terça-feira, 14 de outubro de 2014

Pai, filho e marido. Aécio por sua família

Aécio desmente Dilma na TV.


O candidato do PSDB à Presidência, senador Aécio Neves, usou seu programa eleitoral nesta tarde de terça-feira, 14, para rebater as críticas disparadas pela campanha da presidente Dilma Rousseff (PT) e para abraçar bandeiras defendidas pelo movimento sindical. Logo no início da propaganda do tucano, apresentadores alegam que, ao contrário do que diz o PT, o governo de Minas Gerais paga o piso salarial dos professores e está entre as unidades da Federação que melhor remuneram o magistério. 

"O PT adora apostar na confusão", dizem os apresentadores, que destacam que os "piores salários" estão em lugares como Rio Grande do Sul e Bahia, administrados por petistas. "Contra a mentira, o melhor remédio é a mudança. E a mudança é o Aécio", encerra um locutor. Ao final do programa eleitoral do PSDB, nova investida contra a oponente: duas pessoas aparecem sussurrando a uma mulher críticas a Aécio feitas pelos petistas, dentre as quais a de que ele, uma vez eleito, acabaria com programas sociais. Em seguida, um apresentador afirma que "o PT quer amedrontar" o eleitor "com fofocas e boatos", atitude movida pelo "medo de perder a eleição e os privilégios" e de que as denúncias de corrupção na Petrobras sejam investigadas. 

Fora o TIROTEIO com o PT, Aécio aproveitou parte de seus 10 minutos no horário eleitoral para defender plataformas do movimento sindical. Ele aparece em uma conversa com lideranças ligadas à Força Sindical, cujo presidente licenciado é o deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), seu aliado. Na gravação, os sindicalistas perguntam ao tucano quais suas propostas para os trabalhadores, dando a deixa para que Aécio prometa dignidade aos aposentados e "tolerância zero com a inflação". 

O candidato do PSDB se compromete no vídeo com uma nova fórmula para a correção das aposentadorias - que leve em conta o aumento dos medicamentos -, com a manutenção do gatilho do salário mínimo até 2019 e com a recomposição da tabela do imposto de renda em quatro anos e com sua atualização baseada na inflação. Ele também diz que estudará uma "alternativa" ao Fator Previdenciário. (Estadão)

O PT QUER ENGANAR VOCÊ

PROPINA DE 3% PARA O PT NA PETROBRAS MPF e Justiça Federal enquadram Dilma e o partido do "petrolão" na forma da lei.


Em resposta às críticas do PT de que a Justiça do Paraná utilizou o período eleitoral para divulgar os depoimentos do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef, a Procuradoria Geral da República do Paraná divulgou nota nesta segunda-feira dizendo que o processo é público e que os depoimentos obedeceram "aos prazos fixados para procedimentos de réus presos". 

Também nesta segunda-feira, o PT protocolou na Procuradoria Geral da República (PGR) e no Supremo Tribunal Federal (STF) pedido de acesso à delação premiada feita por Paulo Roberto Costa, que se mantém em segredo de Justiça. Em outra frente, o PT protocolou no Ministério Público do Paraná processo de difamação contra o ex-diretor.

"A atuação da Polícia Federal, do Ministério Público e do Poder Judiciário, nos procedimentos decorrentes da Operação Lava Jato, que tramitam perante a 13ª Vara Federal Criminal, é estritamente técnica, imparcial e apartidária, buscando adequadamente elucidar todos os fatos para, se for o caso, serem aplicadas punições a quem quer que sejam os responsáveis. Outras declarações prestadas pelos acusados, em procedimentos investigativos que não fazem parte deste processo, possuem regramento próprio e não podem ser confundidos com os interrogatórios da ação penal pública", diz a nota.

Segundo o Ministério Público Federal de Curitiba, o processo "segue preceitos legais"."Com o objetivo de informar a população, os membros do Ministério Público Federal (MPF) com atribuição perante a 13ª Vara Federal no caso Lava Jato vêm esclarecer que os procedimentos adotados nas investigações em curso e nas ações penais em instrução seguem os preceitos legais adotados em todas as situações similares na JUSTIÇA CRIMINAL de primeiro grau em todo o país". 

Para o MPF, o processo não é sigiloso ou secreto, portanto, podendo ser "acessado por qualquer pessoa". "Os depoimentos colhidos nas ações penais como regra são públicos, no propósito de assegurar ao réu julgamento justo e imparcial, não secreto, bem como de garantir à sociedade a possibilidade de fiscalização e acompanhamento da atuação do Poder Judiciário e do Ministério Público. Como expressão do direito de defesa, no caso em questão, os réus tiveram a oportunidade de esclarecer, no término da fase de instrução processual, em seus interrogatórios, os fatos pelos quais estão sendo acusados. Desde maio deste ano o procedimento é público, e por esse motivo os depoimentos e suas gravações podem ser acessados por qualquer pessoa, sem restrição. Os depoimentos obedeceram aos prazos fixados para procedimentos com réus presos, os quais possuem o direito de serem julgados no menor prazo possível, independentemente de considerações externas ao seu processo. Eventual adiamento de atos poderia acarretar a soltura dos réus em decorrência de excesso de prazo, quando sua prisão foi decretada por estrita necessidade cautelar", diz a nota do MPF.

A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) saiu em defesa do juiz Sérgio Moro, que está à frente dos processos da Operação Lava-Jato na Justiça Federal do Paraná, e rebateu as acusações de que teria havido “vazamento” de depoimentos prestados na semana passada pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef, ambos em processo de delação premiada. A presidente Dilma Rousseff (PT) reclamou publicamente da divulgação dos depoimentos.

A Ajufe, em nota assinada também pela Associação Paranaense dos Juízes Federais (Apajufe), ressalta que a regra dos processos judiciais é que eles sejam públicos. A entidade observa também que as dez ações penais abertas no Paraná sobre o tema não estão protegidas por qualquer segredo judicial. Afirma que apenas os depoimentos no âmbito do procedimento de delação premiada são sigilosos e que “não se confundem com as declarações prestadas ou que ainda serão prestadas na referida ação penal, que são de caráter público”.

“Diante disso, declaramos total apoio e confiança no trabalho desenvolvido com zelo e responsabilidade pela Justiça Federal do Paraná a partir da investigação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal na denominada ‘Operação Lava Jato’. A AJUFE e APAJUFE não aceitam qualquer declaração que possa colocar em dúvida a lisura, eficiência e independência dos magistrados federais brasileiros”, diz a nota.

Costa e Youssef prestaram depoimento no âmbito de uma ação penal em que são acusados de desvio de recursos decorrentes de superfaturamento de contratos na Petrobras. Eles citaram que parte dos recursos eram desviados para PT, PMDB e PP. Os réus nominaram ainda um cartel de empreiteiras e pagamentos feitos por elas. Dilma, em entrevista na sexta-feira passada disse ser “muito estarrecedor” que se faça a divulgação de depoimentos como estes durante a campanha eleitoral e afirmou que as investigações não podem ser feitas com “manipulações políticas”. ( O Globo )

Tsunami no novo Congresso: faltarão algemas e suplentes.


Partidos e consultores estão convencidos que o escândalo Petrobras terá efeito devastador na Câmara. Avaliam que em março haverá uma espécie de nova eleição, com dezenas de suplentes assumindo mandatos. Já foram citados 25 deputados e seis senadores, mas os políticos especulam que vem mais. Eles preveem que os envolvidos não apenas serão cassados, mas também presos. E justificam: nada será como antes depois do mensalão. A conclusão é de Ilimar Franco, no jornal O Globo deste domingo. Detalha mais o colunista:
'Mas os parlamentares não serão os únicos a pagar a conta. Depois do que ocorreu com empresários no julgamento do mensalão, cientistas políticos garantem que os representantes das empreiteiras que foram citados pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa terão o mesmo destino do publicitário Marcos Valério e da banqueira Kátia Rabello, entre outros. A lista inicial é composta por 11 executivos.
Nesse processo, avaliam que o julgamento será mais rápido, pois a delação premiada implica em apresentação de provas. Além disso, não é conhecida a reação desses profissionais diante da condenação à prisão. Eles também poderão optar pela delação premiada.'

Dilma mente demais.


A Dilma mente no programa eleitoral dizendo que Minas tem o maior imposto estadual entre os grandes Estados do Brasil.
Não queremos acreditar que seja burra, talvez desinformada ou irresponsável, afinal, como Presidente da República, deveria saber que as alíquotas do ICMS variam entre 7% e 12% ( interestadual ) e 17% a 28% ( interna).
O piso nacional dos professores não é pago nem nos governos petistas a exemplo do Rio Grande do Sul. Mas isso ela não fala.Talvez desconheça a Lei de Responsabilidade Fiscal. E só isso já lhe descredencia como gestora pública.
Mas o PT não é só burro. É mal intencionado, mentiroso, infame sob todos os aspectos.

E Dilma sabe, concorda, convive com a sujeira e, gosta!!!
Sua falta de responsabilidade e seu desprezo à verdade chega a ponto de voltar a mentir sobre o aeroporto da cidade de Claudio, cuja demanda provocada por sua corja comunista foi rechaçada pelo Ministério Público e pela Justiça.
Cada vez mais me convenço que, fora os incautos ideológicos, só vota no PT, por convencimento, apenas os imbecis.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Aécio Neves Caboclo

Ibope: novas pesquisas mostram que Aécio dispara na liderança.


Além da pesquisa que mostra Aécio com 69% dos votos no Distrito Federal e Dilma com 41%, o Ibope divulgou nesta segunda-feira (13) um levantamento que aponta os seguintes percentuais de votos válidos na corrida presidencial apenas com eleitores de Mato Grosso do Sul:
  • Aécio Neves (PSDB) - 55
  • Dilma Rousseff (PT) - 45%
A pesquisa foi encomendada pela TV Morena. Para calcular esses votos, são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição. 

Votos totais
Se forem incluídos os votos brancos e nulos e dos eleitores que se declaram indecisos, os votos totais da pesquisa estimulada com eleitores de MS são:
  • Aécio - 49%
  • Dilma - 41%
  • Brancos e nulos - 7%
  • Não sabe ou não respondeu - 3%
No Mato Grosso do Sul, em relação ao primeiro turno, Aécio subiu 14% e Dilma apenas 7%. Já no Distrito Federal, Aécio subiu 36% e Dilma apenas 8%.

Pesquisa Ibope: Aécio dispara no DF e está com 69% dos votos.


Pesquisa Ibope realizada no Distrito Federal e divulgada nesta segunda-feira (13) mostra o candidato Aécio Neves (PSDB) na liderança da disputa à Presidência da República na capital, com 69% das intenções de votos válidos. A candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT), aparece com 31%. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
 
Confira os dados do levantamento Ibope de intenções de votos válidos, segundo a pesquisa estimulada, em que os nomes dos candidatos são apresentados ao entrevistado:
  • Aécio Neves (PSDB) – 69%
  • Dilma Rousseff (PT) – 31%
Para calcular esses votos, são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição.

Votos totais
Se forem incluídos os votos brancos e nulos e dos eleitores que se declaram indecisos, os votos totais da pesquisa estimulada são:
  • Aécio Neves (PSDB) – 63%
  • Dilma Rousseff (PT) – 28%
  • Brancos/nulos – 5%
  • Não sabe/não respondeu – 4%
Dados da pesquisa
A pesquisa foi encomendada pela Rede Globo. Foram ouvidos 2.002 eleitores em todo o Distrito Federal entre os dias 1º e 4 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

O nível de confiança é de 95%, o que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de dois pontos para mais ou para menos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sob o número DF-00072/2014 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01015/2014.(G1)

Áecio no Paraná: "brasileiros estão envergonhados com tanta corrupção".


O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, disse, nesta segunda-feira (13), que "o governo federal virou as costas para o Paraná". A declaração foi feita em uma entrevista coletiva concedida em Curitiba, durante evento que reuniu lideranças e apoiadores no ExpoUnimed, na Universidade Positivo.

O tucano disse que será o responsável pela reconciliação entre o governo do estado e o governo federal: "Isso [viras as costas para o estado] não irá acontecer em nosso governo". O candidato afirmou que o governador reeleito Beto Richa (PSDB) foi prejudicado pelo governo federal. "O prejuízo foi grande, mas poderia ter sido maior", disse. 

O candidato afirmou que, para retomar os investimentos do governo federal no estado, terá que trabalhar em dobro. "Faremos oito anos em quatro no Paraná", disse. Esta é a quarta vez que Aécio vem ao estado desde o início da campanha.

Petrobras e Marina
O tucano se pronunciou sobre o apoio de Marina Silva (PSB), declarado oficialmente no último domingo (12).  Aécio afirmou que se sente honrado pelos apoios que recebeu de diversos partidos, mas que o apoio de Marina Silva foi a coroação de uma aliança pela democracia. “Não é uma aliança eleitoral, é uma decisão corajosa em favor do Brasil e de um projeto de mudança, que é o que as pessoas querem”, enfatizou. Aécio afirmou que deve se reunir com Marina ainda nesta semana, mas que falou com ela por telefone na noite de ontem para agradecer o apoio. 

Aécio também voltou a citar a investigação que trata de desvios de verbas em licitações da Petrobras. "Os brasileiros estão envergonhamos em ver o que se tornou a nossa maior empresa pública", disse. Aécio afirmou que o governo de Dilma Rousseff (PT) não admite a culpa que tem pela situação econômica do país. "Esse governo fracassou na condução da economia e vai nos deixar como legado a inflação saindo de controle e recessão da economia". 

Aécio afirmou que, caso seja eleito, terá uma nova política nacional de segurança e que vai investir nas Forças Armadas e mudar o relacionamento com países vizinhos, principalmente os que concentram tráfico de drogas. O tucano estava acompanhado de diversos colegas do PSDB, como o senador reeleito do Paraná, Alvaro Dias; o governador reeleito do Paraná; Beto Richa, e o senador eleito em São Paulo, José Serra. 

Aécio também visitou a Pastoral da Criança onde assinou uma carta de compromisso com as crianças e gestantes. O candidato também assinou uma moção de apoio à abertura do processo de beatificação da Dra. Zilda Arns Neumann, fundadora da Pastoral da Criança. Na ocasião, o tucano também afirmou que, se eleito, fará um programa de atendimento à crianças prematuras.(Gazeta do Povo)

Aécio se encontra com família de Campos; assista ao programa (12/10/2014)

domingo, 12 de outubro de 2014

Pesquisa IstoÉ-Sensus indica Aécio à frente de Dilma.

Pesquisa IstoÉ-Sensus indica Aécio à frente de Dilma.



Pesquisa divulgada neste domingo pela revista Istoé aponta o tucano Aécio Neves com 58,8% dos votos válidos, contra 41,2% da presidente Dilma Rousseff.
A pesquisa foi concluída neste domingo e é a primeira a captar os efeitos das delações premiadas de Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef, que foram classificadas como "golpe" pela presidente Dilma e pela coordenação de campanha do PT; de acordo com o cientista político Ricardo Guedes, que controla o instituto Sensus, Aécio "já está eleito"

sábado, 11 de outubro de 2014

O PT institucionalizou a corrupção e não pode continuar no poder


A corrupção sempre existiu, não só no Brasil, mas em todos os países do mundo, sob todo e qualquer regime.
Porém, jamais foi praticada tão escancaradamente e em tal vulto, como sob os auspícios do PT;
Ela foi se instalando e crescendo sob o manto da impunidade. Com todos os setores do estado dominados, os petistas foram se sentindo os donos da bola e acima de qqr controle, e não se contêm em roubar. Vingam-se, perseguem os seus contestadores e até matam, como fizeram com o professor curitibano que deu uma bengalada no Dirceu e passou anos fora do país. Julgando que com a condenação do Dirceu estaria livre, voltou ao Brasil, tendo sido preso ao desembarcar, apareceu morto e foi cremado, para que não pudessem comprovar a sanha assassina.  Outro exemplo flagrante é o assassinato do prefeito de S. Bernardo, que o PT se empenhou em encobrir, tendo sido eliminados todos aqueles (oito) que podiam testemunhar que ele fora torturado para entregar o dossiê que montara.
Se o PT não for afastado agora do poder, eu tenho a impressão que estaremos todos ferrados, porque eles dominaram todos os três poderes, em especial o Judiciário, como se pode constatar com a perseguição que fazem ao Min. Joaquim Barbosa, que ousou julgar e condenar a cúpula do PT, e perseguirão quem se opuser.
Para esta gente os fins justificam os meios e pretendem instituir no país um sistema de domínio absoluto e incontestável.

Aécio acusa Dilma de terrorismo eleitoral.


Abaixo, trechos da entrevista que Aécio concedeu para Veja, que está chegando nas bancas.

Tido como derrotado até meados de setembro, o senador Aécio Neves afirma que, mesmo nos momentos mais desanimadores, nunca desistiu. Ele atribui sua chegada ao segundo turno à decisão de abandonar os conselhos de marqueteiros e assessores: “Se hoje avancei, não foi porque mudei a estratégia ou incorporei outras propostas, mas porque comecei a olhar nos olhos das pessoas, deixando de lado o teleprompter, os textos feitos e as sugestões”. Ele acusa o PT de “terrorismo eleitoral”, reafirma que vai manter e aprimorar o Bolsa Família e se permite ser otimista: “Vou ganhar esta eleição”. Abaixo, a entrevista que ele concedeu a VEJA na manhã de sexta, em seu comitê no Rio de Janeiro. 

Como o senhor se sente, à frente nas pesquisas, depois de ter chegado a ser considerado uma carta fora do baralho?
As pesquisas não vão me tirar do chão. Sei que vamos ter dificuldades lá na frente. Sempre acreditei na vitória, mesmo nos momentos de maior dificuldade. Nós tivemos duas eleições. Uma antes e a outra depois da trágica morte do Eduardo Campos. Naquele momento, minha candidatura se fragilizou, porque o emocional prevaleceu sobre o racional. Minha candidatura é baseada na razão. O meu desafio agora é deixar a emoção aflorar também.

O senhor perdeu da presidente Dilma Rousseff em Minas Gerais, e o seu candidato a governador não se elegeu. O que deu errado?
Quando saí do governo, minha aprovação era de 92%. Mas isso já faz algum tempo. Claro que gostaria de ter tido um resultado melhor lá, mas é preciso saber distinguir as coisas. A maioria dos eleitores optou pelo candidato do PT. Tenho que, democraticamente, aceitar essa opção. Agora, pode ter certeza de que vou chegar bem na frente no segundo turno em Minas Gerais.

Como pretende explicar aos mais pobres que sua política também os beneficiaria, já que o o PT afirma que o PSDB só governa para os ricos?
Esse discurso do governo é de perdedor. O governo sabe que a vida das pessoas só vai melhorar se voltarmos a crescer, a gerar empregos com maior qualidade e se avançarmos em investimentos na área social. Um país que não cresce e não controla a inflação não vai melhorar a vida das pessoas. O governo quer blindar uma parcela do eleitorado que ele acha que lhe é cativa, que ele acha que domina em razão dos benefícios que distribui. É uma deslealdade para com os brasileiros usar essa tática do terror. Porque não é a mim que eles aterrorizam, mas aos cidadãos mais humildes, que dependem desse benefício. É a eles que a inflação pune mais. Quem ganha dois salários mínimos vê 35% de sua renda ir embora com alimentos. A inflação de alimentos no governo Dilma foi de 34%.

Dilma censura debate do SBT.


A “Folha de S. Paulo” anunciou nesta sexta-feira que deixou o debate que faria em parceria com o SBT, a rádio Jovem Pan e o UOL na próxima quinta-feira (16 de outubro) porque não entrou em acordo com a campanha da candidata à reeleição, Dilma Rousseff. 

A petista não permitiu que jornalistas fizessem perguntas aos candidatos e, por isso, o jornal diz não ter visto motivos para participar. O editor-executivo da “Folha”, Sérgio Dávila, considerou a proibição “um passo atrás inaceitável”. Apesar do desacordo, o debate foi mantido, inclusive com transmissão ao VIVO também pelo UOL, que pertence ao Grupo Folha.

— Os debates já são bastante engessados por imposição da Lei Eleitoral e dos próprios candidatos. As regras impostas já vetam o direito à réplica para jornalistas. Proibir também as perguntas dos jornalistas é dar um passo atrás inaceitável. Assim, a Folha deixa de fazer parte da organização do evento, pois considera que não terá nenhuma influência para representar os direitos e interesses de seus leitores nele — disse Dávila.

O presidente nacional do PT e coordenador-geral da campanha de Dilma Rousseff, Rui Falcão, afirmou que para os petistas, no segundo turno, o debate deve ser travado apenas entre os candidatos.— Se for para fazer perguntas de jornalistas, é melhor fazer uma entrevista— disse ele, que afirmou que Dilma tem dado entrevistas com frequência.(O Globo)

Aécio prega a união nacional: " é triste ver a Presidente da República querer transformar os brasileiros em inimigos dentro do nosso próprio território".


O candidato da Coligação Muda Brasil à Presidência da República, Aécio Neves, reafirmou, nesta sexta-feira (10/10), o compromisso de trabalhar pela união do Brasil e rechaçou o discurso da presidente e candidata do PT, Dilma Rousseff, que prega a divisão do país. Segundo ele, é lamentável a ação de Dilma de tentar mostrar um Brasil dividido entre classes e regiões.

“Acho que é triste, chega a ser melancólico o início desse segundo turno, onde a presidente da República prefere, talvez por não ter outros argumentos, ir naquela velha perversa tentativa de divisão do Brasil entre nós e eles, entre Nordeste e Sudeste, entre Norte e Sul”, afirmou ele.

Aécio questionou sobre quais são os benefícios que há em um discurso de divisão do Brasil. “A quem que isso serve? Apenas ao projeto de poder do PT. Eu, ao contrário, quero unir o Brasil, todas as forças, todas as classes sociais, todas as regiões, para fazer as mudanças que o Brasil precisa viver.”

Para o candidato, a adversária petista age de maneira contrária à forma como uma governante deveria se comportar. “É triste ver a presidente da República – que deveria ter exatamente essa responsabilidade de manter o país coeso, para que todos se sentissem irmanados – querendo transformar os brasileiros inimigos dentro do nosso próprio território”, disse Aécio.

Coerência e honestidadeAécio cobrou de Dilma coerência no seu discurso e recomendou que ela entenda que nem sempre se vence uma disputa. “Quero dizer à presidente que perder uma eleição é do jogo democrático. Ela, por ter disputado apenas uma eleição, talvez não compreenda com clareza isso. O que não se pode perder numa disputa política é, na verdade, o compromisso com as pessoas, é coerência. É infelizmente aquilo que nós estamos assistindo com esses ataques feitos do momento eleitoral”, acrescentou Aécio.

Ao ser perguntado sobre as críticas de Dilma ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, acusando-o de se opor aos pobres, Aécio afirmou que falta honestidade intelectual por parte da petista.

“Eu acho isso uma desonestidade intelectual. A presidente Dilma já teve, inclusive no passado, de reconhecer a contribuição do presidente Fernando Henrique ao próprio governo do PT. Não tivesse a estabilidade da moeda, não tivesse a Lei de Responsabilidade Fiscal, não tivesse a privatização de setores importantes da economia, não teria vindo o governo do presidente Lula com os resultados que teve”, disse Aécio.

Aécio recebe hoje o legado de Campos.


Hoje Aécio Neves deve estar em Pernambuco para ter com Renata Campos e sua família, lá recebendo o apoio da família. Abaixo, entrevista do governador eleito Paulo Câmara (PSB), concedida para a revista VEJA, que traz Aécio na capa, confirmando que Pernambuco vai estar com o tucano.
 
Candidato a governador mais bem votado do país, Paulo Câmara (PSB) obteve 68% dos votos em Pernambuco no último domingo – e carrega agora o peso de dar continuidade ao governo de seu padrinho político, Eduardo Campos, morto em acidente aéreo em 13 de agosto. A chapa de 21 partidos com a qual disputou a eleição – também articulada por Campos – elegeu ainda vinte deputados federais, oito deles do PSB, e Fernando Bezerra Coelho ao Senado. 

Aliado à comoção que tomou o Estado na esteira da tragédia que matou Campos, o forte palanque resultou, ainda, na vitória de Marina Silva em Pernambuco. Terceira colocada na disputa ao Planalto, ela obteve 48% dos votos no Estado. Na quarta-feira, o PSB anunciou seu apoio ao candidato Aécio Neves (PSDB) no segundo turno da corrida à Presidência. Câmara se torna, assim, um importante cabo eleitoral do tucano em Pernambuco. 

No dia seguinte ao encontro com Aécio em Brasília, o governador eleito recebeu a reportagem do site de VEJA na sede do PSB em Pernambuco. E afirmou: "A única candidatura capaz de mudar é Aécio. Essa não era nossa candidatura dos sonhos, mas sim Eduardo e Marina. Mas o Brasil pode melhorar com Aécio. Nós estamos apostando nisso”. A seguir, confira a entrevista do socialista:

Como foram as conversas com Aécio Neves, a quem o PSB anunciou apoio no segundo turno? Estamos entregando um conjunto de ações programáticas, que envolvem questões que o próprio PSB já tinha colocado, tanto por Eduardo quanto por Marina. Essas questões envolvem reforma política, reforma tributária, comprometimento de gastos com a saúde, pacto pela vida, e envolve também o passe livre. Envolve sustentabilidade. São questões programáticas às quais, num primeiro momento, Aécio não se mostrou contrário.

O passe livre é uma promessa que estava no programa do PSB, mas não aparecia entre as ações de Aécio. Ele vai assumir esse compromisso? Ele já está estudando. Nosso apoio é condicionado a questões programáticas, como mostra a carta que entregamos a ele. Estamos com expectativas muito positivas porque ele se mostrou receptivo a tudo. Eu acredito que não vai ter problema porque ele quer governar com pessoas que tenham ideias boas para o Brasil. Não quer fazer uma aliança apenas eleitoral, quer uma aliança para governar o Brasil.

O PSB de Pernambuco foi um dos diretórios do partido que decidiram pelo apoio a Aécio. Foi uma decisão favorável para a sigla? Tive o cuidado, aqui em Pernambuco, de conversar com os deputados federais eleitos, com os deputados estaduais eleitos, com um conjunto de pessoas que conhecem a realidade do Estado para saber qual era o sentimento, fora a minha opinião pessoal. Não houve nenhuma restrição ao apoio a Aécio. Há um sentimento muito forte em Pernambuco de que é preciso mudar. A única candidatura capaz de mudar é Aécio, apesar de ele não ser a candidatura dos nossos sonhos, que era a de Eduardo e de Marina. O Brasil pode melhorar com Aécio. Nós estamos apostando nisso. 

Como foi a participação de Renata Campos (viúva do ex-governador) nesse processo?Renata conversou com a gente e colocamos para ela todo o processo de escuta (dos membros do partido). Está muito serena e nos delegou a condução do processo. Está ciente de que o Brasil precisa melhorar. A gente não vê a possibilidade de melhorar do jeito que a gente quer com mais quatro anos do governo Dilma. A gente acha que o Brasil não quebra questões importantes que precisam ser quebradas, como as relações com o Congresso, o jeito de gerir 39 ministérios, a falta de previsibilidade e as instituições que não funcionam. A gente não acredita que isso tudo possa ser consertado com o conjunto de pessoas que estão aí porque eles tiveram quatro anos para fazer e não fizeram e estão entregando o Brasil pior do que receberam. Pioraram em tudo, não há nada melhor.

Começam a aparecer nomes de políticos do PT envolvidos no propinoduto da Petrobras: Lindbergh Farias é um deles.


Lindbergh Farias e Graça Foster, em depoimento no Senado.

No depoimento desta semana passada, Paulo Roberto contou que foi abordado no começo do ano por um candidato ao governo do Rio de Janeiro. Nesse depoimento, ele não mencionou o nome do candidato. Na delação que fez ao procurador-geral da República, contou que se tratava do senador Lindberg Farias, do PT. Dois lobistas que trabalhavam com Paulo Roberto confirmaram a ÉPOCA a proximidade dele com Lindberg.

 “O objetivo é que eu preparasse para ele um programa de energia e infraestrutura de maneira geral. E participei de umas três reuniões com esse candidato lá no Rio de Janeiro, assim como outras pessoas participaram. Foi listada uma série de empresas que poderiam contribuir para o cargo político a que ele estava concorrendo. Ele me contratou para fazer o programa de energia e infraestrutura do Rio de Janeiro. Listou uma série de empresas com que eu tinha contatos. Outras não. Hope, não conheço. Mendes Júnior, conheço. UTC, conheço. Constran, não. Engevix, conheço. Iesa, conheço. Toyo Setal, conheço. E foi solicitado que houvesse a possibilidade de as empresas participarem da campanha. E me foi dito pelo candidato.” Aos procuradores, Paulo Roberto afirmou ter pedido as contribuições de campanha, mas disse não saber se houve pagamentos.

No depoimento, Youssef afirmou que as reuniões para tratar da propina repassada a políticos e a outros agentes públicos eram registradas em atas. Desses encontros, disse Youssef ao juiz Sérgio Moro, participavam ele, Paulo Roberto e Genu. Ele disse ainda, durante a audiência, que as reuniões eram feitas com as empreiteiras individualmente. Serviam para discutir valores, andamento das obras e, naturalmente, o pagamento da propina. Youssef afirmou que entregará esses documentos para ser anexados ao processo.

Youssef tem em seu poder 12 ou 13 atas manuscritas em papel no formato A4, sobre reuniões que ocorriam em escritórios, HOTÉIS e restaurantes. Delas participavam políticos e executivos das empreiteiras envolvidas nas principais e mais caras contratações da estatal. Com minúcia de detalhes, as atas ajudam a esclarecer como eram partilhados os contratos superfaturados e o caminho da propina. Uma dessas atas traz até o carimbo de uma das empresas investigadas no escândalo. Existem também anotações sobre os partidos beneficiados pelo desvio de recursos – PT, PP e PMDB.


O conjunto de provas de Youssef vai além das atas. Ele dispõe de uma série de notas fiscais, emitidas contra as empreiteiras participantes do esquema com anotações sobre o valor líquido – a propina – a dividir entre os operadores e os chefes de esquema de corrupção. Além disso, ele garantiu aos investigadores acesso a aparelhos telefônicos ponto a ponto, usados somente entre duas pessoas, usados por integrantes do esquema. São pelo menos dez canais exclusivos de comunicação.

Nos depoimentos, Paulo Roberto e Youssef confirmaram que o lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, era o operador do esquema com o PMDB, conforme revelou ÉPOCA. O envolvimento do PMDB no esquema, dizem os delatores, é vasto. Segundo Paulo Roberto, o senador Renan Calheiros era beneficiado pelos desvios na Transpetro. Um dos episódios contados por ele envolve o deputado Aníbal Gomes, do PMDB do Ceará. Gomes, segundo o relato, levou um empresário amigo a Paulo Roberto, para que ele o ajudasse a resolver uma pendência judicial na Petrobras. Gomes, disse Paulo Roberto, usou o nome de Renan. 

Procurado, Gomes confirmou as visitas a Paulo Roberto. “Paulo Roberto é meu amigo. É meu conhecido há 12 anos. Sempre foi uma pessoa muito decente e educada. Era um marqueteiro da Petrobras. Um vibrador (sic) pela empresa.” Gomes diz que “pode ter acompanhado empresários” em visitas a Paulo Roberto. “Mas não consigo lembrar quem”, diz. Ele afirma que às vezes alguns pediam para agilizar uma audiência com Paulo Roberto. E Paulo Roberto, segundo ele, pedia para formalizar o pedido. “Ele era uma pessoa que todo empresário gostaria de conhecer, por causa da força que tinha.” Gomes afirma jamais ter usado o nome de Renan nas conversas com Paulo Roberto nem ter atendido a alguma solicitação de Renan relativa à Petrobras. Ele afirma, ainda, que nunca teve relação comercial com Paulo Roberto. Renan também nega relações com Paulo Roberto.

TSE condena Dilma por propaganda suja e mentirosa contra Aécio Neves.


O ministro Admar Gonzaga, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), atendeu pedido da coligação do tucano Aécio Neves para suspender em caráter liminar propaganda veiculada pela campanha da presidente e candidata do PT, Dilma Rousseff, que usa a construção do aeroporto de Cláudio (MG) para atacar o mineiro.

A decisão foi registrada no sistema do TSE há pouco. Para o ministro, o "formato jocoso e o tom nitidamente difamatório trazem risco imediato à imagem do candidato, razões para mim suficientes à necessidade de interrupção de sua continuidade". 

Gonzaga não analisou, na liminar, o pedido de direito de resposta formulado pela coligação do tucano, apenas determinou que a propaganda não seja veiculada novamente. Ele apontou que o episódio do aeroporto foi "fartamente explorado pelos meios de comunicação e recentemente apreciado pelo Ministério Público Federal". 

"Ou seja, afigura-se como fato já desvendado, que não se ajusta à mensagem propagada pela peça publicitária", disse o ministro. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, arquivou nesta semana parte de representação do PT contra Aécio sobre o caso.

A peça de propaganda, veiculada na tarde de hoje no horário eleitoral da campanha de Dilma no rádio, traz uma música que diz que "Aécio fez aeroporto só para ele". A marchinha veiculada na propaganda de Dilma chama o candidato tucano de "aviador" e diz que Aécio "gastou milhões do DINHEIRO do mineiro, do povo brasileiro, pra caçar e pescar". "Vai de avião, tem a chave do portão, se diverte pra chuchu com o dinheiro do povão", completa a música.

A Muda Brasil, coligação do tucano, levou o caso ao TSE alegando que há veiculação de informação inverídica, com o objetivo de incutir no eleitor a mensagem de que Aécio usaria DINHEIRO público em benefício próprio. O pedido de liminar era para que o tribunal suspendesse eventuais inserções com o mesmo teor, sob pena de multa. No mérito, os tucanos querem que seja concedido direito de resposta não inferior a um minuto.

O caso foi distribuído para o ministro Herman Benjamin na tarde desta sexta-feira (10), mas a liminar foi concedida pelo ministro Admar Gonzaga no início da noite. Os dois ministros fazem parte do setor do tribunal responsável por analisar propagandas eleitorais nas eleições deste ano. (Estadão)

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Brasil inteiro unido contra o PT corrupto. Frente de Aécio já conta com 15 partidos.

Com os apoios fechados até agora ao candidato do PSDB, Aécio Neves, começou a se formar no segundo turno uma frente anti-PT. A coligação do tucano, formada inicialmente por nove partidos, agora chega a 15 siglas, com a adesão do PSB, PV e PSC, entre outros. Aécio conta ainda com dissidentes do PMDB, PDT e PP — que integram a aliança de Dilma Rousseff. Mas a joia da coroa, a adesão da candidata Marina Silva, ainda depende de acertos sobre uma lista de pontos que ela quer ver contemplados no programa de governo de Aécio. 

Também com nove partidos no primeiro turno, a Coligação Com a Força do Povo, da presidente Dilma Rousseff, não conseguiu atrair novas siglas no segundo turno. A candidata do PSOL, Luciana Genro, vetou voto em Aécio, mas não indicou voto em Dilma. Quadros importantes do partido, porém, como Marcelo Freixo, o deputado estadual mais votado do Rio, declararam apoio à candidata do PT.

O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), candidato a vice na chapa de Aécio, acha que, com a divulgação das primeiras pesquisas mostrando o tucano à frente de Dilma, o fluxo de adesões vai aumentar. — Criou-se um fenômeno cumulativo. Uma coisa puxa a outra, quanto mais cresce, mais gente se junta ao Aécio. Agora está muito bom, o ritmo aqui está frenético. No tempo das vacas magras aqui no comitê, eu perguntava para minha secretária: dona Flávia, tem algum recado para mim? Ela respondia desanimada: Não tem nenhum recado, senhor senador! Mas o Aécio foi terrível, não deixou a peteca cair e hoje está desse jeito — comemorou Aloysio, depois de receber, em São Paulo, o apoio do senador Ataides Oliveira (PROS-TO).

APOIO DE CRISTOVAM E REGUFFE
Depois de um ato que reuniu no memorial JK os presidenciáveis derrotados Pastor Everaldo (PSC) e Eduardo Jorge (PV), além de dissidentes de PDT, PMDB e PP, Aécio voltou ao gabinete no Senado e logo foi chamado à sede do PSB pelo presidente Roberto Amaral para o anúncio oficial do apoio do partido. Na entrada do ELEVADOR, encontrou-se com os senadores Cristovam Buarque (PDT-DF) e o recém-eleito Reguffe (PDT-DF), que foram lhe comunicar a adesão.

— Venham comigo, vou chegar lá emoldurado por duas das maiores lideranças do Distrito Federal. Ou me esperem aqui no gabinete? Vou lá correndo e volto — convidou Aécio. — Não precisa! Viemos aqui para dizer que estamos com você incondicionalmente — respondeu Cristovam. 

Um dos mais ferrenhos anti-lulistas, o presidente do PPS, Roberto Freire (SP), alertou aos novos aliados de Aécio para a necessidade de união para enfrentar a campanha de Dilma no segundo turno:— Temos que ficar atentos porque estaremos lutando contra uma candidatura e um governo que não têm limites. Para enfrentar essa campanha suja, temos que atuar com muita unidade.

Dilma não conseguiu agregar mais apoios à sua coligação, com a qual saiu na frente no primeiro turno. Mesmo assim, receberá apoio de integrantes de legendas que declararam apoio a Aécio ou ficaram neutros. É o caso dos governadores da Paraíba, Ricardo Coutinho, e do Amapá, Camilo Capiberibe, ambos do PSB; do deputado estadual Marcelo Freixo e do deputado federal Jean Wyllys, do PSOL do Rio.

“Aderindo à posição da direção nacional do PSOL, que declarou ‘Nenhum voto em Aécio’, eu declaro que, neste segundo turno das eleições, eu voto em Dilma e a apoio, mesmo assegurando a vocês, desde já, que farei oposição à esquerda ao seu governo (…), apoiando aquilo que é coerente com as bandeiras que defendo e me opondo ao que considero contrário aos interesses da população em geral e daqueles que eu represento no Congresso, como sempre fiz”, afirmou Wyllys em carta.

DINO DEVE SE MANTER NEUTRO
Já no PCdoB, o governador eleito do Maranhão, Flávio Dino, ficará neutro no segundo turno, apesar de seu partido integrar a coligação de Dilma. O comunista tem como vice um tucano e ficou contrariado com o fato de o ex-presidente Lula ter gravado para a propaganda de seu adversário Lobão Filho (PMDB).

Nem os nanicos de esquerda devem fechar com Dilma. O PSTU e o PCO devem anunciar nesta sexta-feira, ou neste sábado, respectivamente, seu posicionamento, que deve ser pelo voto nulo.Apesar do apoio do PSB, e possivelmente de Marina, a Aécio, um revés para a campanha petista, a presidente e seus apoiadores têm insistido que o voto do eleitor “não tem dono”. Eles apostam que herdarão parte dos votos da ex-senadora.

Sem a presença da senadora Ana Amélia Lemos (PP), principal aliada de Aécio no Rio Grande do Sul, o candidato do PMDB ao governo gaúcho, José Ivo Sartori, confirmou ontem apoio ao tucano no segundo turno. Apoiadora desde o início do tucano, Ana Amélia discursou ontem na tribuna do Senado com um adesivo de Aécio no peito.

O apoio de Sartori e Ana Amélia foi definido na segunda-feira, logo após PP, PSDB, PRB e SD decidirem abrir voto para Sartori no segundo turno. Segundo Sartori, Aécio deverá participar de pelo menos uma atividade junto à sua candidatura até o final da campanha. Mas o candidato não soube informar em que data irá receber o tucano no estado. ( O Globo )

Vou Tirar Você Desse Lugar