quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Dilma, um governo sem marca.


Se existe uma certeza em todos os analistas políticos é que o governo Dilma não tem o principal: uma marca. É um governo genérico. Um governo sem personalidade. Um governo tubaína.
 
O PAC só não afundou de vez na Transposição do São Francisco porque a água prometida não chegou ao sertão. O grande canal virou uma enorme valeta. Da mesma forma só não descarrilou para sempre na Ferrovia Transnordestina porque não tinha trilhos. O trem-bala, aberração marqueteira, nem projeto tem. Aliás, a "prateleira de projetos" prometida pelo Lula virou um baú velho, sem nada dentro. A sempre lembrada Mãe do PAC é um zumbi que ´zomba da gente com o seu português ruim e o seu mau humor crônico. Só falta enterrar uma estaca no peito da morta-viva, depois do leilão de um concorrente só para aquela que seria a maior riqueza do país: o pré-sal. O governo Dilma não tem marca, só tem cicatriz.
 
Os campeões nacionais e globais do megalômano Lula viraram os X Micos, pão com banana, em vez dos gostosos X Burgers do Mc Donalds.  Mas torraram bilhões do BNDES que, aliás, prefere mandar dinheiro para Cuba e Angola, sob segredo de Estado, em vez de financiar empresas brasileiras. Sob o ponto de vista econômico, o governo Dilma, em vez de mostrar, precisa esconder. Haja maquiagem para esconder tanto fracasso na política fiscal, na política cambial, na política de concessões, na politicagem dos 39 ministérios loteados, muitos deles, como o do Trabalho e Emprego e o da Agricultura para verdadeiras quadrilhas.
 
Os factóides marqueteiros anunciados em estrepitosos pronunciamentos em cadeia nacional duram cada vez menos. O preço da luz baixou e ninguém lembra, apenas as empresas concessionárias que tiveram os cofres sangrados e a quebra dos contratos. Os juros mais baixos pomposamente anunciados já voltaram a subir e logo vão romper os 10%, porque ninguém confia neste governo e os investidores cobram mais caro pelo risco. O Ciência sem Fronteiras, por onde andará que ninguém mais fala? E as 8.000 creches que não saem do chão e não atendem a demanda de 8 milhões de crianças? E a Minha Casa, Minha Vida que virou Minha Casa, Minha Dívida, com uma inadimplência que já rompe os 50%? Até mesmo o rasgo de patriotismo contra a espionagem americana foi para o beleléu. Ficou provado que o Brasil também espiona, como qualquer outro país.
 
Agora o governo terminal aposta no Mais Médicos. E comete mais crimes, desta vez trabalhistas, pois está mascarando uma relação de trabalho. Dilma quer transformar aqueles velhos cubanos em estagiários, como se viessem para cá fazer residência.  O custo do programa pode mais do que dobrar, em função de que o Brasil terá que contratar cada médico estrangeiro como um empregado regular, com todos os custos, nada mais justo. Além disso, a médio prazo a presença de médicos estrangeiros sem estrutura mínima de trabalho apenas vai escancarar o sucateamento do SUS. O povo vai sofrer, mas Raul Castro vai nadar em bilhões de reais enviados para os cofres da sua ditadura assassina. Cada médico cubano que desembarca no Brasil financia cem crimes contra os direitos humanos em Cuba.
 
Claro, sempre sobra a Bolsa Família, mas a pobre Bolsa acaba de completar 10 anos, já virou commodity social. Não vai mais colar o discurso que o PSDB quer acabar com ela, já que o candidato Aécio Neves apresentou projeto para transformá-la em política de Estado, via lei. As mentiras do PT não mais funcionarão. Assim como não poderão mentir sobre privatizações, já que entregaram patrimônio nacional em leilões de um mínimo lance só.
 
Por fim, onde está a marca do governo da Dilma? Não tem. E não é por incompetência de marketing. É por incompetência de gestão, é por falta de planejamento, é porque o PT sempre quis o poder, mas nunca se preparou para governar. Pelo amor de Deus, Mercadante na Educação? Pimentel no Desenvolvimento? Ideli na Articulação? Lula cafetinou a herança de Fernando Henrique o mais que podia, para depois chamá-la de maldita. Dilma está cafetinando o legado do Lula e esgotando tudo o que ele deixou, depois de surfar na onda do crescimento econômico global. Esta gente não tem técnica e nem talento. Não tem projeto de país, tem projeto de poder e de mamar. A gestão do país está em choque. Choque anafilático. Na UTI. Chegou a hora de dar a extrema-unção e rezar para que morram logo. R.I.P, PT!

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