quinta-feira, 23 de dezembro de 2010



Lula entrega inflação de 6% para Dilma: mais de 30% acima da meta anual.

 

É preciso o Financial Times publicar para ter destaque na imprensoca brasileira. O jornal observa que Dilma tomará posse no dia 1º de janeiro com o desafio das taxas de inflação dos preços ao consumidor muito acima da meta anual do governo, de 4,5%. "Os preços aumentaram 5,6% nos 12 meses até novembro, e espera-se que a taxa chegue a quase 6% até o final do ano", relata a reportagem.Com isso, os juros já devem disparar em janeiro. É o pior da herança maldita de Lula.

Reportagem publicada nesta quinta-feira pelo diário britânico "Financial Times" afirma que a presidente eleita Dilma Rousseff terá seu primeiro desafio político imediatamente após tomar posse na Presidência do Brasil, com a provável elevação das taxas de juros pelo Banco Central.

"Um relatório mensal de inflação publicado pelo Banco Central na quarta-feira deu uma clara e pouco comum indicação antecipada sobre a necessidade de elevar as taxas de juros no curto prazo", afirma o jornal.

O diário observa que muitos ministros brasileiros são contra a elevação dos juros, mas relata a afirmação do atual presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, em entrevista a um blog do jornal, defendendo o uso da "política monetária convencional".

Segundo Meirelles, "as pressões inflacionárias têm sido vistas atualmente nos países que estão se recuperando bem da crise financeira, como é o caso do Brasil".
"A experiência do Brasil confirma que a política monetária convencional e condições financeiras estáveis são os fatores-chave para um caminho benigno de inflação. A direção do Banco Central está plenamente ciente disso, e a presidente eleita, Dilma Rousseff, já expressou seu apoio às políticas do Banco Central", disse Meirelles ao jornal.

O Financial Times observa que Dilma tomará posse no dia 1º de janeiro com o desafio das taxas de inflação dos preços ao consumidor muito acima da meta anual do governo, de 4,5%.
"Os preços aumentaram 5,6% nos 12 meses até novembro, e espera-se que a taxa chegue a quase 6% até o final do ano", relata a reportagem.
Na entrevista ao jornal, Meirelles afirmou que não haverá mudanças de política em relação ao controle de inflação sob o novo governo.

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