segunda-feira, 6 de junho de 2016

PRISÕES PARA POLÍTICOS.

Brasilia, DF, Brasil. Quartel General do Exercito, no Setor Militar Urbano. Ao fundo, a Concha Acustica. / Brasilia, Federal District, Brazil. The Army Headquarter, at the Urban Military Sector. The Acoustic Shell, behind.

Quartéis: É onde ficarão “presos” senadores, deputados e ex-ministros corruptos envolvidos na Lava Jato.

Diante das “devastadoras” delações, “todas” homologadas pela justiça – STF e STJ – dezenas de políticos, entre eles senadores, deputados federais e ex-ministros, deverão ter suas prisões decretadas nas próximas horas.  Se isso não ocorrer, os brasileiros terão a certeza de  que a justiça se curvou diante da corrupção e do poder exercido pela ORCRIM bolivariana.
Prevalecendo o entendimento do Supremo Tribunal Federal de que pessoas com foro especial e com poder de decisão, podem, no exercício da função,  influenciar testemunhas, ocultar provas e obstruir o trabalho da justiça, inevitável será o seu afastamento do cargo e seu confinamento para que sejam apuradas as denúncias trazidas ao conhecimento da justiça e do povo brasileiro pelos “delatores premiados”.
Sem a menor justificativa moral, presos desse quilate e poder, por disposição legal, aprovadas no congresso nacional em seu favor,  possuem prerrogativas de função e tem direito a “prisão especial”. Não poderão ser recolhidos a “cadeias comuns”. Isso já aconteceu com Delcídio do Amaral que ficou recolhido no quartel do Batalhão de Polícia Rodoviária de Brasília, quando foi decretada sua prisão pelo STF.
Inevitável que os quartéis de Brasília se transformem no cárcere dos políticos envolvidos no gigantesco esquema que fraudou o Brasil em cifras que já beiram a casa do trilhão de reais.
Por enquanto,  as prisões terão caráter meramente administrativas, pois serão decretadas pela justiça brasileira. Porém, dada a gravidade dos fatos, e, diante de uma agravação eminente do quadro político poderão ser convertidas em prisões políticas, não oriundas de um levante militar, mas necessárias para que seja cumprido, na sua inteireza, os termos do artigo 142 da Constituição Federal.

domingo, 5 de junho de 2016

A RODA GIGANTE DA VIDA


PENSAMENTO DE DÚBIOS E FRACASSADOS
 


No Brasil, o sucesso de alguém é visto como ofensa pessoal e o conhecimento é visto como uma forma de humilhar o próximo, destarte, vivermos em uma sociedade onde a busca e a explanação da intelectualidade são tidas como algo ofensivo. "Tente ser melhor a cada dia, assim você pode humilhar os seus semelhantes".
Conforme consta na nossa Carta Magna, todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer
natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade.

Somos iguais perante a lei, mas como vivemos em um país capitalista e que exerce o estado democrático de direito, a oportunidade é franqueada para todos, sem opressão do estado. Diferentemente dos países comunistas, que são simpáticos para o PT e toda escória vermelha de ditadores sangrentos.
Aqui você tem a liberdade de escolha, e escolha bem a sua profissão, com escopo na sua competência, sem questão de raça, cor ou gênero.
Aqueles que são preguiçosos, sem atitudes, omissos, cara pálido, vivem do suor dos outros, não estudam e nunca buscam um meio de vida que lhes conduzam para o sucesso profissional e financeiro, odeiam e ficam inimigos dos que venceram na vida. São essas pessoas que se acham humilhados por quem nunca lhe causou algum mal. A maldade existe no pensamento de hipócritas, incapazes e invejosos. 
Ao nascer e crescer, traçamos, planejamos e perseguimos objetivos em nossas vidas. Estudamos, trabalhamos e nos dedicamos integralmente aos nossos ofícios e profissões. Esse somatório de realizações tem como resultante e compensador, um bom salário e uma vida digna, com bens materiais e algo mais, que é o nosso lazer. 
Proporcionamos melhoras de vida e conforto para nós mesmos, nossos filhos, netos, familiares e até amigos.
Quando você tem bens materiais, mesmo sem saber, você está contribuindo para que diminua o desemprego, aumente a arrecadação de impostos, municipais, estaduais e federais. 
Um empresário como Roberto Santiago, proprietário do Shopping Manaíra, é responsável pela geração de empregos, rendas e abastece os cofres da PMJP, etc., com impostos pagos. Esse mega empresário é invejado por outros empresários maus sucedidos que se consideram humilhados e apequenados ao olhar o topo da roda gigante da vida, ajoelhados. Enfim, vivemos em um país capitalista e só quem é competente se estabelece.
Desta forma, para agradar aos seres não domesticados e emburrecidos, temos que ter aversão ao saber e total regozijo nas futilidades, pois assim, estaremos mantendo a auto-estima deles, os incompetentes e vorazes. O maior prazer de um pervertido é assistir a queda de um puro.
Há quem acredite que é errado enriquecer ou melhorar de vida. No Brasil, por fatores históricos e culturais, somados a erros de interpretação da Bíblia, existe certo preconceito contra a riqueza. Está na hora de mudar essa mentalidade.
Você colhe aquilo que planta. Tudo o que você faz, volta para você. Todas as fontes da sabedoria humana, afirmam isso. Você é livre para semear ou não, e para escolher o que semeará, mas é escravo de suas escolhas.
O sucesso depende do trabalho e o trabalho começa com a busca do conhecimento.
“Devemos fazer o bem a todos, até mesmo a quem nos faz mal. Jesus pregava: “Amai os vossos inimigos, e orai pelos que vos perseguem”. Pode parecer impossível pôr isso em prática, mas quem age de acordo com os ensinamentos de Cristo, ama o próximo, ajuda-o e nunca humilha ninguém. 
É bom lembrar que existem vários tipos de sucesso, tais como: pessoal, espiritual, social, familiar, financeiro – para que você possa refletir sobre o que é mais importante para a sua vida e, se possível, buscar o equilíbrio.
 A carreira e o salário
ajudam muito, mas não resolvem sozinhos o desafio de ser feliz e realizado. Há momentos em que cada um de nós se pergunta: estou satisfeito comigo? Gosto do que faço? Gosto da minha vida? Isso não tem nada a ver com dinheiro, com ter um bom cargo ou ser dono do próprio negócio. Também não está relacionado aos bens que possuímos. 

Morar numa linda casa e possuir um carrão é bom e agradável, mas muitos têm tudo isso e não estão satisfeitos.
Por outro lado, não existimos para ficar frustrados no trabalho, limitados em nossos dons, endividados, sem dinheiro e sem perspectivas. Não é isso que queremos para nós nem para os outros.
Por isso, vamos aprender princípios que podem nos ajudar a buscar o equilíbrio no trabalho e nas finanças, sem perder de vista que a felicidade se encontra na harmonia de todas essas dimensões.  
Concluindo, nunca tive ambição de fazer fortuna para humilhar pessoas que não abriram as portas do conhecimento, por falta de interesses e criatividades. Fazer só dinheiro jamais foi meu objetivo. Minha ambição foi sempre construir, somar, multiplicar e nunca dividir ou subtrair. Na matemática da vida, trabalho com números positivos e sempre fecho as contas.  
Josemir Moraes

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Ai de ti, Brasil!


Ai de ti, Brasil, eu te mandei o sinal, e não recebeste. 
Eu te avisei e me ignoraste, displicente e conivente com teus malfeitos e erros. 

Ai de ti, eu te analisei com fervor romântico durante os últimos 20 anos, e riste de mim. Ai de ti, Brasil!
Eu já vejo os sinais de tua perdição nos albores de uma tragédia anunciada para o presente do século XXI, que não terá mais futuro. Ai de ti, Brasil – já vejo também as sarças de fogo onde queimarás para sempre! Ai de ti, Brasil, que não fizeste reforma alguma e que deixaste os corruptos usarem a democracia para destruí-la. Malditos os laranjas e as firmas sem porta.

Ai de ti, Miami, para onde fogem os ladrões que nadam em vossas piscinas em forma de vagina e corcoveiam em “jet skis”, gargalhando de impunidade. Malditas as bermudas cor-de-rosa, barrigas arrogantes e carrões que valem o preço de uma escola. Maldita a cabeleira do Renan, os olhos cobiçosos de Cunha, malditos vós que ostentais cabelos acaju, gravatas de bolinhas e jaquetões cobertos de teflon, onde nada cola. Por que rezais em vossos templos, fariseus de Brasília? Acaso eu não conheço a multidão de vossos pecados???

Ai de vós, celebridades cafajestes, que viveis como se estivésseis na Corte de Luís XIV, entre bolsas Chanel, gargantilhas de pérola, tapetes de zebra e elefantes de prata. Portais em vosso peito diamantes em que se coagularam as lágrimas de mil meninas miseráveis. Ai de vós, pois os miseráveis se desentocarão, e seus trapos vão brilhar mais que vossos Rolex de ouro. Ai de ti, cascata de camarões!

Tu não viste o sinal, Brasil. Estás perdido e cego no meio da iniquidade dos partidos que te assolam e que contemplas com medo e tolerância? 

Cingiram tua fronte com uma coroa de mentiras, e deste risadas ébrias e vãs no seio do Planalto. Ai de vós, intelectuais, porque tudo sabeis e nada denunciais, por medo ou vaidade. Ai de vós, acadêmicos que quereis manter a miséria “in vitro” para legitimar vossas teorias. Ai de vós, “bolivarianos” de galinheiro, que financiais países escrotos com juros baixos, mesmo sem grana para financiar reformas estruturais aqui dentro. Ai de ti, Brasil, porque os que se diziam a favor da moralidade desmancham hoje as tuas instituições, diante de nossos olhos impotentes. Ai de ti, que toleraste uma velha esquerda travestida de moderna. Malditos sejais, radicais de cervejaria, de enfermaria e de estrebaria – os bêbados, os loucos e os burros –, que vos queixais do país e tomais vossos chopinhos com “boa consciência”. Ai de vós, “amantes do povo” – malditos os que usam esse falso “amor” para justificar suas apropriações indébitas e seus desfalques “revolucionários”.

Ai de vós, que dizeis que nada vistes e nada sabeis, com os crimes explodindo em vossas caras.

Ai de ti, que ignoraste meus sinais de perigo e só agora descobriste que há cartéis de empresas que predam o dinheiro público, com a conivência do próprio poder. Malditas sejam as empresas-fantasma em terrenos baldios, que fazem viadutos no ar, pontes para o nada, esgotos a céu aberto e rapinam os mínimos picuás dos miseráveis.

Malditos os fundos de pensão intocáveis e intocados, com bilhões perdidos na Bolsa, de propósito, para ocultar seus esbulhos e defraudações. Malditos também empresários das sombras. Malditos também os que acham que, quanto pior, melhor.

A grande punição está a caminho. Ai de ti, Brasil, pois acreditaste no narcisismo deslumbrado de um demagogo que renegou tudo que falava antes, que destruiu a herança bendita que recebeu e que se esconde nas crises, para voltar um dia como “pai da pátria”. Maldito esse homem nefasto, que te fez andar de marcha à ré.

Ai de ti Brasil, porque sempre te achaste à beira do abismo ou que tua vaca fora para o brejo. Esse pessimismo endêmico é uma armadilha em que caíste e que te paralisa, como disse alguém: és um país “com anestesia, mas sem cirurgia”.

Ai de vós, advogados do diabo que conseguis liminares em chicanas que liberam criminosos ricos e apodrecem pobres pretos na boca do boi de nossas prisões. Maldita seja a crapulosa legislação que vos protege há quatro séculos. Malditos os compradiços juízes, repulsivos desembargadores, vendilhões de sentenças para proteger sórdidos interesses políticos. Malditos sejam os que levam dólares nas meias e nas cuecas e mais ainda aqueles que levam os dólares para as Bahamas. Ai de vós! A ira de Deus não vai tardar...


Sei que não adianta vos amaldiçoar, pois nunca mudareis a não ser pela morte, guerra ou catástrofe social que pode estar mais perto do que pensais. Mas, mesmo assim, vos amaldiçoo. Ai de ti, Brasil!
Já vejo as torres brancas de Brasília apontando sobre o mar de lama que inundará o Cerrado. Já vejo São Paulo invadida pelas periferias, que cobrarão pedágio sobre vossas Mercedes. Escondidos atrás de cercas elétricas ou fugindo para Paris, vereis então o que fizestes com o país, com vossa persistente falta de vergonha. Malditos sejais, ó mentirosos, vigaristas, intrujões, tartufos e embusteiros! Que a peste negra vos cubra de feridas, que vossas línguas mentirosas sequem e que água alguma vos dessedente. Ai de ti, Brasil, o dia final se aproxima.


Se vossos canalhas prevalecerem, virá a hidra de sete cabeças e dez chifres em cada cabeça e voltará o dragão da Inflação. E a prostituta do Atraso virá montada nele, segurando uma taça cheia de abominações. E ela estará bêbada com o sangue dos pobres, e em sua testa estará escrito: “Mãe de todas as meretrizes e mãe de todos os ladrões que paralisam nosso país”. Ai de ti, Brasil! Canta tua última canção na boquinha da garrafa.

A JUSTIÇA E OS DECAÍDOS

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A Justiça e os decaídos

Sérgio Fernando Moro*

Tommaso Buscetta é provavelmente o mais notório criminoso que, preso, resolveu colaborar com a Justiça. Um detalhe muitas vezes esquecido é que ele foi preso no Brasil, onde havia se refugiado após mais uma das famosas guerras mafiosas na Sicília. No Brasil, continuou a desenvolver suas atividades criminosas por meio do tráfico de drogas para a Europa. Por seu poder no Novo e no Velho Mundo, era chamado de “o senhor de dois mundos”.


Após sua extradição para a Itália, o célebre magistrado italiano Giovanni Falcone logrou convencê-lo a se tornar um colaborador da Justiça. Suas revelações foram fundamentais para basear, com provas de corroboração, a acusação e a condenação, pela primeira vez, de chefes da Cosa Nostra siciliana. No famoso maxiprocesso, com sentença prolatada em 16/12/1987, 344 mafiosos foram condenados, entre eles membros da cúpula criminosa e o poderoso chefão Salvatore Riina, que, pela violência de seus métodos, ganhou o apelido de “a besta”. Para ilustrar a importância das informações de Tommaso Buscetta, os magistrados italianos admitiram que, até então, nem sequer conheciam o verdadeiro nome da organização criminosa. Chamavam-na de Máfia, enquanto os próprios criminosos a chamavam, entre si, de Cosa Nostra.

Sammy “Bull” Gravano era o braço direito de John Gotti, chefe da família Gambino, uma das que dominavam o crime organizado em Nova York até os anos 80. Gotti foi processado criminalmente diversas vezes, mas sempre foi absolvido, obtendo, em decorrência, o apelido na imprensa de “Don Teflon”, no sentido de que nenhuma acusação “grudava” nele. Mas, por meio de uma escuta ambiental instalada em seu local de negócios e da colaboração de seu braço direito, foi enfim condenado à prisão perpétua nas Cortes federais norte-americanas, o que levou ao desmantelamento do grupo criminoso que comandava.

Mario Chiesa era um político de médio escalão, responsável pela direção de um instituto público e filantrópico em Milão. Foi preso em flagrante em 17/2/1992, por extorsão de um empresário italiano. Cerca de um mês depois, resolveu confessar e colaborar com o Ministério Público Italiano. Sua prisão e colaboração são o ponto de partida da famosa Operação Mãos Limpas, que revelou, progressivamente, a existência de um esquema de corrupção sistêmica que alimentava, em detrimento dos cofres públicos, a riqueza de agentes públicos e políticos e o financiamento criminoso de partidos políticos na Segunda República italiana.

Nenhum dos três indivíduos foi preso ou processado para se obter confissão ou colaboração. Foram presos porque faziam do crime sua profissão. Tommaso Buscetta foi preso pois era um mafioso e traficante. Gravano, um mafioso e homicida. Chiesa, um agente político envolvido num esquema de corrupção sistêmica em que a prática do crime de corrupção ou de extorsão havia se transformado na regra do jogo. Presos na forma da lei, suas colaborações foram essenciais para o desenvolvimento de casos criminais que alteraram histórias de impunidade dos crimes de poderosos nos seus respectivos países.

Pode-se imaginar como a história seria diferente se não tivessem colaborado ou se, mesmo querendo colaborar, tivessem sido impedidos por uma regra legal que proibisse que criminosos presos na forma da lei pudessem confessar seus crimes e colaborar com a Justiça.

É certo que a sua colaboração interessava aos agentes da lei e à sociedade, vitimada por grupos criminosos organizados. Essa é, aliás, a essência da colaboração premiada. Por vezes, só podem servir como testemunhas de crimes os próprios criminosos, então uma técnica de investigação imemorial é utilizar um criminoso contra seus pares. Como já decidiu a Suprema Corte dos EUA, “a sociedade não pode dar-se ao luxo de jogar fora a prova produzida pelos decaídos, ciumentos e dissidentes daqueles que vivem da violação da lei” (On Lee v. US, 1952).

Mas é igualmente certo que os três criminosos não resolveram colaborar com a Justiça por sincero arrependimento. O que os motivou foi uma estratégia de defesa. Compreenderam que a colaboração era o melhor meio de defesa e que, só por ela lograriam obter da Justiça um tratamento menos severo, poupando-os de longos anos de prisão.

A colaboração premiada deve ser vista por essas duas perspectivas. De um lado, é um importante meio de investigação. Doutro, um meio de defesa para criminosos contra os quais a Justiça reuniu provas categóricas.

Preocupa a proposição de projetos de lei que, sem reflexão, buscam proibir que criminosos presos, cautelar ou definitivamente, possam confessar seus crimes e colaborar com a Justiça. A experiência histórica não recomenda essa vedação, salvo em benefício de organizações criminosas. Não há dúvida de que o êxito da Justiça contra elas depende, em muitos casos, da traição entre criminosos, do rompimento da reprovável regra do silêncio. Além disso, parece muito difícil justificar a consistência de vedação da espécie com a garantia da ampla defesa prevista em nossa Constituição e que constitui uma conquista em qualquer Estado de Direito. Solto, pode confessar e colaborar. Preso, quando a necessidade do direito de defesa é ainda maior, não. Nada mais estranho. Acima de tudo, proposições da espécie parecem fundadas em estereótipos equivocados quanto ao que ocorre na prática, pois muitos criminosos, mesmo em liberdade, decidem, como melhor estratégia da defesa, colaborar, não havendo relação necessária entre prisão e colaboração.

Na Operação Lava Jato, considerando os casos já julgados, é possível afirmar que foi identificado um quadro de corrupção sistêmica, em que o pagamento de propina tornou-se regra na relação entre o público e o privado. No contexto, importante aproveitar a oportunidade das revelações e da consequente indignação popular para iniciar um ciclo virtuoso, com aprovação de leis que incrementem a eficiência da Justiça e a transparência e a integridade dos contratos públicos, como as chamadas Dez Medidas contra a Corrupção apresentadas pelo Ministério Público ou outras a serem apresentadas pelo novo governo. Leis que visem a limitar a ação da Justiça ou restringir o direito de defesa, a fim de atender a interesses especiais, não se enquadram nessa categoria.

*Sérgio Fernando Moro é juiz federal

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terça-feira, 31 de maio de 2016

VIVER NA SOLIDÃO (POESIAS DA NOITE)



 A SOLIDÃO CONDUZ AO ÁLCOOL




Eu nunca queria estar,
Nesse quarto de pensão,
Olhando para sua foto,

Sofrendo com a solidão.



Foi triste o nosso adeus,
Muito mais a despedida,
Senti naquele momento,
Desabando a minha vida.



Tantas vezes nós brigamos,
Coisas simples e besteiras,
Depois só eram desculpas,
E acabavam-se as barreiras.



Eu sei que fui um errado,
Não devia nunca ser assim,
Você também não devia,
Desconfiar tanto de mim.



Agora eu fico só colado,
Na mesa de um telefone,
À noite a sonhar contigo,
E bradar alto o teu nome.



Só uma coisa nos restou,
No nosso amor acabado,
Lembranças e muita dor,
Enfim, estamos separados.



Um conselho eu quero dar,
Para quem tem uma paixão,
Peça a Deus pra não brigar,
Viva só de amor e emoção.



Pra não ficar assim como eu,
Com dor eterna no coração,
Sofrendo como um plebeu,
Em um quarto de pensão.



Josemir


"Dedico a você esse poema,
Sem ódio ou qualquer rancor,
Quem errou que pague à pena,
se for considerado um infrator".


















segunda-feira, 30 de maio de 2016

Lilico - PANELADA DE BOCHECHA - Raymundo Evangelista e Ary Monteiro

Militares - Tabela Aumento Salarial



Publicado no Diário Oficial da União, dia 30 Dezembro o aumento dos Militares válido para os próximos 3 anos





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Publicado no Diário Oficial da União, dia 30 Dezembro o aumento dos Militares válido para os próximos 3 anos

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Brasília, 30/12/2015 – O governo encaminhou nesta quarta-feira ao Congresso Nacional o Projeto de Lei que trata do reajuste salarial dos militares das Forças Armadas. A mensagem da Presidência da República foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União de 30 DEZ2015.

O Ministério da Defesa, desde o início do ano, estabeleceu uma série de diálogos com a equipe econômica do governo. Nos últimos dias, conseguiu elevar o índice de reajuste do soldo dos militares, que anteriormente estava em torno de 25,5%, para uma média de 27,9%.“Conseguimos a garantia de que teremos os soldos reajustados dentro das possibilidades econômicas do país”, explica o secretário-geral do Ministério da Defesa, general Silva e Luna.

A expansão da folha de pagamento de militares será concedida ao longo dos próximos quatro anos, sendo 5,5% a partir de agosto de 2016. O reajuste será escalonado, com maiores percentuais para as graduações do início de carreira e postos intermediários, indicados como prioritários pelos Comandos das três Forças. Os índices variam de 24,39% a 48,91%.

Esse reajuste incide sobre os soldos (veja a tabela). No entanto, como as gratificações são vinculadas a ele, também terão seus valores corrigidos na composição da remuneração bruta do militar.

Dessa forma, a remuneração bruta (com as gratificações) média dos oficiais generais, que atualmente varia de R$ 21.777 a R$ 25.433, será de R$ 27 mil a R$ 31.636, em 2019.

No caso dos oficiais superiores, que atualmente ganham, com gratificação, entre R$ 14.472 e R$ 17.068, ganharão, em 2019, entre R$ 18.212 a R$ 21.340, em média.

Os oficiais subalternos e intermediários, com remuneração bruta atual de R$ 8 mil a R$ 10.878, em média, passarão a receber valores que vão de R$ 9.990 a R$ 14.309.

Os praças, que ganham atualmente remunerações que variam de R$ 1.021 a R$ 7.463, em média, passarão a receber de R$ 1.270 a R$ 9.845 até o final do período de quatro anos.

As gratificações variam de acordo com a experiência, competência, local de trabalho do militar, por exemplo. Sobre essa remuneração bruta incidem os descontos obrigatórios, como o imposto de renda, contribuição para a pensão militar e para o fundo de saúde da Força.

TABELA DOS SOLDOS DOS MILITARES DAS FORÇAS ARMADAS
Valores em Reais
Baixe a tabela em pdf Link

 

Posto/
Graduação
Soldo Atual
(R$)
Soldo a
partir de 1º
agosto de
2016
Soldo a partir
de 1º janeiro
de 2017
Soldo a
partir de 1º
janeiro de
2018
Soldo a partir
de 1º janeiro
de 2019
 
%
Almirante, Marechal e Marechal do Ar
(*****)
11.280,00
11.900,00
12.578,00
13.294,00
14.031,00
24,39%
Alte Esq, Gen Ex , Ten Brig Ar (****)
10.830,00
 
11.426,00
 
12.076,00
 
12.763,00
 
13.471,00
 
24,39%
 
V Alte, Gen Div, Maj Brig (***)
10.380,00
 
10.951,00
 
11.574,00
 
12.233,00
 
12.912,00
 
24,39%
 
C Alte, Gen Bda, Brig (**)
10.041,00
 
10.593,00
 
11.196,00
 
11.833,00
 
12.490,00
 
24,39%
 
Capitão-de-Mar-e-Guerra e Coronel
9.159,00
 
9.663,00
 
10.229,00
 
10.832,00
 
11.451,00
 
25,02%
 
Capitão de Fragata e Tenente Coronel
8.991,00
 
9.486,00
 
10.044,00
 
10.642,00
 
11.250,00
 
25,13%
 
Capitão de Corveta e Major
8.811,00
9.296,00
9.860,00
10.472,00
11.088,00
25,84%
Capitão Tenente e Capitão
6.945,00
7.327,00
7.861,00
8.517,00
9.135,00
31,53%
1º Tenente
6.576,00
6.938,00
7.350,00
7.796,00
8.245,00
25,38%
2º Tenente
5.967,00
6.295,00
6.673,00
7.082,00
7.490,00
25,52%
Guarda-Marinha e Aspirante a Oficial
5.622,00
5.931,00
6.268,00
6.625,00
6.993,00
24,39%
Suboficial e Subtenente
4.677,00
4.934,00

5.307,00
 

5.751,00
 

6.169,00
 
31,90%
1º Sargento
4.134,00
4.361,00
4.695,00
5.110,00
5.483,00
32,63%
2º Sargento
3.573,00
3.770,00
4.060,00
4.445,00
4.770,00
33,50%
3º Sargento
2.949,00
3.111,00
3.325,00
3.584,00
3.825,00
29,70%
Cabo (engajado) e Taifeiro Mor
1.974,00
2.083,00
2.243,00
2.449,00
2.627,00
33,08%
Cabo (não engajado)
702,00
741,00

818,00
 
886,00
956,00
36,18%
Taifeiro 1ª Classe
1.869,00
1.972,00
2.084,00
2.203,00
2.325,00
24,40%
Taifeiro 2ª Classe
1.776,00
1.874,00
1.981,00
2.094,00
2.210,00
24,44%
Soldado Engajado Especializado
1.491,00
1.573,00
1.663,00
1.758,00
1.856,00
24,48%
Soldado Engajado não Especializado
1.254,00
1.323,00
1.398,00
1.478,00
1.560,00
24,40%
Recruta - MN-RC, SD-RC e S2 (não engajado)
642,00
677,00
769,00
854,00
956,00
48,91%
Asp EN e Cad e Al IME (último ano)
1.164,00
1.228,00
1.298,00
1.372,00
1.448,00
24,40%
Asp EN, Cad e Al IME (demais anos) e Al Órg. Form Of
Res
945,00
997,00
1.054,00
1.114,00
1.176,00
24,44%
Al CN, EsPCEx e
EPCAr (último ano) e Al Es Form Sgt
858,00
905,00
956,00
1.010,00
1.066,00
24,24%
Al CN, EsPCEx e EPCAr (demais anos) e Grumete
840,00
886,00
936,00
989,00
1.044,00
24,29%
Aprendiz-Marinheiro
789,00

832,00
 

879,00
 
929,00
981,00
24,33%