quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Ninguém mais vai fazer o diabo para vencer eleições, afirma Aécio.


(Estado) Em seminário organizado na Câmara pela oposição nesta quinta-feira, 8, para apontar "soluções para a crise", o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), disse nesta quinta-feira, 8, que o País não tem mais espaço para quem "faz o diabo" para vencer as eleições. Para o tucano, a presidente Dilma Rousseff praticou "ações criminosas" e a reprovação de suas contas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) permite ao Congresso determinar o tipo de sanção que deve aplicar.

"Esse governo viveu com a sensação permanente de impunidade. 'Pode-se fazer tudo, que nada acontece'", disse Aécio. "Não sei as consequências das decisões dos tribunais, mas algo já aconteceu no Brasil. O Brasil não terá mais espaço para governantes que façam o diabo para vencer as eleições, que descumpram legislações aprovadas pelo Congresso Nacional e que usam de ilegalidades ou de ações criminosas para vencer as eleições, como apontam alguns dos indícios que levaram o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) a abrir uma ação de investigação eleitoral em relação à presidente da República", afirmou o senador.

A declaração do senador faz alusão à uma frase de Dilma em março de 2013, quando, em João Pessoa (PB), disse que "podemos fazer o diabo quando é hora de eleição". Questionado pelo Estado ao final do seminário sobre as consequências da manifestação do TCU para um eventual processo de impeachment, Aécio disse que o tipo de sanção a ser aplicada à petista cabe ao Congresso decidir. 

"O resultado do TCU é uma demonstração clara de que a presidente cometeu ilegalidades durante o processo eleitoral e tem que responder por essas ilegalidades, senão estaríamos criando um salvo-conduto para a presidente da República. Caberá ao Congresso dizer que tipo de sanção ela terá", afirmou. "É natural que (quem) cometeu ilegalidades seja responsabilizado por tal", disse o tucano. "Agora, não é a oposição mais que diz. Quem diz é o Tribunal de Contas. Vai caber à Câmara dos Deputados analisar o processo", afirmou.

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