quinta-feira, 29 de maio de 2014

Joaquim Barbosa anuncia sua aposentadoria, decisão que alvoroça o meio político em ano de eleições


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Área de desembarque – Presidente do Supremo Tribunal Federal, o ministro Joaquim Barbosa deixará o comando da mais alta Corte do País e se aposentará em junho. A informação foi divulgada pelo presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL), com quem Barbosa esteve reunido na manhã desta quinta-feira (29). Horas antes, o ministro esteve no Palácio do Planalto para um encontro com a presidente Dilma Rousseff, ocasião em que anunciou sua decisão.

“É um motivo surpreendente e triste [que trouxe Barbosa ao Senado]. O ministro veio se despedir. Ele estará deixando o Supremo Tribunal Federal. Ele falou que vai se aposentar agora, no próximo mês. Nós sentimos muito porque ele é uma das melhores referências do Brasil”, disse o presidente do Senado aos jornalistas.
Joaquim Barbosa assumiu a presidência do STF em novembro de 2012 e seu mandato, de dois anos, terminaria somente em novembro próximo. O ministro sofre de sério problema na coluna (acroileíte), o que o obrigou a se licenciar do STF em diversas ocasiões.
A aposentadoria de Barbosa já era cogitada, mas a informação jamais foi confirmada. Em recente entrevista ao jornalista Roberto D’Ávila, o presidente do STF negou a possibilidade de se aposentar em breve.
Desde o julgamento da Ação Penal 470, que teve na pauta o Mensalão do PT, o maior e mais ousado escândalo de corrupção da história do País, o ambiente na Corte ficou insustentável para Joaquim Barbosa, que chegou a se desentender com alguns ministros apenas porque defendeu a estrita aplicação da lei.
Como o Supremo passou à condição de reles puxadinho do Palácio do Planalto, até porque muitos dos ministros indicados recentemente rezam pela cartilha palaciana, algo que envergonha o Brasil e os brasileiros, Barbosa optou pela aposentadoria como forma de escapar da lufada bolivariana que sopra na Praça dos Três Poderes, sendo que a única instituição que ainda não havia tombado era o Supremo Tribunal Federal.
Joaquim Barbosa negou por várias vezes que será candidato em 2014, mas por integrar o Poder Judiciário o prazo de desincompatibilização é menor e terminou em 5 de abril passado. O presidente do STF chegou a ser cortejado não apenas para encabeçar uma chapa na disputa pelo Palácio do Planalto, assim como foi sondado para ser candidato a vice de alguns políticos que participarão da corrida presidencial.
De tal modo, faz-se necessário acompanhar a movimentação nos bastidores da política, pois surpresas podem surgir a qualquer momento, especialmente porque o Brasil precisa ser passado a limpo e a sociedade clama por mudanças e pelo restabelecimento da ordem e da lei, algo que o PT conseguiu atropelar para instalar a impunidade no País. E Barbosa poderá declarar apoio a algum candidato de oposição ao desgoverno que se instalou no Palácio do Planalto.
No contraponto, a sociedade deve estar atenta a partir de agora, pois com o STF nas mãos do ministro Ricardo Lewandowski cresce a possibilidade de absurdos jurídicos, a exemplo do que aconteceu no julgamento do Mensalão do PT, quando o amigo de Lula se esforçou ao máximo para favorecer os mensaleiros petistas.

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