terça-feira, 24 de janeiro de 2012


TERRORISMO É CRIME IMPRESCRITÍVEL



Reinaldo Azevedo
No momento em que A Presidente Dilma marcou para dia 18 Nov um ato no Palácio do Planalto para sancionar a lei que cria a Comissão da Verdade.seria bom reler o trecho abaixo de Reinaldo Azevedo.

E, já que a finalidade é conhecer a "Verdade histórica", pois o povo tem direito à memória e à verdade, será necessário apurar todos os crimes cometidos pelos "resistentes", da mesma forma que querem fazer com os agentes do Estado.

Para que haja credibilidade e imparcialidade ouçam todos os envolvidos nessa história
Leia o comentário abaixo de Reinaldo Azevedo, sobre opinião do presidente do STF, Gilmar Mendes

A editoria do site www.averdadesufocada.com

"Terrorismo também é crime imprescritível, diz Mendes
Na Folha de São Paulo - 04/11/2008.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, afirmou ontem que os crimes de terrorismo são imprescritíveis, assim com os delitos de tortura, ao comentar as manifestações da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) de que os torturadores do período de regime militar (1964-1985) não são beneficiados pela prescrição.

“Essa discussão sobre imprescritibildade tem dupla face. O texto constitucional também diz que o crime de terrorismo é imprescritível”, afirmou Mendes.

Procurada ontem, a ministra não quis comentar as declarações do presidente do STF.

A polêmica sobre julgamentos de crimes de tortura cometidos durante o regime militar foi suscitada na semana passada pela AGU (Advocacia Geral da União). Subordinada à Presidência, o órgão informou que atos de tortura praticados na ditadura foram perdoados pela anistia. O parecer integra um processo que responsabiliza os militares reformados Carlos Alberto Brilhante Ustra e Audir Santos Maciel por morte, tortura e desaparecimento de 64 pessoas durante a ditadura.

“Tenho uma posição muito clara em relação a isso. Repudio qualquer manipulação ou tentativa de tratar unilateralmente casos de direitos humanos. Direitos humanos valem para todos: presos, ativistas políticos. Não é possível dar prioridade a determinadas pessoas que tenham determinada atuação política. Direitos humanos não podem ser ideologizados, é bom que isso fique claro”, disse.

Comento
Já é quase um clichê? Ah, é. Mas lá vou eu repetir as palavras daquele moleiro que entrou para a história: “Ainda existem juízes em Berlim”. E nem entro no mérito do que disse Mendes. Exalto é a sua permanente coragem, de não se deixar assombrar pelos patrulheiros.

E, claro, não é, amiguinhos? Quem leu este blog ontem encontrou aqui, no post das 6h25, o que segue em azul. Ainda retomo:

“Acho que Vannuchi, Genro, Dilma e todos os assanhados com a possibilidade de encruar o passado deveriam ler os incisos 43 e 44 do artigo 5o. da Constituição do Brasil, que seguem abaixo:

XLIII - a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tortura , o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como crimes hediondos, por eles respondendo os mandantes, os executores e os que, podendo evitá-los, se omitirem;

XLIV - constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático

Parece que, dada a Constituição, se cabem ações para punir os acusados de tortura, então está dado o caminho para fazer o mesmo com os acusados de terrorismo. E, se formos considerar a ação efetiva dos empenhados na tal revisão, pelo menos Dilma e Vannuchi se enquadram no artigo 44. “Ah, mas aquele não era um estado democrático”. Fato. Mas havia uma ordem constitucional.

E notem que a Constituição, o que é uma falha a ser corrigida, considera imprescritível mesmo é o “terrorismo”. Ademais, o crime de tortura só foi definido, como pede a Constituição, em 7 de abril de 1997 (Lei nº 9455). Consta que Lula é que dará a palavra final (???) sobre o parecer da AGU. E, de fato, a decisão será do Supremo Tribunal Federal.

Abstenho-me de entrar no aspecto moral e ético neste texto ao menos — todos sabem que, no caso, alinho-me com a AGU e considero que a anistia valeu para todos. Uma coisa, no entanto, é certa: no que concerne ao máximo diploma do estado democrático e de direito brasileiro, ex-terroristas não estão em situação de “caçar” ex-torturadores — sempre lembrando que cada lado nega os crimes que o outro lhe atribui.

Retomando
Será que só eu e Mendes lemos a Constituição? Não posso crer. O problema, creio, está na leitura seletiva da Carta que está sendo feita por espertos e espertalhões.

Por Reinaldo Azevedo

Rocha Matttos reabre o caso Celso Daniel

Depois de sete anos na cadeia, o juiz João Carlos da Rocha Mattos revela, em entrevista exclusiva ao 247, que foi preso porque teve em seu poder as fitas do caso Celso Daniel e diz que o prefeito de Santo André morreu porque o dinheiro extorquido das empresas de ônibus não ia só para o PT.
O governo Lula inaugurou uma Polícia Federal devotada a combater inimigos comerciais e políticos do PT – algo que ele, um delegado da PF por sete anos, não viu nem quando serviu sob a ditadura.
 A “Polícia Federal republicana”, frase do ex-ministro da Justiça de Lula, Márcio Thomaz Bastos, é uma falácia: a PF de Lula era a PF dos interesses de Lula.
O desabafo é do ex-juiz federal João Carlos da Rocha Mattos, 62 anos de idade. Rocha Mattos saiu da cadeia há menos de 20 dias. Cumpriu sete anos e cinco meses de prisão. Foi o único réu preso no caso do assassinato do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel – tudo porque, diz ele, tinha posse de fitas comprometedoras, cujo conteúdo a PF de Lula “editou e apagou”.
Rocha Mattos mandou destruir tais fitas, como juiz, por serem ilegais. Mesmo assim, ele sustenta que a PF, quando o prendeu na Operação Anaconda, em outubro de 2003, invadiu sua casa perguntando se havia cópias das fitas.
Acusado por supostamente vender sentenças judiciais, Rocha Mattos falou com exclusividade ao Brasil 247, por duas horas, em seu escritório no centro de São Paulo. Não mede palavras sobre o que sofreu: conclui que sua vida mudou depois que o caso Celso Daniel caiu em suas mãos.
“Basta dizer que há ainda magistrados federais acusados de estupro, de homicídio, de corrupção, de lavagem de dinheiro. Nenhum deles foi preso ou perdeu a função, como eu perdi. Recebi muita pressão por causa das fitas do caso Celso Daniel. Recebi essas ameaças de pessoas que tinham sido seguranças do Lula em todas as suas campanhas, um deles um delegado federal que chegou a ser nomeado superintendente da PF em São Paulo depois que Lula ganhou sua primeira eleição para presidente”.
Ele se refere ao delegado Francisco Balthazar da Silva.
Rocha Mattos ainda se espanta com a “PF republicana” de Thomaz Bastos.
 “Por incrível que pareça, a PF passou a ser muito mais dependente do PT a partir do governo Lula do que ela era dependente dos governos militares nos anos de chumbo. A Polícia Federal jamais foi uma polícia republicana. Ela é uma polícia do governo, ela é comandada pelo presidente da República e pelo ministro da Justiça. O grande chefe da Polícia Federal foi o ministro da Justiça Marcio Thomaz Bastos, embora haja um executivo como diretor da Polícia Federal”.
O ex-magistrado confessa que sua maior curiosidade é saber como funcionava a engrenagem da PF de Lula. “A Daslu, por exemplo, é uma condenação ridícula, chega a quase 100 anos, é uma condenação que nem os maiores criminosos receberam uma pena como essa.
São raríssimos os casos com uma condenação igual a essa.
 Existia sob Lula uma política por detrás da PF.
Há crimes financeiros cujos autores cometeram os mesmos ilícitos que outros e não tiveram tratamento tão duro”.
Rocha Mattos só tem contra ele uma condenação em definitivo, numa pendenga contra o juiz Fausto Martin de Sanctis. Nos outros oito casos pendentes, ainda cabem-lhe recursos. Ele sonha em reaver seus vencimentos de juiz federal e nessa luta seu advogado é o criminalista Nabor Bulhões.
Confira seu depoimento:
247 – Como está a sua vida hoje?
Rocha Mattos – Estou com 62 anos, acordando super cedo. Sempre gostava de acordar cedo. Agora eu acordo cedo, venho para o escritório. Eu já trabalhava aqui quando estava no semi-aberto, só que eu trabalhava e tinha que voltar pra dormir em São Miguel e ultimamente no Belém, já que o presídio de São Miguel acabou. Venho pro escritório, trabalho, fico até tarde. Antigamente ficava até às cinco, tinha que chegar lá às sete, em São Miguel e depois no Belém. E eu acabo indo embora daqui agora mais tarde, nove horas, ou seja, o primeiro a chegar e o último a sair. E doutor Raimundo Oliveira da Costa, que é o dono do escritório é meu advogado há mais de um ano e tem conseguido grandes vitórias pra mim. Ele é uma pessoa que conheço há muitos anos e embora tenha ficado muito tempo sem ver e houve uma aproximação maior mais por carta quando estava lá em Tremembé e ele foi trabalhar lá na Paulista e quando ele saiu de lá acabei vindo com ele pra cá.
247 – O senhor conhece a Justiça de uma maneira privilegiada porque foi delegado federal, procurador, juiz federal, preso...
Rocha Mattos – Até a prisão eu conheço agora! Eu sei o quanto é difícil ficar preso, o quanto é difícil a vida, porque não é só você ficar lá fechado o tempo todo, quando sai pro semi-aberto você sai pra trabalhar, existe essa possibilidade. Mas a gente não sabe das angústias que existem, principalmente no fechado, no regime semi-aberto. E nesse tempo toma bastante tombo. Na verdade, normalmente quem tira esse tempo de prisão é quem tem crime hediondo, que não é o meu caso, quem tem trânsito em julgado, homicídio, sequestro, então eu fiquei muito tempo preso. As penas chegaram a ser bem altas, elas foram caindo com recurso e tal. Ainda tenho uns processos em andamento e foi muito difícil, tive dificuldade até pra comunicar com advogado, mas eu sobrevivi.
247 – O que você mais pensava quando estava preso, o que mais te ocupava a cabeça?
Rocha Mattos – Sempre pensava que eu ia acabar resolvendo algumas situações, ia sair, eu não esperava ficar tanto tempo preso, eu esperava ficar dois ou três anos no máximo, eu nunca imaginei que fosse ficar todo esse tempo. Naquela época o tribunal, quando eu estava livre de um processo, decretava outra coisa mais antiga.
247 – E no que você se segurou?
Rocha Mattos – Ah, filhos, filhos e a filha menor que eu tenho, que tem seis anos e nasceu quando eu estava na Polícia Federal, foi gerada quando eu estava na Polícia Federal. É uma criança que é minha filha-neta e que renovou bastante a minha vida. E mesmo o Caio, que quando eu fui preso tinha 12 anos, era garoto ainda. As mais velhas já estão bem encaminhadas na vida.
247 – Dentro desse sistema, o que você viu de pior?
Rocha Mattos - Olha, não tem uma cena assim que tenha marcado bastante, mas é a angústia dos presos em geral, porque eles ficam às vezes na esperança daquele benefício, e às vezes, muitas vezes aliás, eles são frustrados de justiça, de liberdade, e realmente demora muito pra ver as soluções dos incidentes.
247 – Alguém te pedia muito conselho, sabendo que o senhor era juiz?
Rocha Mattos – Muito, muito.
247 – Fale do que pesa contra o senhor.
Rocha Mattos – Tive mais de vinte acusações, inclusive algumas até repetidas, e isso foi até reconhecido pelos procuradores que trabalham na primeira instância. Existem acusações sobrepostas. A mesma conduta minha deu margem a um processo por prevaricação e a um processo por corrupção. O Ministério Público dizia ora que era corrupção, ora que era prevaricação, ora que era lavagem de dinheiro. Existem hoje em dia talvez umas sete ou oito acusações contra mim. Sei que é um absurdo, mas eu sei que sou eu que fui preso no caso de Santo André, do Celso Daniel. Eu estou agora em liberdade porque já cumpri uma parte da pena, mas eu ainda estou preso no caso da morte de Celso Daniel. Recebi uma pena de três anos e meio em regime semi-aberto. Fui acusado de ter desaparecido com as fitas do caso, quando não fui eu quem despareceu com as fitas do caso. Inclusive essas fitas eram prova ilícita e existe até acórdão do Supremo dizendo que se a prova é ilícita, ela não poderia ser usada como acusação de supressão de documento, ou seja, dela mesma. Foram localizadas segundas cópias dessas fitas meses depois da destruição delas. Embora por distribuição eletrônica, na Justiça, esse mandado de segurança contra mim caiu nas mãos da desembargadora Terezinha Cazerta, que estava à frente de alguns processos da Operação Anaconda, em alguns dos quais ela foi considerada, aliás, incompetente. Jamais houve na Justiça Federal de São Paulo uma rapidez e uma celeridade como essa que houve no meu caso.
247 – Houve política na Operação Anaconda?
Rocha Mattos – Sustento ainda que a Operação Anaconda foi uma operação política contra mim. Sustento porque naquela época a Anaconda foi a segunda grande operação do governo Lula. Houve antes a Operação Diamante, em que foi atingido um ex-ministro do STJ, um juiz, e um juiz de um tribunal regional federal, junto de sua esposa. Mas ninguém foi preso. Comigo, foram muito duros: basta dizer que há ainda magistrados federais acusados de estupro, de homicídio, de corrupção, de lavagem de dinheiro. Nenhum deles foi preso ou perdeu a função, como eu perdi. Recebi muita pressão por causa da fitas do caso Celso Daniel. Recebi essas ameaças de pessoas que tinham sido seguranças do Lula em todas as suas campanhas, um deles um delegado federal que chegou a ser nomeado superintendente da PF em São Paulo depois que Lula ganhou sua primeira eleição para presidente. Mas as provas do caso Celso Daniel eram ilícitas e eu não me arrependo de nenhuma decisão que eu tenha dado. Eu acho que eu poderia ter sido apenas mais cortês com as pessoas do tribunal. Às vezes, quando eu me sentia muito pressionado, eu também reagia. Eu procurava sempre, para reagir a essas pressões, demonstrar que eu sabia de muitas coisas. Eu tenho até exemplo, mas não vou citar nomes: eu acusei um juiz de destruir dois carros do tribunal. Li outro dia, no Consultor Jurídico, que esse juiz agora está respondendo pela destruição desses carros.
247 – O senhor foi acusado na Anaconda de venda de sentenças. Quais são essas sentenças, qual a materialidade da acusação?
Rocha Mattos – Na verdade eu tenho duas acusações sobre isso. Uma o processo está em andamento ainda. O processo está na 10ª Vara. O outro caso que eu fui condenado pelo tribunal é o caso do contrabandista alcunhado de Lobão. Esse Lobão era acusado de descaminho de cigarros e de outras mercadorias. Não fui eu que dei a liberdade provisória ao tal de Lobão, e ele nem era réu. Quem eram réus eram os supostos laranjas dele. Eu jamais soltei os caminhoneiros que estavam transportando essa carga desviada. Quando veio a denúncia contra os laranjas de Lobão, eu nem estava mais na Justiça. Com o parecer favorável do Ministério Público, a única coisa que eu fiz nesse processo, eu liberei, mediante fiel depósito, os veículos transportadores para os proprietários que eram os supostos laranjas, mas eu não sabia disso. E ninguém também recorreu disso. E veja você que eu fui acusado nesse caso de corrupção e até de liberar cigarros. Jamais foram liberados cigarros, nem por mim nem por outro juiz. Esses cigarros continuam apreendidos na Receita, eram fabricados no Paraguai e eu acabei respondendo por corrupção nesse caso. Esse caso não tem julgamento definitivo. Vai ser julgado um recurso especial e vão ser julgados dois habeas corpus. Mas fora esses dois casos, eu não tenho nenhuma outra acusação de corrupção.
247 – Essas acusações, cronologicamente, foram feitas depois que o senhor esteve de posse das fitas do caso Celso Daniel?
Rocha Mattos – Sim, perfeitamente. O caso Anaconda começou errado. Ele começou em Alagoas, com um juiz de Primeira Instância e não pelo Tribunal Regional Federal de lá. Hoje em dia, o STJ não aceita mais isso, que um juiz de outra jurisdição faça gravações de outro. A escuta, agora, tem que ser determinada desde o início pelo tribunal. E contra os juízes de outras regiões, pelo Tribunal Regional da jurisdição específica. A Anaconda começou para investigar uma coisa e acabou investigando outra. Eu e os juízes Casem e Ali Mazloum fomos grampeados por um juiz de Alagoas por um ano e oito meses, e na verdade quando apareceram os nossos nomes esse juiz deveria informar isso imediatamente ao tribunal, e não ficar um ano e oito meses investigando em segredo.
247 – Qual é o seu juízo de valor sobre a Polícia Federal Republicana, como era chamada por Marcio Thomaz Bastos?
Rocha Mattos – Eu fui delegado federal por sete anos, de 1976 até 1982, então eu peguei bastante do período militar. Na época dos militares, a Polícia Federal nunca teve um delegado que fosse diretor-geral, eram só coronéis e generais do Exército, então claro que a PF era ligadíssima ao regime militar. Mas, por incrível que pareça, a PF passou a ser muito mais dependente do PT a partir do governo Lula do que ela era dependente dos governos militares nos anos de chumbo. A Polícia Federal jamais foi uma polícia republicana. Ela é uma polícia do governo, ela é comandada pelo presidente da República e pelo ministro da Justiça. O grande chefe da Polícia Federal foi o ministro da Justiça Marcio Thomaz Bastos, embora haja um executivo como diretor da Polícia Federal. Num HC meu de 2004 eu escrevi isso: a Polícia Federal é uma polícia do governo. A Polícia Federal é uma polícia petista, do governo do PT, como foi do PSDB na época do PSDB. Tanto que o caso da Roseane Sarney foi uma operação comandada contra ela pelo governo Fernando Henrique. Portanto a PF era tucana e passou a ser petista. O que eu acho bom é que no início desse governo Dilma a PF se desvinculou bastante da parte política. A Dilma está deixando a PF ser bastante profissional. Eu acho que a interferência na PF, no governo Dilma, é muito menor. No tempo de Lula e de Marcio Thomaz Bastos, a PF virou uma polícia do PT. Não era uma PF do governo, era uma PF do Partido dos Trabalhadores.
247 – Por que a PF de Lula prendeu alguns empresários e não outros, que concorriam afinal no mesmo tipo de negócio?
Rocha Mattos – Por razões políticas, inclusive tem condenações como a da Daslu, que é uma condenação ridícula, chega a quase 100 anos, é uma condenação que nem os maiores criminosos receberam uma pena como essa. São raríssimos os casos com uma condenação igual a essa. Existia sob Lula uma política por detrás da PF. Há crimes financeiros cujos autores cometeram os mesmos ilícitos que outros e não tiveram tratamento tão duro. Os tribunais deixaram de ser duros também, como se pode ver o caso da Operação Castelo de Areia e como está se vendo no caso da Satiagraha. Ao contrário do que aconteceu na Anaconda, o STJ começou a abrandar mais, ele começou a passar a ser menos tolerante com essas gravações. Ele começou a considerar ilegais as gravações que se perduram por anos e não têm fundamentação.
247 – O senhor acha que tudo teve um breque depois que o ministro Gilmar Mendes foi grampeado?
Rocha Mattos – Não foi só o ministro Gilmar que teria sido grampeado, outros também foram, existem suspeitas seríssimas disso. O próprio Judiciário foi amadurecendo. Num primeiro momento isso não foi visto no nosso caso. Veja você, no meu caso, que eu tinha até uma certa relação de inimizade com os irmãos Mazloum, cheguei a litigar com eles no caso Banespa, já processei os dois e fui processado por eles, e mesmo assim a Anaconda nos acusou juntos. Não há na Anaconda nenhuma ligação telefônica entre eu, o Casem e o Ali. Foram usadas contra mim provas em que a minha ex-mulher Norma, que estava fora de si por causa da separação, me ameaçava com coisas inexistentes. Essas gravações legalmente só poderiam ser usadas para a defesa, e não no ataque contra mim. A própria jurisprudência do Supremo é nesse sentido, Veja que no caso do Carlinhos Cachoeira naquele escândalo do Valdomiro Diniz, do PT, na Casa Civil, o procurador tinha as gravações do Carlinhos, mas queria que ele entregasse, porque pela lei só ele era parte legítima para entregar essas gravações. O Carlinhos foi vítima de extorsão daquele assessor do José Dirceu. O Carlinhos gravou tudo, mas ele nunca entregou para a polícia. Mas no meu caso, o mesmo tipo de gravação foi aceito como prova pelo Tribunal Regional da 3ª Região.
247 – Algum dos seus casos já transitou em julgado?
Rocha Mattos – É um caso que a pena baixou de 4 para dois anos. Esse processo já estava instaurado antes da Anaconda e eu fui acusado nele de fazer uma denunciação caluniosa contra o juiz Fausto de Sanctis. Eu o acusei de abuso de autoridade, não de um crime grave, e acabei sendo condenado a 4 anos de prisão em regime fechado. Cumpri parte dessa pena, sendo que depois o STJ acatou o HC do meu advogado, abaixando essa pena para dois anos em regime aberto. O processo foi totalmente desfigurado.
247 – O senhor diz que no caso do Celso Daniel houve ingerência da PF como polícia de estado e de partido...
Rocha Mattos – Foi a PF do Executivo. Aquilo foi terrível pra mim, embora eu tenha considerado a prova ilegítima. Indevidamente as fitas de Celso Daniel ficaram guardadas em local incerto e não sabido e isso gerou atrito com a desembargadora Terezinha Cazerta, autora do mandado de segurança contra mim. O MP se aproveitou disso para tentar, e conseguiram, me deixar na cadeia tantos anos. Quando o Elias Maluco matou Tim Lopes, ele foi condenado por homicídio e formação de quadrilha. Ele levou uma pena de um ano e oito meses: eu levei uma pena de 3 anos, a pena máxima, pela suposta quadrilha. Não há um caso como esse na Justiça.
247 – Fale da fita do caso...
Rocha Mattos – A apuração do caso do Celso começou no governo FHC. A pedido do PT, a PF entrou no caso. Mas quando o Lula assumiu, a PF virou, obviamente. Daí, ela, a PF, adulterou as fitas, eu não sei quem fez isso lá. A PF apagou as fitas, tem trechos com conversas não transcritas, é uma história insepultável. O que eles fizeram foi abafar o caso, porque era muito desgastante, mais que o Mensalão. O que aconteceu foi que o dinheiro das companhias de ônibus, arrecadados para o PT, não estava chegando integralmente a Celso Daniel. Quando ele descobriu isso, a situação dele ficou muito difícil. Só existe uma pessoa condenada nesse caso: eu. Vão surgir mais co-réus. Eu sou o único punido no caso Celso Daniel. Agentes da PF manipularam as fitas de Celso Daniel. O juiz do caso então, de polícia judiciária, o Dr. Porto, admitiu que as gravações começaram a ser feitas para apurar suposto tráfico de drogas, ele sabia que era para investigar o PT, mas ele não tinha competência territorial para isso. E outra: era crime político, portanto deveria ser apurado pela PF. Esse caso veio parar na minha mão. Eu mandei apreender essas fitas, que nem sei se eram originais, mas já tinham sido adulteradas. Se a PF do FHC queria prejudicar o PT, sob o Lula ela virou e passou a ser uma polícia do governo do PT. O juiz Porto admitiu que autorizou gravações que eram para drogas, mas, no fundo, eram políticas. Por que não constava do processo que ele era contra integrantes do PT? O Dr. Porto parecia estar conivente com essa mentira de que era caso de drogas. Destruí as primeiras fitas. Mas tudo ali era adulterado, veio adulterado, sempre envolvendo Gilberto Carvalho, ex-secretário particular de Lula. A PF fez um filtro nas fitas para tirar o que talvez fosse mais grave.
247 – E o que seria?
Rocha Mattos – Não sei.
* Por Claudio Julio Tognolli brasil247

O brasileiro ignora, deliberadamente, a corrupção

Os dados da pesquisa Datafolha provam que o brasileiro é casca grossa contra a corrupção. Não deixa que a corrupção e a roubalheira mudem os seus conceitos. E que conceitos são esses? Bolsa família, comida no prato, carnê no bolso e carteirinha azul assinada, tudo garantido pela presidenta. O resto é o resto. Transporte e escola ruim é culpa do prefeito. Maca no corredor e assalto na esquina é culpa do governador. Roubalheira e corrupção é culpa dos políticos e, mais recentemente, dos juízes. Contra empresas que roubam, o brasileiro tem a livre concorrência, a troca de marca, de loja, de fornecedor. Contra políticos ele só tem um dia, a cada quatro anos. Contra os juízes ele não pode fazer nada. Que os bons políticos abram o olho. Para o povo, político denunciante é igual ao politico denunciado. O que explica a popularidade extraordinária de Dilma Rousseff, em meio a tantos bons motivos para ela estar em queda? Assim como o brasileiro criou uma casca grossa contra a corrupção, ele impede que esta mesma corrupção chegue até a presidenta, para que ela vire, assim como Lula, uma vítima e não a culpada. Esse teflon só não funciona com 6%. Apesar de sermos cada vez menos, ainda é alguma coisa, quando não existe oposição no Brasil que ofereça, com provas e não com trovas, um projeto melhor de pais para o brasileiro.

Aparelhamento da Petrobrás fica mais explícito


Maria "Caveirão" e o marido vão, finalmente, comandar a Petrobras.

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, irá deixará o cargo, informou neste sábado o líder do PT na Câmara, o deputado Paulo Teixeira (SP). Segundo Teixeira publicou em seu perfil no Twitter, Gabrielli será substituído por Maria da Graça Foster, que atualmente exerce o cargo de diretora de Gás e Energia da estatal.A estimativa é de que o atual presidente, há seis anos à frente da empresa, deixe a direção da Petrobras em fevereiro, quando ocorre a primeira reunião do ano do conselho administrativo da estatal. A assessoria de imprensa da Petrobras não foi encontrada para comentar a informação. (Da Folha Poder)
COMENTÁRIO: Maria "Caveirão" já fez campanha para Dilma em hora de expediente. Leia aqui.  Além disso, o marido tem empresa de petróleo e já vendeu sem licitação para a Petrobras, além de ganhar poços de petróleo de barbada da companhia. O Blog contou estas histórias em três posts: um, dois,três. Dilma sempre quis trazer Maria "Caveirão" para o governo. Com a popularidade explodindo, agora vai.

Por quê os canalhas defendem o PT?

GOVERNO DO PT TEM 22 MIL CARGOS DE CONFIANÇA. FOLHA DE PAGAMENTO DO GOVERNO CUSTA R$ 203 BILHÕES! A presidente Dilma Rousseff bem que tenta promover a austeridade fiscal, mas, nem assim, o governo federal deixou de bater uma nada honrosa marca: a de 22.000 trabalhadores em cargos de confiança. A União vai arcar, em 2012, com uma folha de pessoal e encargos sociais acima de 203 bilhões de reais, mostra reportagem do jornal O Globo desta segunda-feira.

Desde o segundo ano do governo Luiz Inácio Lula da Silva, as funções comissionadas no Executivo federal só crescem. Em 2003, primeiro ano de Lula, houve uma queda no total de cargos de confiança, de 18.374 do último ano do governo Fernando Henrique Cardoso, em 2002, para 17.559 no final do ano seguinte. Depois disso, o número só cresceu. No final de 2011, já na gestão Dilma, foi de 21.870 para 22.000.

O governo diz que atualmente 70% dos cargos de confiança são ocupados por servidores públicos de carreira e que as nomeações políticas são minoria. Podem até ser minoria, mas estão crescendo. A categoria de cargos de confiança geralmente ocupada por indicações políticas englobava 209 pessoas em 2010 e agora inclui 217. A remuneração média deles é de 21,7 mil reais.

Em 2007, a categoria dos comissionados teve reajuste salarial de 139,75%. Agora, eles pressionam por um novo aumento. Como Dilma vetou a inclusão no orçamento de projetos que previam recursos para reajustes -, a intenção dos servidores é retomar as negociações a partir da semana que vem mas só fechar acordo em  2013. Projetos sobre aumentos precisam ser enviados ao Congresso até agosto, junto com a proposta orçamentária de 2013. (Do site da revista Veja)

O Brasil está seguindo o caminho do “socialismo venezuelano”

O Brasil está seguindo o caminho do “socialismo venezuelano”: primeiro a destruição da sociedade e depois a reconstrução sem prazo para ser iniciada.
Não se considerando a existência de uma fraude – uma premissa forçada –, a pesquisa de opinião feita pelo Instituto Datafolha deixa absolutamente claro que o DNA da aceitação e da prática do ilícito realmente estão impregnados na sociedade do nosso país sem mais distinção de classe.
Os feitos ignorantes ou vagabundos dependentes do Estado, a classe média covarde e apátrida, e as burguesias e oligarquias públicas e privadas com seu poderoso núcleo de canalhas esclarecidos, todos vendidos ao projeto de poder do PT, demonstram, com toda a clareza, que a degradação ética e moral do Brasil já foi absorvida como fazendo parte de um comportamento social aceitável e padrão no nosso país.
O recorde de popularidade com 59% de aceitação para a presidente, além do crescimento de 10% em apenas seis meses para um governo cuja única realização foi o agigantamento do assistencialismo, associado com a revelação inquestionável de uma estrutura de poder pública afundada em escândalos de corrupção, poder público estruturado junto com seu padrinho político não deixam mais dúvidas: transformar o Poder Público em um Covil de Bandidos e o país em um Paraíso de Patifes não tem impacto relevante no comportamento coletivo.
Oportuno o artigo da socióloga Maria Lucia Victor Barbosa intitulado “Os Falsários”, do qual destacamos o seguinte trecho:
“Num cacoete stalinista para manter a fachada de esquerda, os petistas se tornaram falsários praticantes. Em dossiês visando acabar com a reputação de adversários, a intriga e a mentira se tornaram suas armas prediletas, em que pese não terem dado nenhum resultado. Os responsáveis pelos falsos documentos são figuras importantes da República Sindicalista, amigos íntimos do ex-presidente, Lula da Silva, ou da atual presidente, Dilma Rousseff. Nada lhes aconteceu e continuam tranquilamente desfrutando as delícias do poder em altos cargos, uma vez que o PT paira acima da lei.”
As comemorações em Brasília devem estar varando noite, tudo pago pela sociedade que está se apresentando como a mais idiota, a mais imbecil, a mais covarde, a mais omissa e a mais corrupta da civilização ocidental, sendo essa é a única justificativa para o sucesso dos bandidos, dos profissionais da prevaricação, dos profissionais do lobismo da patifaria, e dos profissionais da corrupção, em um país que tem seus podres Poderes Republicanos submissos a um único poder, o poder Executivo, já representa as marcas do Regime Ditatorial Fascista que domina o país com uma aceitação de 59% da sociedade.
Mas a grande novidade é que a falência da educação, da segurança pública, da saúde pública, da cultura, a incontrolável degeneração moral das relações públicas e privadas, e o desvio de mais de oitocentos bilhões de reais para o ralo da corrupção nos últimos dois anos dão milhões de votos, nos antecipando o que serão as próximas eleições do país: uma premiação geral e ilimitada para as fichas sujas e seus cúmplices, além do fortalecimento do Regime Fascista comandado pelo poder Executivo.
Meus sentimentos para a sociedade dos patriotas mortos.

domingo, 22 de janeiro de 2012

MACHISMO

 
 


 
Mulher Não Manda Em Homem

Simplicidade Samba Clube


Agora que não vou pra casa descansar
agora que não vou pra casa descansar
mulher não manda em homem e você quer me mandar
mulher não manda em homem e você quer me mandar
Com tanta roupa suja em casa, você vem atrás de mim
mulher nasceu para o tanque e o homem pro butiquim
mulher nasceu para o tanque e o homem pro butiquim
Larga do meu pé "mulé"
larga do meu pé "mulé"
você tem que deixar eu ir pra onde eu quiser
larga do meu pé "mulé"
larga do meu pé "mulé"
você tem que deixar eu ir pra onde eu quiser
De volta para o lar com tanta resistência
com uma cara de "bocô"
isso aqui que eu tenho guardado aqui pra você:ÓÓÓÓÓ
isso aqui que eu tenho guardado aqui pra você:ÓÓÓÓÓ
isso aqui que eu tenho guardado aqui pra você:ÓÓÓÓÓ
Agora que não vou pra casa descansar
agora que não vou pra casa descansar
mulher não manda em homem e você quer me mandar
mulher não manda em homem e você quer me mandar
Não adianta, para com isso mulher
Eu bebo em casa, bebo aonde eu quiser
não adianta você vir me perturbar
agora que eu não vou pra casa descansar
agora que eu não vou......

Funça morre sem atendimento e presidANTA fica indignada?

O secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva Ferreira, morreu às 5h30 de quinta-feira (19), aos 56 anos. Após sofrer um infarto agudo do miocárdio quando estava em casa, na 303 Sul, foi levado aos hospitais Santa Lúcia e Santa Luzia. Mas, sem um talão de cheques em mãos, teve o atendimento negado. Ele era conveniado da Geap, plano não coberto pelos dois hospitais, segundo as centrais de atendimento. Quando chegou ao Hospital Planalto — o terceiro na busca por uma emergência —, o quadro já estava avançado e os médicos não conseguiram reanimá-lo.


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Bem, a notícia é esta acima, e agora a presidANTA mandou o sinistro da saúde abrir uma investigação sobre o acontecido.
Bem, pelo que parece a presidANTA não vive na pocilga. 
São milhares de brasileiros que morrem todos os anos no Brasil por falta de atendimento médico decente justamente por não terem um talão de cheques, e também fundos no banco para conseguirem uma internação particular. 
E no SUSto nem precisamos tecer maiores comentários. Todo brasileiro que tenha ao menos um neurônio em funcionamento sabe o que é o atendimento do SUSto.
Mas como agora pegou para o lado de um dos componentes do DESgoverno das Ratazanas Vermelhas, a presidANTA ficou "indignada" e exige uma investigação e punições aos culpados.
É muita hipocrisia. Existem milhares de brasileiros ingressando na justiça para conseguir tratamentos ou até remédios que o DESgoverno é o responsável pelo atendimento ou pela distribuição e não faz.
E agora ela ficou "indignada"? 
Ahhh, va pra potaquepareu!!!

Azar do funça que partiu desta para outra, ele não era do primeiro escalão do DESgoverno, senão, o PTsaúde certamente o levaria de jatinho UTI para o Sírio Libanês.

Um trem fantasma brazuca?

Graça Foster a nova president"a" da PTrobrás. 
A graça e a beleza da mulher PTralha.

As vezes eu me pego pensando...
A PresidANTA Dilmarionete é "presidente" do Brasil ou maquinista de trem fantasma?
O DESgoverno de Banânia somado ao PT é o maior ajuntamento de mulher feia por M² do planeta!!!! POTAQUEPAREU!!!!

A farsa

A farsa da mulher  grávida que enganou todo Brasil, inclusive jornalistas , é semelhante a farsa lulupetista dos milhões que sairam da miséria, de que emprestamos dinheiro ao FMI, somos autosuficientes em petróleo, o biodisel vai abastecer o mundo, os PAC criaram milhões de moradias, pagamos a dívida externa, mensalão nunca existiu, e muitos outras mentiras. O crescimento da barriga falsa é comparável ao extraordinário crescimento brasileiro, divulgado pelos petistas e seus comparsas.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

As pedras no caminho


 
Nas pedras não ignoradas de nosso caminho sempre encontraremos aprendizado e crescimento, físico, cultural ou espiritual.
Por João Bosco Leal


Durante a vida encontramos várias pedras em nosso caminho e temos a oportunidade de fazer escolhas, como as opções que encontrei descritas por autor desconhecido, em uma das redes sociais mais freqüentadas atualmente:

"As crianças as aproveitam para com elas brincar; os distraídos que nelas tropeçam, reclamam e continuam; os cansados nela se sentam; os empreendedores as utilizam em construções; foram e podem ser usadas como armas; Davi, com uma matou Golias; Drummond dela fez poesia e Michelangelo delas fazia esculturas."

Em todas as citações, o diferencial não foi a pedra, seu tamanho, posição ou composição, mas o ser humano que com ela se deparou.

Podemos aí observar, de maneira muito simples, que todas as pedras encontradas poderão, de várias formas, ser utilizadas ou não, só dependendo de nós, se a abandonaremos, ou como a utilizaremos.

Diariamente podemos verificar centenas de exemplos de atitudes ou reações diferentes em cada situação ocorrida na vida das pessoas.

São muito comuns aquelas que reclamam de tudo, como se o mundo todo fosse culpado por algo que lhe ocorreu. Com qualquer dificuldade que lhes ocorra outras se dizem infelizes, incapazes de olhar para baixo e ver o que é dificuldade real, encontrada por bilhões de pessoas ao redor do mundo.

Alguns param ao seu lado, as admiram, mas continuam, por não saber o que delas fazer. Brincando, outras as atiram na água onde jamais serão encontradas e há os que, preocupados com o próximo e para que ninguém mais nela tropece, as retiram do caminho.

Das pedras encontradas em seu caminho durante séculos, o homem aprendeu a tirar diversos minerais, metais e outras pedras, as preciosas, escavar túneis e diminuir distâncias. Delas tiramos o cimento e as pedras menores, britadas, utilizadas no concreto das obras.

As mesmas pedras do caminho criaram várias oportunidades, que foram aproveitadas de forma diferente por cada indivíduo. Alguns tropeçaram, outros caíram e muitos delas se utilizaram para seu aprendizado, conhecimento e crescimento.

As opções tomadas pelas pessoas nas diversas situações podem nos exemplificar como cada um constrói o próprio caminho, seu futuro, aproveitando ou desperdiçando oportunidades.

Davi jamais teria alcançado o sucesso caso tivesse se acovardado simplesmente por ver o tamanho do gigante. Altamente destrutiva quando rola montanha abaixo, o peso e o poder de uma pedra enorme são insignificantes se implodida.

As mais graves doenças jamais seriam vencidas se homens não tivessem experimentalmente tentado novos meios para combatê-las.

O homem não estaria voando em aeronaves enormes se no passado, para fugir da prisão com seu filho, homens como Dédalo, pai de Ícaro, não houvessem imaginado e criado asas a partir de ceras do mel de abelha e penas de gaivota. Após a fuga, contrariando conselhos do pai Ícaro buscava vôos cada vez mais altos em direção ao sol, até que, pela aproximação este derreteu a cera de suas asas fazendo com que caísse no mar. Ícaro aprendeu com essa experiência, mas jamais perdeu sua determinação.

Nosso aprendizado durante a vida é constante e as pedras devem ser utilizadas em nosso proveito, para encontrarmos novos caminhos e alternativas, não permitindo que nos machuque.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

O petróleo do Pré-Sal existe mesmo ou tudo não passa de umconto do vigário.

O ex-diretor de Gás e Energia da Petrobrás, Ildo Sauer, autor da explosiva entrevista publicada na revista da Adusp(“O ato mais entreguista da história foi o leilão do petróleo para oEike) é simplória. 
. Sobre o Pré-Sal, recomendo a leitura dos editoriais do jornalista Norman Gall no Estadão ou no site do  Instituto FHC. É um projeto que visa retirar petróleo de 5 a 7.000 metros de profundidade para o qual ainda não existe tecnologia adequada, certificada. Pela distância da terra, entre 280 e 320 quilômetros da costa, necessita de gigantesco investimento, tanto em sondas(120 furos para certificar um poço economicamente viável e uma jazida) plataformas, planta de utilidades de apoio, verdadeiras  usinas elétricas flutuantes em alto mar, navios-tanques gigantescos (não os do tipo do João Cândido), árvores de exploração submarinas a mais de 5.000 metros e outras facilidades. O pessoal deverá ficar em hotéis flutuantes,  pois precisará trabalhar em escala de 24 horas por dia, como funciona uma refinaria. Como se sabe, os helicópteros não possuem  capacidade para carregar tanta gente nem tanta carga a essas distâncias, pois o percurso estaria fora da sua autonomia de vôo.
. O Pré-Sal precisa de de US$ 600 bilhões na frente, dinheiro que só voltaria arender em 2020, data prevista para o início da produção em escala
. As Empresas americanas que são sócias da Petrobras, já sabiam desse petróleo há muito tempo, pois estão juntas com a Petrocabide em todos os poços que temose nunca se interessaram em perfurar nessa profundidade.
. É possível imaginar que uma empresa brasuca, estatal, sem nenhum expertise igual ao que tem as 7 Irmãs, fará o que elas não fizeram ?
. O cheiro é de jogada maluca de um Partido, o PT.
. O único poço que alcançou essa área, entrou este ano em testes de viabilidade comercial e delimitação de vazão, que deverá terminar em 12 meses, para saber se vale a pena pela qualidade e pela vazão do petróleo a explorá-lo.
. De resto, 60% da nossa produção saem  de um poço descoberto nos anos 90, Marlim, e outro, na bacia de Campos.
. Ildo Sauer não sabe disso ou não não é do se interesse registrar.
. Entramos numa Petropaulo  gigantesca que vai detonar o País,principalmente se a crise for muito mais extensa do que se prevê.
- A propósito: onde estão os bilhões que a China ia emprestar ao Brasil, garantindo-se com uma espécie de recebíveis em petróleo do Pré-Sal ? Foi um dos falsos anúncios feitos por Lula para ajudar a eleger Dilma Roussef.

Burrice petista no twitter


Secretário Nacional de Comunicação do PT, o deputado André Vargas (PR), avisou no Twitter: “vou dormir çedo, saio çedinho.” (sic). Vexame.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012


Gilberto Carvalho levou R$ 1,2 milhão arrecadado por Celso Daniel para José Dirceu. Dinheiro vivo, prefeito morto.

Depois de se exilar em Paris, Bruno Daniel, um dos irmãos de Celso Daniel, ex-prefeito de Santo André (SP) que foi assassinado brutalmente no dia 18 de janeiro de 2002, está de volta ao Brasil. E deu uma entrevista exclusiva à TV Bandeirantes, que acaba de ser levada ao ar no jornal da Band. “Meu irmão deu a vida pelo PT”, disse Bruno Daniel. Ele afirmou que o ex-prefeito comandava um esquema de arrecadação de propinas em Santo André, para financiar campanhas do PT – inclusive a disputa de 2002, que levou Luiz Inácio Lula da Silva ao poder. Bruno conta que a revelação foi feita pelo ex-secretário de Santo André e atual secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho.

“Ele nos contou que levou R$ 1,2 milhão em espécie para o PT no seu corsinha preto”, disse Bruno Daniel. O valor teria sido entregue ao então presidente nacional do partido, José Dirceu. O assassinato de Celso Daniel completa dez anos nesta quarta-feira. O empresário e ex-assessor da prefeitura de Santo André, Sérgio Gomes da Silva, o “Sombra”, deve ser julgado neste ano como mandante do crime. De acordo com a reportagem exibida pela Band, Celso Daniel comandava o esquema de arrecadação de propinas, mas não concordava com a destinação de recursos para finalidades não partidárias. Por isso, teria sido assassinado, assim como várias pessoas que presenciaram o jantar entre Celso Daniel e Sérgio Gomes da Silva numa churrascaria de São Paulo, antes do sequestro do ex-prefeito.

Bruno Daniel conta que se exilou em Paris por medo de ser assassinado. Mas diz que decidiu voltar para resgatar a verdade e a memória do irmão. “Fatos como esse não podem se repetir”, disse ele. Em 2002, Celso Daniel coordenava a campanha de Lula à presidência da República. Depois do assassinato, foi substituído por Antonio Palocci. Caso a tragédia não tivesse ocorrido, ele poderia estar hoje sentado na cadeira de presidente da República. Teria sido ministro da Fazenda de Lula e provavelmente seu candidato em 2010. (Brasil 247)
Abaixo, entrevista do irmão de Celso Daniel à Band:

                  ESSE É O PT QUE VOCÊ GOSTA E VOTA COM CARA E COR DE SANGUE

43 comentários

Governo da burrice

A conspiração dos analfabetos de Haddad - Candidata entrega tudo em branco e tem nota superior à mínima; MEC lhe envia resposta de quatro linhas com cinco erros de português; ao responder a repórter, erra de novo!
Lembram-se daquela história de o candidato ter como nota mínima a média da área, ainda que entregue a prova em branco? Pois é… Uma outra candidata só se limitou a assinar a ficha e, oh surpresa!, teve uma nota mínima SUPERIOR à… mínima!!!
Decidiu enviar um questionamento ao MEC. O Inep lhe enviou uma curta resposta, como segue, com um erro de concordância, três de acentuação e um de padrão. Vocês acompanharão a história, relatada por Rafael Targino, do Uol. (Aqui)
Questionado pelo portal, o MEC-Inep se limitou a explicar como funciona a Teoria da Resposta ao Item (que não responde, diga-se, ao problema apontado) e mandou outra bala na nuca da língua portuguesa: “(…), pois não pode-se (sic) afirmar a partir do teste (…)”
É essa gente que andou zerando a redação de milhares de alunos Brasil afora, a menos, claro!, que eles demonstrassem apreço pelos “direitos humanos” - o mesmo apreço, é evidente, do corretor…
Fernando Haddad está para cair fora do Ministério da Educação e passa a ameaçar, aí oficialmente, a cidade de São Paulo. Em seu lugar, vai entrar Aloizio Mercadante, que já prestou relevantes serviços à língua portuguesa. Em seu dicionário, por exemplo, “irrevogável” quer dizer “revogável”, assim como “incompetente”, para Haddad, significa “competente”.
Vamos ser sintéticos: o Enem é uma zona!
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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Justiça! Onde paras?

Justiça! Onde paras minha amiga?
Tento encontrar-te por toda a cidade
Não sei o que é feito de ti!
Fizeram-te mal?
Tiraram-te a virtude de seres justa
E desapareceste com vergonha de ti própria?
Foi isso não foi?
Bem me parecia.
Andam tantos malandros
Tantos criminosos á solta
E tu nada fazes
Sentes-te impotente
Castrada, pois é
Mas quem te faz tudo isto?
Que fez de ti
Mera decoração no tribunal?
Onde nada decides
Ou decides tarde e más horas
E quase sempre mal
Será que podes dizer-me?
Não podes? Imagino que não
Estás envergonhada?
Pobre de ti justiça…
Podes ter a certeza
Se não fores séria e justa
De nada servirás
Passas a ser o contrário de ti própria
Injusta
Mas sentes-te amarrada
Nos tentáculos do poder
Não é verdade?
Como te compreendo minha amiga
Como te compreendo…
Mário Margaride

A ratalhada no Senado

Clique na imagem para ampliar
A Secretaria Geral do Senado dispensou os servidores do trabalho na tarde desta sexta-feira (13) para que seja feita uma desratização e dedetização em partes das dependências da Casa. A decisão foi tomada depois que uma funcionária da Secretaria Geral foi mordida no pé por um animal na última quarta-feira que ela acredita ter sido um rato, segundo a secretária-geral da Mesa Diretora, Claudia Lyra. De acordo com a secretária, a funcionária não identificou ao certo o animal. Ela foi medicada e está em observação. Para evitar novos casos, a Secretaria Geral determinou a dedetização e a desratização.
            As atividades da Secretaria Geral e da Secretaria de Coordenação Legislativa serão retomadas a partir das 10h da próxima segunda (16). Em nota distribuída internamente nesta sexta pela Secretaria Geral e assinada por Claudia Lyra informa o seguinte: "A Secretaria Geral da Mesa informa a todos a interrupção das atividades do gabinete da Secretaria de Coordenação Legislativa do Senado Federal e da Secretaria de Coordenação Legislativa do Congresso Nacional na data de hoje, a partir das 14h, uma vez que será realizada a desratização e dedetização desses recintos. A atividade será retomada às 10h de segunda-feira".
COMENTO: Há informações de que o animal foi um rato e que as dependências do Senado, e todo Congresso Nacional, está infestado de tasis "animais".
Dizem que a ratalhada se renova sempre. Apenas alguns ratões e ratazanas permanecem proliferando naqueles ambinetes.

O álbum de família de Fernando Bezerra

Ministro da Integração lembrou dos parentes ao assumir a pasta: filho, tio, irmão, sogro do filho e tio da mulher do filho. O filho, deputado federal, teve liberados 9,1 milhões em emendas em 2011. Agora é hora de se explicar.
Por Luciana Marques, na Veja.com:
"Quem ama cuida" diz o ditado popular, que poderia ter sido inspirado no 'amoroso' ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra. Ao assumir a pasta, ele não se esqueceu dos mais próximos. Pensou no filho, no tio, no irmão, no sogro do filho e até no tio da mulher do filho. Juntos, os personagens quase completam um álbum de família. Entre as acusações que pesam contra Bezerra estão o nepotismo, já que diversos parentes do ministro ocupam cargos públicos. O titular da Integração também é acusado de favorecer o filho, que é deputado federal, na liberação de recursos alocados por meio de emendas parlamentares.
O artigo 37 da Constituição Federal de 1988 elenca os princípios que devem nortear a administração pública: legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. Uma súmula aprovada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2008 proíbe a contratação de parentes de autoridades para cargos de confiança, de comissão e de função gratificada no serviço público.
Comissão de Ética - As regras de conduta estabelecidas pela Comissão de Ética Pública da Presidência também desautorizam o nepotismo: "Em nenhuma hipótese pode o agente público nomear, indicar ou influenciar, direta ou indiretamente, em entidade pública ou em entidade privada com a qual mantenha relação institucional, direta ou indiretamente, na contratação de parente consanguíneo ou por afinidade, até o quarto grau, ou de pessoa com a qual mantenha laços de compadrio, para emprego ou função, pública ou privada”.
Embora negue que sua atuação vá de encontro às normas citadas, Bezerra cedo ou tarde terá de se explicar. A Comissão de Ética Pública da Presidência tem o poder de avaliar cada caso. Espera-se que na próxima reunião do grupo, marcada para o dia 13 de fevereiro, o assunto não seja ignorado. A conferir.
Conheça o álbum de família de Fernando Bezerra:

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Os Fernandos de Dilma Rousseff e seus 'malfeitos'


Fernando Pimentel

As enchentes de janeiro parecem que provocaram um desmonoramento que fez desaparecer o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel. Desde que 'O Globo' revelou suspeitas de prática de tráfico de influência em suas atividades de consultoria, que lhe renderam R$ 2 milhões em 2009 e 2010, o 'bombardeio' da mídia sobre ele era bastante intenso. Quando se esperava que a 'faxineira' Dilma Rousseff também desse uma 'vassourada' em Pimentel, a decepção foi geral. A presidente Dilma já havia sido mais suave com os ministros de partidos de maiores bancadas na 'base aliada', mas quando chegou a vez de um integrante do PT e seu antigo companheiro de armas, o que passou a se observar foi uma forte blindagem patrocinada pelo Palácio do Planalto. Primeiramente, um verdadeiro rolo compressor impediu que Fernando Pimentel comparecesse a qualquer comissão do Congresso Nacional para prestar esclarecimentos sobre suas 'consultorias' sem contrato nem relatórios. Depois, para fugir da imprensa, integrou duas vezes a comitiva de Dilma em viagens ao exterior, culminando com o sumiço de Pimentel em Genebra, na Suíça;

Fernando Bezerra
Por coincidência e muita sorte, um xará de Fernando Pimentel no ministério, Fernando Bezerra, Ministro da Integração Nacional, passou a ocupar bastante espaço na mídia por conta do uso de verbas destinadas à prevenção contra enchentes, que não foram repassadas como deviam aos Estados que haviam sido alcançados pelas chuvas em 2011, priorizando seu Estado, Pernambuco, com cerca de 90% dos recursos, objetivando alavancar sua candidatura a prefeito da capital Recife este ano ou a governador do Estado em 2014, além de outras 'jogadas' que beneficiaram um filho seu que é deputado federal, que teve todas as suas emendas ao Orçamento liberadas na totalidade e em tempo recorde. Com isso, o ministro/consultor ficou sumido do noticiário;

Fernando Haddad
Pois não é que um outro Fernando também tem deixado o Pimentel de lado. Agora é o ministro da Educação, Fernando Haddad (aquele do Enem vazado), que também ocupa espaço na imprensa, tudo por conta de sua pré-candidatura a prefeito de São Paulo, imposta ao PT e patrocinada pelo ex-presidente Lula, que não se conforma com as constantes derrotas de seu partido para candidatos do PSDB paulistano.Com isso, Fernando Haddad fala todos os dias sobre seu ministério ou sobre sua candidatura. Outras vezes, o nome dele é focalizado por Aloízio Mercadante, seu provável sucessor. Também através da senadora Marta Suplicy o nome de Fernando Haddad em à tona, visto que ela era candidata, mas Lula deu nela um 'chega pra lá' e lançou Haddad. Ontem, o Palácio do Planalto comentou que a presidente Dilma solicitou que Fernando Haddad não renunciasse agora ao ministério e esperasse a reforma ministerial que deve acontecer no final deste mês;

Fernando Collor
Como se pode ver, são dois Fernandos ofuscando Fernando Pimentel, que ainda tem a forte proteção de Dilma Rousseff, que não quis demiti-lo nem forçá-lo a 'pedir para sair'. Todavia, quando o Congresso Nacional retornar do recesso diversos parlamentares não vão deixar Pimentel sossegar, cobrando por todas as vias possíveis explicações sobre suas 'consultorias', que resultaram em contratos de 'clientes' junto à Prefeitura de Belo Horizonte, da qual foi prefeito e onde tem forte influência. Não foi só coincidência. E o interessante é que no Senado Federal tem um outro Fernando que agora faz parte da 'base aliada' e que no passado também foi 'caçado' pela imprensa e depois 'cassado' pela opinião pública, mas que hoje certamente será um ardoroso defensor dos Fernandos que hoje estão em tanta evidência. Eles se merecem...

Desgoverno Dilma quer pedágio em região urbana


Os municípios poderão cobrar pedágio para diminuir o trânsito de automóveis, segundo a Lei de Mobilidade Urbana, sancionada na última semana pela presidente Dilma Rousseff. Um dos principais objetivos é estimular o transporte coletivo e reduzir a emissão de poluentes.

Segundo nota publicada no Estadão, a nova lei autoriza a cobrança de tributos pelo uso da infraestrutura urbana, "visando a desestimular o uso de determinados modos e serviços de mobilidade". A receita gerada pelo pedágio ou outra forma de tributação deve ser destinada ao transporte coletivo, como a concessão de subsídio público à tarifa. O uso de bicicletas também precisa ser estimulado, segundo o texto.

As novas regras de incentivo ao transporte coletivo podem não entrar em vigor antes da Copa do Mundo de 2014, porque os municípios têm prazo até 2015 para se adequarem a elas. As 1.663 cidades brasileiras com mais de 20 mil habitantes terão de elaborar planos de mobilidade urbana. E as cidades que não cumprirem o prazo de três anos para os planos podem ser punidas com a suspensão dos repasses de recursos federais ao setor.

De acordo com a publicação, hoje, apenas municípios com mais de 500 mil habitantes eram obrigados a ter planos de mobilidade e nem todas as 38 cidades com esse perfil têm políticas para o setor. Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) alerta que "fazer a lei pegar" é um dos principais desafios da Lei de Mobilidade Urbana. Atualmente, os municípios já são autorizados a subsidiar os transportes coletivos, mas o subsídio só vale na Região Metropolitana de São Paulo e nos metrôs, segundo o Ipea.

O estudo considera a lei um avanço, depois de 17 anos de debate no Congresso. Já o presidente da Confederação Nacional dos Municípios, Paulo Ziulkoski, apontou contradições nas políticas públicas. "Ao mesmo tempo em que o governo estimula a compra de automóveis para ajudar a indústria automotiva a enfrentar a crise internacional, a nova lei autoriza a cobrança de tributos para limitar sua circulação nas cidades", afirmou.

O presidente da confederação prevê que poderá ser criada uma guerra fiscal entre os municípios, com estímulo aos motoristas para que licenciem seus automóveis em cidades que tributem a circulação de carros em suas ruas. "Poderemos até questionar a constitucionalidade, porque sobre a propriedade de veículos já incide a cobrança do Imposto de Circulação de Veículos Automotores (IPVA) e poderia ser caracterizada uma dupla tributação."

Táxis- A lei também determina que os municípios fixem a tarifa máxima cobrada pelos táxis. A medida estimularia a competição por meio de descontos.

Vou Tirar Você Desse Lugar