasileira. Não sujem os seus nomes! Não há fidelidade partidária neste momento da vida nacional. Lembrem que vocês só tem compromisso com os eleitores que os elegeram. E eles não fizeram isso para transformá-los em cúmplices do esquema criminoso que o PT montou neste país para torná-los meros joguetes, meros fantoches, meros fantasmas dentro do Parlamento. 

É hora de mudar a política no país. Os novos deputados  e senadores poderão ser os grandes avalistas desta mudança. Honrem os votos recebidos. Honrem os seus eleitores. Honrem as suas biografias. Tudo isso está muito acima dos partidos que os elegeram. Ainda mais se vocês forem de um destes ditos partidos da "base do governo" mais corrupto da história deste país.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

FORO DE SÃO PAULO: RESISTIREMOS?

O preço da corrupção X Destruição da Petrobras.


Ontem, o doleiro Alberto Youssef, em depoimento à Justiça Federal, disse que mantinha uma conta corrente conjunta com o ex-deputado federal José Janene (PP/PR), "um dos coordenadores do esquema do mensalão - esquema montado pelo PT para ter apoio no Congresso". Parte do dinheiro era oriundo de desvios feitos em empresas públicas como a Petrobras.

Por outro lado, como o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa também declarou à Justiça Federal que tais desvios existiam, além da comissão de 3% que era paga ao PT através de seu tesoureiro nacional João Vaccari Neto, o Departamento de Justiça dos EUA e a Securities and Exchange Commission (SEC), órgão regulador do mercado americano, abriu uma investigação criminal contra a Petrobras para apurar se houve algum crime nas operações americanas da estatal brasileira. 

Os EUA podem fazer tal investigação pois as ações da Petrobras são negociadas também na Bolsa de Valores de Nova York. Se no Brasil o Governo Bolivariano do PT pode tentar "administrar" mais esse grande escândalo, nos EUA não irá conseguir mesmo, e como as multas e as indenizações são muito altas, além das eventuais responsabilidades criminais de seus agentes, o temor dos estragos que podem ser causados mais uma vez à Petrobras são enormes obviamente, pois seus investimentos e parcerias no exterior serão afetados.

Esse é um dos preços que a maior estatal brasileira (Petrobras) está pagando por todos os atos de má administração e de corrupção de seus administradores, os quais foram nomeados pelo PT. 
Fonte1: Jornal Folha de S. Paulo, 11 de novembro de 2014, página A9.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Ministra pede demissão e "taca-le pau" na Dilma.


A imprensa amiga do PT informa que a senadora petista Marta Suplicy, que ocupava o cargo de ministra da Cultura, pediu demissão e saiu fazendo críticas à condução da economia. Não, senhores e senhoras jornalistas. A paulada foi na Dilma. Leiam com atenção e atentem para as observações:

"Todos nós, brasileiros (incluiu a oposição), desejamos, neste momento, que a senhora seja iluminada ao escolher sua nova equipe de trabalho, a começar por uma equipe econômica independente (está dizendo que a equipe atual não tinha autonomia, portanto a culpa da crise é da Dilma, que comandava de fato a economia), experiente ( chamou Mantega de inexperiente) e comprovada, que resgate a confiança e credibilidade ( confirma que ninguém, nem mesmo uma ministra do PT,  confia e acredita na condução da economia) ao seu governo e que, acima de tudo, esteja comprometida com uma nova agenda de estabilidade e crescimento (a anterior estava comprometida com o quê? Com a reeleição?) para o nosso país".

Trecho da Norte-Sul foi superfaturado em R$ 153 milhões, aponta TCU.


A presidente Dilma Rousseff em visita a trecho da ferrovia Norte-Sul em Anápolis, Goiás




Foto: Pedro Ladeira/Folhapress
A presidente Dilma Rousseff em visita a trecho da ferrovia Norte-Sul em Anápolis, Goiás

Pelo menos R$ 153 milhões foram pagos a mais pelo governo pela construção de um trecho de 284 quilômetros da Ferrovia Norte-Sul, em Goiás.
É o que aponta relatório do TCU (Tribunal de Contas da União) aprovado nesta quarta-feira (17) que determinou abertura de um processo específico para cobrar de empresas contratadas e da Valec, estatal de ferrovias, o valor considerado superfaturado.
O valor inicial do contrato da obra do trecho, entre as cidades de Anápolis e Uruaçu, era de R$ 1,2 bilhão. As obras começaram em 2008 e foram consideradas concluídas pelo governo apenas neste ano.
A presidente Dilma Rousseff esteve em Anápolis em agosto, mais de seis anos após o início da obra, para inaugurar o trecho. Lá, chegou a gravar imagens para sua campanha eleitoral andando num trem de carga.
Mas, na prática, a ferrovia ainda não funciona nesse trecho já que não há serviços de trens operando. Para que isso ocorra, são necessários reparos em trilhos que já estão danificados e que uma empresa se responsabilize por operar sinais e passagens.




O TCU vinha apontando valores acima do mercado nos contratos desse trecho desde 2008, quando determinou a retenção de parte do que era considerado pagamento adicional. Mas, segundo o relatório do ministro do TCU Aroldo Cedraz, só R$ 26 milhões ficaram retidos.
As companhias conseguiram decisões judiciais liberando a estatal de fazer o bloqueio determinado pelo órgão de controle.
De acordo com o relatório, os argumentos apresentados em três oportunidades pela estatal Valec e pelas companhias contratadas -Camargo Correa, Queiroz Galvão, Andrade Gutierrez e Constran- para justificar seus preços não foram consistentes.
As empresas e servidores da Valec responsáveis pelo contrato ainda poderão apresentar mais argumentos na defesa no novo processo de cobrança que será iniciado.
problemas.

Para o TCU, o problema começou já na licitação, cujos critérios restringiram a competição e levaram as empresas a não apresentar descontos para os preços máximos.
Outro problema, segundo o relator, foi a falta de projetos para a obra, o que fez com que vários trechos ficassem mais caros que o contratado.
Ele destaca, ainda, que vários itens comprados pelas empresas para a obra estão com preços acima dos de mercado e dos que as próprias empresas apresentaram na concorrência.
A Valec informou que não foi notificada pelo TCU. Lembrou que os atos são referentes à gestões anteriores e elas não impactam no processo em andamento de iniciar as operações da ferrovia.
Pelo horário da decisão do TCU, a reportagem não conseguiu entrar em contato com as empresas.

Quando a imprensa nega o fato escandalosamente óbvio e publica a versão falsa.


É, os dias não andam nada fáceis.
Por Reinaldo Azevedo

(...)
Num furo nacional, publiquei em meu blog que o TSE havia autorizado, por unanimidade, a auditoria nas eleições. Sim, fui o primeiro. Passados alguns minutos, para meu espanto, eu lia em todos os grandes portais de notícias: “TSE libera dados da eleição, mas nega auditoria”. 
Como? Era uma notícia absurda, mentirosa, fruto da ignorância ou da má-fé! O tribunal deixava claro que todos os dados do pleito estariam à disposição do PSDB, que vai indicar um grupo de peritos para fazer a auditoria — o partido convidou, aliás, representantes de outras legendas para integrar a equipe. 

Eu afirmava uma coisa, e o resto da imprensa, sem exceção, outra. Ou eu estava errado ou o resto da imprensa. E, devo deixar claro, eu estava certo. Na raiz da confusão, havia apenas uma questão: os tucanos haviam pedido que os dados fossem tornados disponíveis para uma comissão formada por todos os partidos. O TSE recusou apenas isso porque entendeu, na prática, que o PSDB não poderia fazer uma solicitação em nome das outras legendas. 

No mais, todos os pedidos do partido foram aceitos, e todas as hipóteses que apontam para insegurança do sistema serão testadas. É uma auditoria, sim. Infelizmente, a imprensa só se deu por vencida quando o site do próprio TSE publicou um texto com o seguinte título: “TSE aprova auditoria do PSDB sobre sistemas eleitorais de 2014”. 

E lá se lia o seguinte conteúdo:
“Por unanimidade de votos, o Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acolheu, na sessão desta terça-feira (4), pedido do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) para que a sigla tenha pleno acesso aos sistemas de votação, apuração e totalização dos votos das eleições de 2014 para que o partido possa, se desejar, realizar uma auditoria própria.” 

Todos os ministros, sem exceção, notaram que é vital dar credibilidade ao sistema. Para tanto, salientaram que a sociedade merece, sim, uma resposta. Foi uma vitória importante dos cidadãos decentes, daqueles que não subordinam sua vontade e sua inteligência a aparelhos oficiais. 

É lamentável que a imprensa como um todo tenha demorado até dar a notícia certa. 

Isso deve nos levar à reflexão. 

Por que é assim? 

Às vezes, a gente tem a impressão de que uma notícia, antes de chegar ao público, passa por uma espécie de comitê de censura… espiritual! 

Erraram todos aqueles que satanizaram o povo na rua. Os grandes derrotados desta terça foram o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que fez a respeito um dos pareceres mais absurdos da história do Ministério Público, e o corregedor do TSE, João Otávio de Noronha, que decidiu falar fora dos autos. 

E se comporta de modo lamentável aquela parte da imprensa que trata cidadãos justamente indignados como se fossem golpistas. 

Eu espero que a auditoria prove a segurança das urnas. É melhor para o Brasil que assim seja. Mas é vital para o país que os eleitores confiem no sistema. É o que pede a democracia.

Estelionato eleitoral.


Para completar estelionato eleitoral, Dilma vai cortar as pensões das viúvas, mexer no seguro-desemprego e acabar com o PIS?

Uma das despesas que sofrerá cortes são as despesas pagas às viúvas, que tem um custo anual de cerca de R$ 90 bilhões. Além disso, Dilma estuda, como já anunciado neste blog, cortar o seguro-desemprego, os abonos salariais e o auxílio-doença, que somam outros R$ 70 bilhões anuais. Tudo isso para pagar a campanha da reeleição, que durou quatro anos. Ou seja: desde o primeiro dia que o poste do Lula subiu pela rampa do Palácio do Planalto.

O pacote fiscal em elaboração pelo governo Dilma contempla cortes de despesas já prometidos no passado e que não conseguiram interromper o aumento de gastos da União nos últimos anos --alguns foram até engavetados. 

Na lista estão seguro-desemprego, abono salarial, auxílio-doença e pensão por morte, despesas que, segundo disse o ministro Guido Mantega (Fazenda) nesta sexta (7), devem sofrer reduções a fim de aumentar a economia feita pelo setor público para pagar juros da dívida. 

Mantega, que não permanecerá no governo no segundo mandato de Dilma Rousseff, reforçou a política da presidente de fazer um ajuste fiscal gradual, sem cortes drásticos de despesas que possam comprometer a geração de empregos

Logo depois da eleição, a presidente Dilma admitiu que será necessário fazer cortes de despesas por causa da queda no superavit primário. Neste ano, o setor público não vai cumprir sua meta de economizar 1,9% do PIB. Até setembro deste ano, apenas o governo federal acumulou um rombo de R$ 15,7 bilhões em suas contas. 

Foi a primeira vez desde o Plano Real, lançado em 1994, que houve deficit primário no ano, ou seja, o governo teve de se endividar para fazer pagamentos rotineiros e das obras de infraestrutura. Apenas no mês de setembro, as despesas com pessoal, programas sociais, investimentos e custeio superaram as receitas em R$ 20,4 bilhões, o maior valor em vermelho para um mês. 

Segundo Mantega, as despesas com seguro-desemprego, abono salarial e auxílio-doença somam cerca de R$ 70 bilhões por ano. No caso das pensões por morte, são R$ 90 bilhões por ano. "Então, nós estamos trabalhando para reformatar essas despesas para que no próximo ano elas estejam em declínio, interrompendo uma elevação que tem ocorrido neste momento", afirmou. 

Não é a primeira vez que o governo acena com mudanças nas regras desses benefícios. No ano passado, o Ministério da Fazenda propôs aumentar o tempo mínimo de trabalho que o desempregado precisa comprovar para ter direito ao seguro-desemprego em caso de demissão. 

Foi sugerido também que o abono salarial --que hoje paga um salário mínimo aos cadastrados no PIS/Pasep que tenham trabalhado por pelo menos 30 dias e recebido, na média do ano, até dois salários-- passasse a ser proporcional ao número de meses trabalhado. As sugestões foram encaminhadas ao Palácio do Planalto, mas não avançaram. 

No caso das pensões por morte, o Ministério da Previdência já alertou para a importância de mudança das regras para limitar os pagamentos, mas nenhuma proposta foi formalizada pelo governo. Agora, o governo volta a mirar nessas despesas para tentar melhorar as contas públicas e recuperar sua credibilidade na área. O pacote fiscal em elaboração por Mantega deve ser anunciado apenas depois da viagem da presidente Dilma à reunião do G20 (20 economias mais importantes do mundo), nos dias 15 e 16.(Folha de São Paulo)

Retorno para os babacas!

"Reestruturação" com inspiração petista da Folha atinge um ícone do colunismo político: a jornalista Eliane Cantanhêde.


"Reestruturação" da Folha atinge um ícone do colunismo político: a jornalista Eliane Cantanhêde, que se notabilizou pela lucidez e não se deixou ser cooptada e fazer a vontade do PT e da presidente Dilma Rousseff. 
No início do ano, ela anunciou a possibilidade de um apagão na Copa, o que fez o Governo alertar para a possibilidade iminente e acionar mais termas elétricas para produção de energia. 
Nas eleições, não escondeu que não caía no conto petista. Um verdadeiro "conto do vigário, onde a mentira, a calúnia e a difamação preponderaram. 
Com sua posição firme em pró da verdade, não apoiou as mentiras, injúrias e calúnias da turma "comunistalha". 
Justificando uma tal fase de corte de gastos ( o que é estranho pois foi muito bem aquinhoada pelos petismo e seus apoiadores ) a Folha já demitiu cerca de 25 profissionais nos últimos dias.
Tem uma conotação de retaliação petista, sem dúvida, contra aqueles que tem a ética e o profissionalismo como norte.

Aécio Neves: candidata Dilma deveria estar com muita vergonha da presidente Dilma.

Aécio Neves chega caminhando sozinho pela rua. Vem do pediatra e entra na casa do amigo onde daria entrevista, em Ipanema, contando que os filhos gêmeos, nascidos prematuros, engordaram. Diz que depois de olhar tanto no olho da adversária que o derrotou na campanha mais acirrada da História não abdicará de seu papel de fazer oposição. Admite erros. Mas diz que, pela primeira vez, o PT enfrentará uma “oposição conectada com a sociedade, e isso os assusta”. (Entrevista concedida ao jornal O Globo)

Como o senhor viu a entrevista da presidente Dilma, que chamou de lorota o corte de ministérios e de ideia maluca sua proposta de choque de gestão?
A candidata Dilma estaria muito envergonhada da presidente Dilma. Para a candidata, aumentar juros era tirar comida da mesa dos pobres. Três dias depois da eleição, o BC aumentou os juros. Para a candidata, não havia inflação. A presidente agora admite que há e que é preciso controlá-la. A candidata dizia que as contas públicas estavam em ordem, e descobrimos que tivemos um setembro com o pior resultado da história. A candidata dizia que cumpriria o superávit fiscal, e agora se prepara para pedir a revisão da meta de 1,9%. Estamos assistindo ao maior estelionato eleitoral da História. O choque de gestão, que incomoda tanto o PT, nada mais é do que gastar menos com o Estado e mais com as políticas fins. É o contrário do que o PT pratica. O próximo mandato, que se inicia, já começa envelhecido. A presidente não se acha no dever de sequer sinalizar como será a política econômica. E é curioso vermos a presidente correndo desesperada atrás de um banqueiro para a Fazenda. Eu hoje chego na minha casa, coloco a cabeça no travesseiro e durmo com a consciência muito tranquila. Fiz uma campanha falando a verdade, não fugi dos temas áridos, sinalizei na direção da política econômica que achava correta. Não sei se a candidata eleita pode fazer o mesmo.

A oposição também não está envelhecida?
A oposição sai extremamente revigorada da eleição. A campanha teve duas marcas muito fortes. A primeira, protagonizada pelo PT e pela candidata que venceu: a utilização sem limites da máquina pública, do terrorismo eleitoral, aterrorizando beneficiários do Bolsa Família, do Minha Casa Minha Vida. Inúmeras regiões ouviram durante meses, isso sim uma grande lorota, que, se o 45 ganhasse, seriam desfiliados dos programas. Infelizmente, essa é uma marca perversa. Mas há uma outra, extraordinária, que é um combustível para construir essa nova oposição. O Brasil acordou, foi às ruas. Minha candidatura passou a ser um movimento. Nosso e desafio é manter vivo esse sentimento de mudança, por ética.

Como atuar de forma diferente?
Pela primeira vez, o PT governará com uma oposição conectada com a sociedade. O sentimento pós-eleição foi quase como se tivéssemos ganhado. E os primeiros movimentos da presidente são de desperdiçar a oportunidade de renovar, de admitir equívocos, mudar rumos. Ela começa com o mesmo roteiro: reúne partidos para discutir um projeto de reforma política ou uma agenda de crescimento? Não! Reúnem-se em torno da divisão de ministérios, de nacos de poder. As pessoas não se sentam para ouvir da presidente: "Quero o apoio para um grande projeto de país." Era o que eu faria. A grande pergunta dos brasileiros será: para que novo mandato se não há projeto novo de país? Para continuar distribuindo cargos e espaço de poder para as pessoas fazerem negócios? A presidente corre o risco de começar o mandato com sentimento de fim de festa.

O PSDB fará um “governo paralelo”?
Vamos constituir dez grupos, de dez áreas específicas, para acompanhar as ações do governo. Comparar compromissos de campanha com o que acontece em cada área. Queremos subsidiar nossos companheiros, lideranças da sociedade, vereadores, governadores, parlamentares.

Isso não reforça o discurso de que vocês precisam desmontar o palanque?
Chega a ser risível ouvir o PT falar que é hora de descer do palanque. O PT, sempre que perdeu, nunca desceu. E quando venceu também não desceu. E quem paga a conta são os brasileiros. Cumprimentei a presidente pela vitória. Agora vou cumprir o papel que me foi determinado por praticamente metade da população. Vamos ser oposição vigilante, fiscalizadora, e não vamos deixar que varram para debaixo do tapete, como querem fazer, esses gravíssimos escândalos que estão aí.

Mas não houve acordo na CPI da Petrobras para blindar políticos, com apoio do PSDB?
Quero dizer de forma peremptória e definitiva: vamos às últimas consequências nessas investigações, não importa a quem atinjam. Até pelo nível de insegurança de setores da base do governo, o que pode estar vindo por aí é algo muito, mas muito grave. Não depende mais apenas da ação do Congresso ou da Justiça no país, porque essa organização criminosa que, segundo a PF, se institucionalizou na Petrobras, tem ramificações fora do Brasil. E outros países estão agindo. Nosso papel é não permitir, do ponto de vista político, tentativas de limitação das investigações. Se alguém pensou em algum acordo, e no caso do deputado Carlos Sampaio ele foi ingenuamente levado a isso, será corrigido.

A desconstrução marcou a campanha. Como enfrentar isso em 2018?
O marketing petista deseduca a população porque não permite o debate. Será que vai dar certo sempre? Queremos transformar o Bolsa Família em política de Estado para que saia dessa perversa agenda eleitoral. Apresentamos o projeto, e agora ficou claro porque o PT votou contra. O PT prefere ter um programa para manipular as vésperas das eleições, como se fosse uma bondade. Há uma manipulação vergonhosa de instituições como Ipea e IBGE. A presidente usou o marketing de que tinha tirado não sei quantos milhões da miséria já sabendo que a miséria aumentara. Mais um estelionato. Setembro foi o pior mês do século em geração de emprego. Há 20 milhões de jovens sem ensino fundamental e médio. Nossa educação, comparativamente a nossos vizinhos, é péssima. E o governo acha que política social é o Bolsa Família. Não. Tem que ser saúde, educação de qualidade e geração de emprego para incorporar essas pessoas ao mercado formal.

Como o PSDB se manterá unido com uma disputa interna que se anuncia para 2018?
Antecipar uma divisão no PSDB hoje é uma bobagem. Não tenho obsessão em ser candidato a presidente. O que há hoje é um PSDB, ao lado de outras forças, conectado a setores da sociedade com os quais não estávamos vinculados. Esse é o grande fato novo. Lá na frente, o candidato será aquele que tiver melhores condições de vencer.

Há uma nova direita indo às ruas e pedindo a volta dos militares. Como fazer com que o PSDB não se confunda com esse movimento?
Com nosso DNA. Sou filho da democracia. O que houve foi a utilização de movimentos da sociedade por uma minoria nostálgica que nada tem a ver conosco e com nossa história. A agenda conservadora, antidemocrática, totalitária, é a do PT. Esse documento do PT, lançado depois das eleições, é muito grave. Fala no cerceamento da liberdade da imprensa, de um projeto hegemônico de país, sem alternância de poder. Fala de uma democracia direta que, de alguma forma, suplantaria ou diminuiria a participação do Congresso na definição das políticas públicas. Teve um momento na campanha do meu avô Tancredo, em 1984, que pregaram uns cartazes em Brasília com o símbolo do comunismo. Era um movimento da direita mais radical para dizer que ele era comunista. Tancredo disse: "Olha, para a esquerda não adianta me empurrar que eu não vou." Ele era um homem de centro. E, agora, eu digo: "Para a direita não adianta me empurrar que eu não vou".

E os erros na campanha? Faltou conexão com minorias, movimentos de base?
Faltaram poucos votos que não conseguimos por falta de estrutura. Nas eleições municipais teremos candidatos com capilaridade em segmentos muito mais amplos. Em dezembro, reuniremos a Executiva com esse foco. Faremos ampla campanha, uma semana de filiação no Brasil. Com gente nas ruas, sindicatos, universidades. Estarei em Maceió, numa grande teleconferência, para sinalizar que o Nordeste sempre será prioridade para o PSDB. As pessoas estão procurando saber como participar, como se filiar. Isso nunca acontecera. Voltamos a ser depositários da confiança de parcela importante da sociedade que nunca fez política e está querendo fazer.

Quais foram os erros em Minas? É consenso que o senhor perdeu porque foi derrotado lá.
Ainda estou tentando entender. Meus adversários tiveram ação organizada muito forte nas regiões mais pobres de Minas. Temos imagens de deputados com megafones dizendo: "Aécio vai acabar com o Bolsa Família". Os Correios não levavam nosso material, e não estávamos atentos. Houve talvez certa negligência do nosso pessoal. E nossa candidatura estadual também não foi bem. No segundo turno, a força do governador eleito acabou sendo um contraponto forte. Ninguém é invencível. Eu não sou infalível. É do jogo político. Souberam ser mais competentes do que nós. A responsabilidade é minha mesmo. Vamos recuperar esse espaço. Lançar candidato a prefeito em Belo Horizonte, onde ganhamos por 60% a 30%, e em todas a grandes cidades.

E a derrota no Rio?
Eu ter tido 45% dos votos no Rio foi um ato de heroísmo. Os dois candidatos do segundo turno estavam com Dilma. E ainda espalharam jornais apócrifos me colocando como inimigo do Rio.

A aliança de oposição será mantida?
É bom que a oposição tenha várias caras. É um erro estratégico, além de gesto de absoluta arrogância, achar que sou o líder das oposições. Não sou. Somos um conjunto de pessoas credenciadas para falar em nome de uma parcela importante da população. Sou cioso da autonomia do Congresso. Mas gostaria de ver alguma forma essa aliança reeditada na eleição para a presidência da Câmara. Quem sabe num gesto em direção do PSB. A mim agradaria, mas é uma decisão que será tomada com absoluta autonomia pelos deputados.

O senhor sempre repete a frase de Tancredo que ser presidente, mais do que projeto, é destino. Ainda concorda?
Não é obsessão, como jamais foi. Sou hoje um homem de bem com a vida, conheci um Brasil novo, vibrante, com esperança. Não é frase de efeito. Vi coisas de emocionar. Gente que via esperança em mim. E isso é muito sério.

Vou Tirar Você Desse Lugar