segunda-feira, 12 de maio de 2014

Poderio bélico dos EUA é incomparável, por ora.


article image
Os militares chineses estimam que não é possível equiparar a potência militar da China à americana antes de 2050. Poderio bélico dos EUA é incomparável, por ora.

Nenhum outro país se aproxima do poderio militar dos EUA, mas a liderança do país está enfraquecendo.

Apesar da queda dos gastos, a dominância militar dos EUA é enorme. Um orçamento de US$ 600 bilhões para 2014, que inclui US$ 84 bilhões para “operações estrangeiras contingentes”, tais como a do Afeganistão, torna muitas coisas possíveis. No ano que vem, quando a expectativa é que o orçamento básico do Pentágono caia para US$ 498 bilhões (os gastos no Afeganistão são incertos, mas serão muito menores), os dispêndios militares americanos ainda ficarão em torno de 35% do total global. Seus principais aliados são responsáveis por cerca de 25% do total global. A China e a Rússia juntas gastam menos da metade do que o total dos EUA, embora seus custos sejam menores.
Além de os equipamentos americanos serem melhores, as tropas americanas, diferentemente das da China, têm muito mais experiência em utilizá-los em combate. Os militares chineses estimam que não é possível equiparar a potência militar da China à americana antes de 2050. Diferentemente da China e da Rússia, que contam com poucos amigos verdadeiros, os EUA têm aliados em todos os lugares. Isso força os EUA a diluírem a sua capacidade, mas a história sugere que países com aliados tendem a triunfar sobre aqueles que não os têm.
Ainda assim, as inconclusivas e frustrantes campanhas no Iraque e no Afeganistão prejudicaram a confiança e desperdiçaram recursos que poderiam ter sido investidos em tecnologias ainda melhores. Ademais, a impressão de que os EUA não conseguiram derrotar um inimigo infinitamente mais fraco, embora seja simplista, prejudicou sua imagem de invencibilidade e, desse modo, encorajou os inimigos.

Nenhum comentário: