terça-feira, 9 de outubro de 2012

Mensaleiros condenados. Fim de linha para os corruptos José Dirceu, Genoino e Delúbio Soares . O Mensalão existiu e agora vão todos para a cadeia.

 
Marco Aurélio encerra a votação que condena os mensaleiros. O Mensalão existiu. Houve roubo de dinheiro público por parte da direção do PT. Os atores são corruptos. Agora é aguadar por quantos anos vão mofar na cadeia. Mais informações em instantes.

O roteiro do rancor de Lula

Sentença absolve Cícero da acusação de improbidade administrativa.



Ao contrário do que vem sendo divulgado por alguns veículos de comunicação, a sentença proferida pela juíza Cristiane Mendonça Lage, substituta da 3ª Vara Federal, na noite desta segunda-feira (8), absolveu o senador Cícero Lucena (PSDB), candidato à Prefeitura da Capital pela Coligação Por Amor a João Pessoa, Sempre, da acusação de prática de improbidade administrativa no tocante ao superfaturamento na execução do contrato firmado com a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) quando ele era prefeito de João Pessoa (1997-2004). As informações são do advogado de Cícero, Walter Agra.

Segundo o advogado, a decisão da juíza reconhece que as obras foram concluídas, que não houve superfaturamento e que a sub-rogação era possível na época em que Cícero administrou a Capital.

“No item 282 da sentença a juíza considera que não houve superfaturamento e absolve Cícero Lucena, o que ratifica o fato do Convênio 360 firmado com a Funasa ter sido por ela própria aprovado”, afirmou Walter Agra.

Conforme o artigo 282 da sentença: “Em suma: ABSOLVO todos os réus quanto à acusação de prática de ato de improbidade no tocante ao superfaturamento na execução do contrato.”

“No item 149 entende a sentença que não é falsa a afirmação assinada de que a obra foi integralmente executada, pois a obra foi efetivamente executada”, disse Walter Agra.

Conforme o artigo 149 da sentença: “Nessa toada, entendo não ser falsa a afirmativa de que, até quando os recursos repassados pela FUNASA e da contrapartida subsistiram, o cronograma físico da mesma época FOI INTEGRALMENTE EXECUTADO, de modo que, com relação a este fato, ABSOLVO os réus EVANDRO DE ALMEIDA FERNANDES e CÍCERO DE LUCENA FILHO da prática de ato de improbidade.”

Legalidade das sub-rogações

Ainda segundo Walter Agra, a sentença reconhece no item 104 que a sub-rogação era possível na época dos fatos, cita, inclusive, jurisprudências do STJ, e afirma no item 103 que não seria justo condenar uma pessoa por improbidade administrativa por uma conduta que era admitida pelo Tribunal de Contas da União (TCU) quando foi praticada.

Conforme o artigo 103 da sentença: “Assim, não seria justo que um agente público fosse condenado por ato de improbidade administrativa em decorrência de UMA CONDUTA QUE ERA ADMITIDA PELO TCU NA OCASIÃO DE SUA PRÁTICA. Ou seja, a chancela do TCU quanto à prática de um ato, a priori, descaracteriza o dolo do agente; ao contrário, caso o ato tenha sido praticado em franco confronto com as orientações do TCU, enxerga-se o dolo na prática do ato de improbidade. (...) Na espécie, com base nas circunstâncias descritas no acórdão recorrido, dando conta que os atos praticados foram ancorados em interpretação administrativa do departamento jurídico da autarquia e, especialmente, pelo fato de a norma que dava suporte ao ato impugnado na ação civil pública comportar interpretação em sentidos diversos, é de se concluir que a conduta do agente público, inobstante contrária à lei, não se deu por dolo ou culpa.”

Conforme o artigo 104: “Como visto, embora a doutrina fosse dividida acerca do assunto (fato que já recomendaria cautela extra por parte dos réus) o cenário jurídico existente no ano de 2001 ainda acenava pela possibilidade de sub-rogação. (...)”

A sentença, de acordo com Walter Agra, “reconhece que Cícero teria ferido princípios administrativos com base exclusivamente em depoimento de Evandro Almeida e Potengi Lucena prestados perante autoridade policial, quando estes reformaram tais depoimentos perante a autoridade judicial. Deixou, assim, de considerar as provas produzidas sob o manto do contraditório para prestigiar prova sem contraditório e refeita”.

Segundo Walter Agra, como o único ponto em que a tese da defesa deixou de ser acolhida baseou-se em prova refeita em sentido contraditório, o equívoco pode ser sanado, inclusive, por meio de Embargos Declaratórios que serão interpostos ao longo desta semana.

“Não sendo sanado tal equívoco quando dos embargos, certamente será quando do julgamento de Apelação no Tribunal Regional Federal (TRF)”, afirmou Walter Agra.

Assessoria

TOFFOLI E O VOTO DA AMIZADE.

Depois do voto do ministro amigo da primeira dama, hoje teremos o voto do ministro assessor de José Dirceu.

Além da condenação do ex-ministro José Dirceu, a participação no julgamento do ministro José Antonio Dias Toffoli deverá ser o destaque da sessão de hoje no Supremo Tribunal Federal. Ex-subchefe de Assuntos da Casa Civil da Presidência na gestão de Dirceu, Toffoli deve votar a favor do petista, conforme expectativas de ministros do Supremo e de advogados.

Se confirmado esse posicionamento de Toffoli, ele deverá se juntar ao revisor do processo, Ricardo Lewandowski, que votou contra a punição do ex-ministro da Casa Civil. Conforme Lewandowski, não existem provas contra o petista, apenas ilações. "Não descarto que José Dirceu tenha participado, tenha sido até o mentor dessa trama criminosa, mas o fato é que isso não encontra ressonância nas provas dos autos. Não há prova documental, não há prova pericial, e foram sete anos de investigação", disse Lewandowski.

Toffoli está no STF desde outubro de 2009. Ele foi nomeado para o cargo pelo então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, de quem foi advogado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante a campanha eleitoral vitoriosa de 2002. Com a ida de Lula para o Palácio do Planalto, Toffoli foi para a Casa Civil e em seguida assumiu a Advocacia-Geral da União (AGU). No Supremo há ainda quem acredite que hoje Toffoli poderá surpreender e não votar em relação às acusações imputadas a José Dirceu. A participação do ministro no julgamento também foi contestada pelo fato de ele namorar a advogada Roberta Rangel, que defendeu o ex-deputado federal Professor Luizinho. Atualmente, Roberta não trabalha mais no caso.

Por causa desse passado no governo Lula e da proximidade com a ex-advogada de Luizinho, nos últimos meses Toffoli foi pressionado a não participar do julgamento do mensalão. No entanto, iniciado o julgamento, ele votou em relação a acusações imputadas aos núcleos financeiro, publicitário e político. Ele condenou alguns réus, entre os quais o deputado federal Valdemar Costa Neto e o ex-deputado Roberto Jefferson, delator do mensalão. Segundo Toffoli, os réus usaram de "astúcia" para dissimular o recebimento irregular de recursos.

O ministro também votou a favor da condenação de dirigentes do Banco Rural, acusados de envolvimento com o esquema. "Está devidamente demonstrada a dissimulação da origem espúria dos recursos, o que se configurou por meio das concessões e renovações de empréstimos fictícios, bem como pela distribuição dos valores sem identificação dos destinatários reais perante o Banco Central e perante o Coaf, circunstâncias devidamente comprovadas ao longo da instrução processual."

Mas o ministro absolveu o deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP), acusado de receber R$ 50 mil do esquema. O dinheiro foi sacado em uma agência do Banco Rural pela mulher de João Paulo. Toffoli aceitou a alegação da defesa de que os recursos foram entregues ao deputado com o objetivo de custear pesquisas eleitorais em Osasco. Por essa argumentação, o que teria ocorrido, na realidade, seria apenas uma operação de caixa 2 de campanha eleitoral.

"O fato de o recebimento haver-se empreendido por meio de interposta pessoa, por si só, não é suficiente para caracterizar o delito em questão, uma vez que todos os depoimentos constantes dos autos apontam no sentido de que aqueles recursos foram, de fato, repassados ao réu para essa finalidade específica (pagamentos das pesquisas), sem que tivesse ele conhecimento prévio da sua origem", sentenciou o ministro. No entanto, João Paulo acabou condenado por decisão da maioria do tribunal.(Estadão)

PARA HADDAD SER RELIGIOSO É SER FUNDAMENTALISTA.

Haddad não busca apoio de Igrejas porque é contra elas, porque para o PT ser religioso é ser "fundamentalista".

Quem é mais hipócrita? Haddad que esconde a fúria do seu partido contra as Igrejas de qualquer crença ou Gabriel Chalita, que vai vender a sua alma para os defensores do Kit Gay em troca de um ministério no Governo Dilma?

Não é ilação. Está escrito institucionalmente pelo PT o seu rancor contra a Religião. É só olhar abaixo a posição do Setorial LGTB do PT, que quer a volta do Kit Gay para as escolas paulistanas. Está escrito na Plataforma dos Candidatos do PT, distribuído em todo o país, integralmente adotada por Fernando Haddad, o posicionamento do partido contra a participação da religião na política. É óbvio que o Estado é laico. Mas isto não pode impedir, porque somos uma Democracia, que o eleitor que tem fé religiosa discuta e debata o que pensam e como agem os candidatos.
Para o PT, ser religioso é ser conservador, moralista e preconceituoso. Esta é a visão do PT sobre as pessoas que tem fé, independente da igreja que frequentam. Vejam, abaixo, notícia da Folha de São Paulo. Não é fundamentalismo algum discutir este tema em campanha eleitoral. Se muito mais da metade dos paulistanos tem crenças e frequenta templos e igrejas, quem é o PT para proibir a discussão de temas como homofobia, aborto e orientação sexual para os estudantes? Não é a Imprensa ou o Partido do Mensalão que tem o poder de barrar o debate.

A campanha de José Serra vai correr atrás de líderes religiosos que, no primeiro turno, apoiaram os candidatos Gabriel Chalita (PMDB) e Celso Russomanno (PRB). A ação é voltada principalmente para as igrejas evangélicas. Os tucanos querem trazer para Serra nomes como o pastor Manoel Ferreira, líder da Assembleia de Deus Madureira --um dos maiores troncos da denominação no país-- e o pastor Geraldino Silva. Geraldo Malta, do comitê evangélico de Serra, já procurou a Sara Nossa Terra (que apoiou Chalita) e a Assembleia de Deus Santo Amaro, (que ficou com Russomanno). O pastor Jabes Alencar, da Assembleia do Bom Retiro, também foi acionado.

O PSDB quer aproveitar a resistência de setores evangélicos ao rival de Serra no segundo turno, Fernando Haddad (PT), para ampliar a mobilização pró-tucano. Haddad foi criticado por líderes religiosos pela produção de material didático anti-homofobia --apelidado jocosamente de "kit gay"pelas bancadas evangélica e católica-- quando ministro da Educação. A repercussão entre os religiosos levou a presidente Dilma Rousseff a suspender a iniciativa.

Supremo volta a julgar Dirceu.

 

José Dirceu ( de óculos) é acusado de ser chefe de quadrilha.
Nesta terça-feira (9) o Supremo Tribunal Federal volta a dar continuidade ao julgamento da Ação Penal 470, mais conhecida como  "mensalão".
Hoje dar-se-à o julgamento de José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil do Governo de Luiz Inácio da Silva, e acusado pelo Ministério Público de ser o "chefe da quadrilha" do mensalão.
Cinco ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) voltam a analisar, se antigos dirigentes do PT, entre eles o próprio José Dirceu, corromperam integrantes de quatro partidos em troca de apoio político no Congresso para o governo do ex-presidente Luiz Inácio da Silva.
O antigo chefe da Casa Civil já foi considerado culpado por três magistrados da Suprema Corte: Joaquim Barbosa, Rosa Weber e Luiz Fux. Até o momento, apenas o revisor da ação penal, ministro Ricardo Lewandowski, entendeu que não há provas de que o ex-ministro de Lula liderava a distribuição de recursos a partidos aliados para obter votos na Câmara em projetos de interesse do governo.(G1)

Blogueiros desempregados.

 

Os blogueiros profissionais do lulopetismo estão desesperados: os pobres coitados que sempre negaram a existência do mensalão terão que procurar outro emprego, pois o que dirão aos patrões sobre o julgamento do maior roubo cometido contra o erário público; e mais, como explicar os votos dos juizes indicados por Lula e Dilma, que condenarão os meliantes que desviaram recursos que deveriam ir para a construção de creches, hospitais, escolas, infraestrutura, e outras prioridades, fundamentais para o explorado povo brasileiro?
O Marcos Valério, tem bala na agulha, e pouco falta para denunciar à nação o verdadeiro mandante do "caixa dois ". Aliás, em recente publicação da revista Veja, Valério deixou claro, sem desmentir, que tinha livre trânsito no Palácio da Alvorada, descendo do gabinete de José Dirceu, para a sala do -digamos - presidente Lula!
Realmente, Deus é brasileiro!

* Texto por Carlos Vereza.

Voto controverso.


 



Por Lauro Jardim

Ministros do STF têm reclamado bastante do voto de Ricardo Lewandowski na absolvição de José Dirceu. 

Pelo menos três de seus colegas acreditam que as teses de Lewandowski atentam contra a inteligência e chegam a prejudicar a imagem da Corte. 


O fato em questão é o seguinte: por um lado ele condenou Delúbio Soares devido à existência de repasses de dinheiro para parlamentares da base. 

Por outro, se apoia numa série de testemunhos colhidos ao longo do processo – como os de Maurício Rands e José Múcio – que negam a existência de repasse de dinheiro, para absolver José Dirceu. 

Seus colegas acreditam que, para sua situação não ficar tão feia, ele deveria ter se limitado a dizer que contra Dirceu não enxergava provas nos autos. E ponto.

O "cala boca" de Marcos Valério.



 


 

Do leitor do blog que se assina Luis Nogueira. 

A Marcos Valerio, em troca de "bico calado", já foi acertado:

a) Total assistência financeira e proteção à sua afamilia, em especial à sua filha;

b) A quantia exigida depositada em um paraíso fiscal;

c) Indulto presidencial no final do mandato de Dilma,caso ela nao se reeleja, ou em caso de reeleição, em seu segundo ano do segundo mandato;

d) E apoio politico para recomeçar a vida profissional naquilo que ele escolher.

Para quem acha que isso tudo não passa de fantasia, basta Marcos Valério colocar em exibição, em rede nacional, apenas uma de suas fitas para que Lula seja apedrejado em praça pública.

E Lulinha, paz e amor, sabe muito bem disso.

A tempo: viu como pararam os ataques petistas à revista Veja?

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

NÃO QUERO KIT-GAY!

Não quero o Serra falando do kit gay. Quero pais, mães, psicólogos, terapeutas, padres, pastores debatendo com seriedade esta invenção polêmica do Haddad.

 
Alto lá! Que negócio é esse que discutir o kit gay ou kit anti-homofobia criado pelo Haddad, com o objetivo de "fazer a cabeça"  das nossas crianças na escola, é baixaria? É hora da sociedade fazer um debate sadio, aberto e transparente sobre o tema.
 
Por que o Haddad e o PT têm medo de discutir o assunto? A sociedade precisa saber se o Haddad, se for eleito prefeito, vai implantar este modelo em São Paulo. É um direito que a família paulistana tem de discutir abertamemente o tema, sem preconceito, sem discriminação.
 
É hora do José Serra levar este debate até o povo. Chamar pastores, padres, pais, mães,  professores, terapeutas, psicólogos, para debaterem com profundidade o que o Haddad queria fazer na calada da noite e que só a mobilização de católicos, evangélicos, espíritas, batistas,todas as religiões impediram que fosse concretizado.
 
É hora do José Serra organizar debates em igrejas, escolas, associações de bairro. Quem quiser este modelo de educação para as nossas crianças, que vote no Haddad. Quem não quiser, que não seja enganado. Discutir as idéias do Haddad para a educação das nossas crianças é mais do que um direito. É um dever. Uma obrigação. Um ato de cidadania.

O FARSANTE


 




No início de 2006, quando o deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), da CPI dos Correios, divulgou seu relatório final sobre o caso do mensalão denunciado por Roberto Jefferson em meados do ano anterior, jornalistas de Brasília procuraram Lula para ouvi-lo a respeito.

Diante de assunto incômodo, como é do seu feitio, Lula se esquivou. E disse: "Não vou ler. Aguardarei o pronunciamento final da Justiça".

Alguns meses antes, Lula ocupara rede nacional de televisão para, aparentemente constrangido, pedir desculpas aos brasileiros. Lamentou tudo o que tinha ocorrido numa admissão velada de que algo muito grave ocorrera de fato.

Ora olhando para a câmara, ora para o teto, se disse traído. E apunhalado pelas costas. Não revelou o nome dos traidores. Nem de quem o apunhalara.

Se o tivesse feito daria margem para que seus desafetos alardeassem: "Estão vendo? Tanto ele sabia da existência do mensalão que não teve dificuldade em identificar os mensaleiros".

De lá para cá, Lula tratou o caso de duas maneiras. A primeira: garantindo que tudo seria apurado pela Justiça, e os culpados punidos. A segunda: afirmando que o mensalão não passara de uma farsa. De uma grande farsa.

A primeira maneira serviu para que Lula atravessasse como um coitadinho os meses que faltavam para a eleição de 2006.

Reeleito, adotou a segunda maneira. O que existira, o que fora chamado de Caixa 2, o que resultaria em punições, cedeu lugar à teoria da farsa. E se fora uma farsa...

Bem, nada mais lógico do que deduzir que ninguém pagaria por ela. Sem crime, sem culpados.

Lula bateu na porta de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) empenhado em convencê-los a adiar o julgamento do processo do mensalão. Não porque temesse a punição dos seus comparsas. Como eles poderiam ser punidos se Lula e Dilma juntos haviam nomeado sete dos atuais 10 ministros?

Nada mais republicano do que esperar que tais ministros votassem para poupar seus padrinhos de constrangimentos.

O adiamento pretendido por Lula tinha a ver com o fato de que o julgamento poderia correr paralelamente à campanha eleitoral. Lula temia que o PT perdesse com isso.

O PT perdeu com a atitude de Lula de interferir no calendário da Justiça. E deve ter perdido em São Paulo com a contaminação do debate político sobre o julgamento.

Lula até que tinha razões para se preocupar. Mas nenhuma para se meter.

Agora, às vésperas de o STF confirmar o nome dos que o traíram, Lula elogiou o voto do ministro Ricardo Lewandowski que absolveu o ex-ministro José Dirceu.

Para ele, Lewandowski foi claro e abordou “questões centrais” durante sua exposição, segundo Gustavo Uribe, repórter de O GLOBO.

Lula tem repetido que não existem provas capazes de mandar para cadeia o acusado de ter chefiado o esquema do mensalão.

Cadê o Lula que se recusou a ler o relatório da CPI dos Correios por que preferia aguardar o pronunciamento da Justiça? E cadê o Lula que garantia estar convencido que a Justiça apuraria o caso e puniria os culpados? O gato comeu?

Não comeu. O Lula que disse tudo aquilo era apenas um farsante. Confiram o que ele dirá tão logo termine o julgamento.

O comportamento de Lula em relação aos mensaleiros é típico de quem se sabe culpado pelo crime que os outros pagarão sozinhos.

De resto, é típico também de quem se sente refém de segredos.

Marcos Valério espera receber em dobro a atenção e o carinho que mereceu do PT até aqui. Do contrário...
*Texto por Ricardo Noblat "O dito pelo não dito" no Blog do Noblat - O Globo

Serra avisa: Mensalão é tema da campanha.

Não há como ser diferente. Haddad é o candidato do Partido do Mensalão. É cria do José Dirceu, o gestor. É cria do Lula, o mentor. Eleger Haddad é botar na gaveta e debaixo do tapete o maior crime eleitoral da história deste país.

HADADD E O KIT-GAY

ATENÇÃO PAULISTANO: ESSE É O PROJETO (JÁ EM VIGOR) DO CANDIDATO HADDAD. SE VOCÊ QUER QUE SEU FILHO (A) APRENDA ISSO, VOTE NELE.

José Serra vai ao segundo turno com muita fé.

 

O candidato José Serra foi, ontem à noite, a convite do bispo dom Fernando Figueiredo, assistir a missa celebrada por ele e pelo padre Marcelo Rossi, no Santuário Mãe de Deus, na zona sul de São Paulo.
Os segmentos evangélicos tradicionais e pentecostais deverão dar apoio a Serra neste segundo turno.
Homens serenos e de fé, terão a responsabilidade de informar ao povo de São Paulo a realidade que alguns petistas insanos escondem sob o manto da mentira e do cinismo.

Russomanno, homem ou moleque?

Será que este homem tem preço? Será que este homem vai se vender por um ministério, como Marta? Será que este homem vai jogar no lixo toda a sua trajetória politica e apoiar aquele adversário mentiroso, segundo as suas próprias palavras? Com a palavra, o homem Russomanno. Ou o moleque Russomanno.

(este post foi publicado originalmente no domingo, após a divulgação dos resultados em São Paulo)

A grande pergunta do segundo turno: o paulistano está mais preocupado com o Mensalão ou com futebol?

O MENTOR DO MENSALÃO
 
 
 Lula disse que o paulistano está mais preocupado com futebol do que com o Mensalão. Esta deverá ser a grande pergunta de Serra no segundo turno. 
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso criticou as declarações de seu sucessor sobre o mensalão. "Ele [Lula] pode achar isso, mas como líder devia estar preocupado. E não fingir que não houve mensalão." O tucano vê dois sinais vitais, recados que a população está enviando nesta eleição às lideranças políticas: o primeiro é o impacto da ação penal do mensalão entre os eleitores; o segundo é que "o povo hoje tem muita independência, escolhe, não adianta ter padrinho".

Ao votar nesse domingo no Colégio Sion, em Higienópolis, FHC disse esperar que o mensalão influencie o voto dos eleitores. "Quanto mais a população perceba o que é o mensalão, como símbolo, e que o PT está muito metido nele, melhor. É um fato grave. O PT tem suas virtudes, mas é preciso corrigi-lo", disse. Segundo o tucano, "o STF está tomando uma posição de vanguarda, ao mostrar que a lei é igual para todos. Uns vão ser absolvidos, outros condenados. Disseram, 'ah, não vai acontecer nada'. Vai acontecer, é um marco histórico".

Para o governador Geraldo Alckmin (PSDB), o ex-presidente Lula está equivocado. "A população está, sim, acompanhando com atenção [o julgamento]", disse. "Essa é uma mudança cultural importante no país. O que estimula o malfeito? A impunidade. Encerrar o ciclo de impunidade tem um sentido pedagógico."(Folha de São Paulo)

O PAULISTANO VAI DIZER SE QUER O BEM OU O MAL.

PADRES, PASTORES, RELIGIOSOS ETC... VOCÊS VÃO DECIDIR SE APOIAM A QUADRILHA QUE DENTRE N COISAS, IMPLANTOU O KIT GAY NA GRADE ESCOLAR PÚBLICA. 
 PAULISTANOS: 
 VOCÊS VÃO DECIDIR SE QUEREM UM POLÍTICO COMPETENTE OU UMA MERD...... QUE COMO MINISTRO, FOI UM DESASTRE. A BLOGOSFERA ESPERA QUE VOCÊS DETONEM PRA SEMPRE A ESGOTOSFERA. PASSAR O BRASIL A LIMPO OU ENTERRÁ-LO NA LAMA SÓ DEPENDE DO SEU VOTO.

MELHOR ÂNGULO

IRMÃ DE LULA É DETIDA POR CRIME ELEITORAL



 

UMA FAMÍLIA DOS FORA DA LEI

                                                                                             Candidata em Cuiabá, irmã de Lula é detida por suspeita de boca de urna


A irmã do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e candidata a vereadora de Cuiabá (MT), Ledinalva da Silva Santos (PTB), de 56 anos, foi detida pela Polícia Federal, na tarde deste domingo (7). De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), a polícia recebeu denúncia de que ela fazia boca de urna, por volta das 14h (horário de MT), na Escola Municipal Marechal Cândido Rondon. A polícia encontrou com a candidata panfletos e materiais de campanha, que foram apreendidos. Ledinalva foi encaminhada para a Casa da Democracia, prédio anexo ao TRE-MT, um dos pontos de detenção por prática do crime eleitoral da capital.

Sinal de vida.




A condenação clara e indignada, por ministros do Supremo Tribunal Federal, do mau uso da máquina pública revigora a crença na democracia 

Por Fernando Henrique Cardoso

Tenho dito e escrito que o Brasil construiu o arcabouço da democracia, mas falta dar-lhe conteúdo. A arquitetura é vistosa: independência entre os poderes, eleições regulares, alternância no poder, liberdade de imprensa e assim por diante. Falta, entretanto, o essencial: a alma democrática. 
A pedra fundamental da cultura democrática, que é a crença e a efetividade de todos sermos iguais perante a lei, ainda está por se completar. Falta-nos o sentimento igualitário que dá fundamento moral à democracia. Esta não transforma de imediato os mais pobres em menos pobres. Mas deve assegurar a todos oportunidades básicas (educação, saúde, emprego) para que possam se beneficiar de melhores condições de vida. Nada de novo sob o sol, mas convém reafirmar. 
Dizendo de outra maneira, há um déficit de cidadania entre nós. Nem as pessoas exigem seus direitos e cumprem suas obrigações, nem as instituições têm força para transformar em ato o que é princípio abstrato. 
Ainda recentemente um ex-presidente disse sobre outro ex-presidente, em uma frase infeliz, que diante das contribuições que este teria prestado ao país não deveria estar sujeito às regras que se aplicam aos cidadãos comuns... O que é pior é que esta é a percepção da maioria do povo, nem poderia ser diferente, porque é a prática habitual. 
Pois bem, parece que as coisas começam a mudar. Os debates travados no Supremo Tribunal Federal e as decisões tomadas até agora (não prejulgo resultados, nem é preciso para argumentar) indicam uma guinada nessa questão essencial. O veredicto valerá por si, mas valerá muito mais pela força de sua exemplaridade. 
Condenem-se ou não os réus, o modo como a argumentação se está desenrolando é mais importante do que tudo. A repulsa aos desvios do bom cumprimento da gestão democrática expressada com veemência por Celso de Mello e com suavidade, mas igual vigor, por Ayres Britto e Cármen Lúcia, são páginas luminosas sobre o alcance do julgamento do que se chamou de "mensalão". 
Ele abrange um juízo não político-partidário, mas dos valores que mantêm viva a trama democrática. A condenação clara e indignada do mau uso da máquina pública revigora a crença na democracia. Assim como a independência de opinião dos juízes mostra o vigor de uma instituição em pleno funcionamento. 
É esse, aliás, o significado mais importante do processo do mensalão. O Congresso levantou a questão com as CPIs, a Polícia Federal investigou, o Ministério Público controlou o inquérito e formulou as acusações, e o Supremo, depois de anos de dificultoso trabalho, está julgando. 
A sociedade estava tão desabituada e descrente de tais procedimentos quando eles atingem gente poderosa que seu julgamento - coisa banal nas democracias avançadas - transformou-se em atrativo de TV e do noticiário, quase paralisando o país em pleno período eleitoral. Sinal de vida. Alvíssaras! 
Não é a única novidade. Também nas eleições municipais o eleitorado está mandando recados aos dirigentes políticos. Antes da campanha acreditava-se que o "fator Lula" propiciaria ao PT uma oportunidade única para massacrar os adversários. Confundia-se a avaliação positiva do ex-presidente e da atual com submissão do eleitor a tudo que “seu mestre” mandar. 
É cedo para dizer que não foi assim, pois as urnas serão abertas esta noite. Mas, ao que tudo indica, o recado está dado: foi preciso que os líderes aos quais se atribuía a capacidade milagrosa de eleger um poste suassem a camisa para tentar colocar seu candidato no segundo turno em São Paulo. Até agora o candidato do PT não ultrapassou nas prévias os minguados 20%. 
No Nordeste, onde o lulismo com as bolsas-família parecia inexpugnável, a oposição leva a melhor em várias capitais. São poucos os candidatos petistas competitivos. Sejam o PSDB, o DEM, o PPS, sejam legendas que formam parte "da base", mas que se chocam nestas eleições com o PT, são os opositores eleitorais deste que estão a levar vantagem. 
No mesmo andamento, em Belo Horizonte, sob as vestes do PSB (partido que cresce), e em Curitiba são os governadores e líderes peessedebistas, Aécio Neves e Beto Richa, que estão por trás dos candidatos à frente. Em um caso podem vencer no primeiro turno, noutro no segundo. 
Não digo isso para cantar vitória antecipadamente, nem para defender as cores de um partido em particular, mas para chamar a atenção para o fato de que há algo de novo no ar. Se os partidos não perceberem as mudanças de sentimento dos cidadãos e não forem capazes de expressá-las, essa possível onda se desfará na praia. 
O conformismo vigente até agora, que aceitava os desmandos e corrupções em troca de bem-estar, parece encontrar seus limites. Recordo-me de quando Ulysses Guimarães e João Pacheco Chaves me procuraram em 1974, na instituição de pesquisas onde eu trabalhava, o Cebrap, pedindo ajuda para a elaboração de um novo programa de campanha para o partido que se opunha ao autoritarismo. 
Àquela altura, com a economia crescendo a 8% ao ano, com o governo trombeteando projetos de impacto e com a censura à mídia, pareceria descabido sonhar com vitória. Pois bem, das 22 cadeiras em disputa para o Senado, o MDB ganhou 17. Os líderes democráticos da época sintonizaram com um sentimento ainda difuso, mas já presente, de repulsa ao arbítrio. 
Faz falta agora, mirando 2014, que os partidos que poderão eventualmente se beneficiar do sentimento contrário ao oportunismo corruptor prevalecente, especialmente PSDB e PSB, disponham-se cada um a seu modo ou aliando-se a sacudir a poeira que até agora embaçou o olhar de segmentos importantes da população brasileira. 
Há uma enorme massa que recém alcançou os níveis iniciais da sociedade de consumo que pode ser atraída por valores novos. Por ora atuam como "radicais livres" flutuando entre o apoio a candidatos desligados dos partidos mais tradicionais e os candidatos daqueles dois partidos. 
Quem quiser acelerar a renovação terá de mostrar que decência, democracia e bem-estar social podem novamente andar juntos. Para isso, mais importante do que palavras são atos e gestos. Há um grito parado no ar. É hora de dar-lhe consequência. 


* Fernando Henrique Cardoso é ex-presidente da República 

Vou Tirar Você Desse Lugar