Quando Lula, sentindo-se ameaçado pelas investigações conduzidas pelo juiz Sérgio Moro, em conversa particular revelou estar “assustado com a República de Curitiba”, sem querer terminou personificando o oposto do que o Brasil é neste momento.
A capital paranaense é onde estão centralizadas as investigações da Operação Lava Jato, e portanto uma sede simbólica dos três órgãos que a conduzem: a Polícia Federal, o Ministério Público e a Justiça Federal. A República de Curitiba termina representando a verdade e a justiça em um momento em que o país está afundado em mentiras e escândalos de corrupção. Ela é o oposto do que a política do Brasil é neste momento: uma República da Mentira.

Vivemos em uma mentirocracia. O governo usa malabarismo estatístico para transformar uma população majoritariamente mestiça em uma birracial. Com o mesmo recurso, fez os pobres entrarem magicamente para a classe média. Quando o Mensalão veio a conhecimento público, soubemos que também a oposição – com votos comprados – era de mentira. Com a Operação Lava Jato soubemos que nossas maiores empresas – incluindo a maior estatal do país – também mantinham contratos de mentira que serviam para financiar mais mentira.
Nossas relações internacionais são uma mentira: posamos como a maior democracia do continente, mas defendemos e financiamos ditaduras. Aliás, quando democracias como o Paraguai e Honduras destituíram legalmente seus presidentes, nosso governo defendeu a mesma mentira que defende agora: a do golpe.
O Partido que até um tempo atrás detinha a Presidência mentiu para se eleger, mentiu para governar, mentiu para não ser destituído e continua mentindo agora.
A tese do golpe é a grande mentira fabricada pela propaganda dos partidos de esquerda na América Latina e no Brasil: os governos de esquerda precisam mentir grande e repetir a mentira incessantemente por meio dos grandes canais de comunicação, pois eles sabem que no momento em que deixarem de propagar a mentira, a verdade surgirá à tona.
Como os propagandistas do nacional-socialismo, os esquerdistas precisam martelar a mentira na cabeça do povo para que esta sobreviva. Se o Brasil quer se livrar do emaranhado de mentiras em que está amarrado, não bastará mudar a Presidência da República, o Congresso ou o Senado: será necessária uma “despetização” completa dos meios de comunicação, da academia e do ensino público.
O mesmo povo que saiu às ruas para pedir o fim deste governo precisa continuar a sua luta nas escolas, nas universidades e nos meios de comunicação. Não aceitaremos mais que os meios de comunicação nos vendam propaganda como se fosse informação, que as escolas e universidades nos vendam mentira como se fosse educação. A verdade, como a educação e a informação, são um direito do povo.
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