sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Lula mentiu que o Brasil seria a quinta economia do mundo em 2016. Dilma pode derrubar país para nono lugar em 2014.


Em seminário Brasil-África realizado no ano passado, na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília, Lula trombeteou que o Brasil seria, em 2016, a quinta economia do mundo. Na sua análise estapafúrdia, alertava que o País precisava se dar conta que se tornou um "país grande" no cenário internacional. A matéria abaixo é da Folha de São Paulo.

O Brasil destoou no ano passado dos emergentes com um crescimento maior do que o registrado em 2012. Porém, essa aceleração não foi suficiente para colocar o país na lista das economias com expansão mais forte em 2013. Levantamento com 36 países mostra que o crescimento de 2,3% do Brasil está no meio da tabela, em 15º lugar, atrás de uma série de emergentes, especialmente da Ásia (de China a Tailândia), já que essas economias costumam estar entre as primeiras a divulgar o PIB.

Para Robert Wood, analista da consultoria EIU (Economist Intelligence Unit), o misto de crescimento modesto em 2014 com desvalorização cambial deve fazer o Brasil perder neste ano duas posições no ranking das maiores economias globais. Atual sétimo colocado, o Brasil, projeta Wood, cairia para o nono lugar, sendo ultrapassado por Índia e Rússia ao final de 2014.

Mesmo com a aceleração do crescimento em relação ao de 2012, o ritmo brasileiro ficou mais perto do dos países desenvolvidos --que costumam registrar avanços menores e estão ainda atravessando a crise que teve início em 2008-- do que de seus pares emergentes. Quando a comparação do crescimento brasileiro é feita apenas entre os 22 emergentes, ele aparece em 13º lugar. A China, que já não vem crescendo nos últimos anos no ritmo de dois dígitos, avançou 7,7%. Filipinas, Indonésia e Vietnã também apresentaram altas fortes no PIB, superiores a 5%.

Na vizinhança latino-americana, poucos países já divulgaram seus resultados do quarto trimestre. O Brasil ficou bem atrás da economia peruana (alta de 5% no ano), mas superou com folga o México (1,1% mais que em 2012), o atual "queridinho" dos mercados financeiros.

EMERGENTE DISTANTE
Pela projeção do FMI (Fundo Monetário Internacional), os emergentes devem ter crescido mais do que 4% no ano passado, após alta de 5% em 2012. As estimativas do Fundo mostram que a última vez que a alta do PIB brasileiro superou a média dos países emergentes foi em 1995. Durante os três primeiros anos do governo Dilma Rousseff, iniciado em 2011, o crescimento brasileiro, em média, foi inferior ao de 20 economias --na comparação entre 36 nações.

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